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domingo, 9 de dezembro de 2012

JUNIORES A: Serviços mínimos garantiram mais uma vitória

AD São Romão, 0 - SC Beira-Mar, 1
(0-1, ao intervalo)

Sem ter realizado uma exibição contundente, mas tendo jogado o bastante para justificar mais do que a vitória tangencial alcançada em São Romão, a equipa de juniores do Beira-Mar somou mais 3 pontos no campeonato nacional da 2ª divisão e ficou muito perto de garantir o primeiro objectivo que traçou para esta época. Com efeito, o golo solitário de Ricardo Tavares, obtido já perto do final da primeira parte, assegurou mais uma vitória na prova para os aurinegros, que aumentaram para 11 pontos a distância para o 3º classificado e ficaram mais perto da qualificação para a fase de subida.
Com a Serra da Estrela como pano de fundo e numa tarde soalheira que fez esquecer a aproximação do Inverno, o SC Beira-Mar apresentou, no sintético do Estádio da Nossa Senhora da Conceição, a seguinte formação:
Samuel (gr); Xavi, Manel, Michael dos Santos e Gonçalo; Balacó (cap), Nazmi e Diogo Castor (Carlos, 90'); Nanu (Gui Matos, int), Ricardo Tavares (Junior Bangura, 83') e Marc.
Suplente não utilizado: João Paulo (gr).
Após um início de jogo incaracterístico, durante o qual o São Romão deu o primeiro sinal de perigo numa jogada de contra-ataque, aos 13', em que o seu nº 9 rematou à figura de Samuel, a equipa do Beira-Mar tomou o ascendente do jogo, passou a ser mais consistente na iniciativa que o seu adversário lhe facultava e as situações para golo começaram a aparecer. Marc teve uma primeira iniciativa pela esquerda, aos 19', que terminou num cruzamento desfeito pelo guardião serrano para a entrada da área, onde apareceu Nazmi a desferir um remate por cima da barra, com o guarda-redes ainda fora dos postes. No minuto seguinte foi Ricardo Tavares a ser isolado na marcação rápida de um livre, mas o avançado aurinegro perdeu a vantagem e, no momento do remate, que saiu sem força, já tinha um adversário a incomodá-lo.
Insistiam os aveirenses e, aos 25', numa excelente jogada de envolvimento, com sucessivas tabelas que tinham Balacó como "maestro", o "capitão" aveirense isola-se mas falha as medidas do "chapéu", que teria dado um golo monumental. Pouco depois, aos 28', foi Diogo Castor a chegar ligeiramente atrasado a um cruzamento da esquerda de Marc, tendo falhado a emenda à boca da baliza por muito pouco. Cheirava a golo na baliza do São Romão, mas não foi ainda aos 31', quando Ricardo Tavares dominou na área de costas para a baliza e rematou cruzado à meia-volta, fazendo a bola passar muito perto do poste mais distante.
O São Romão, que desde a parte inicial da partida não mais tinha dado sinais de capacidade para entrar na área da baliza à guarda de Samuel, teve o seu momento mais perigoso à passagem dos 40', quando, por 2 vezes, na sequência de cantos sucessivos, fez abanar a tranquilidade defensiva do Beira-Mar. Contudo, na resposta, Marc tira um cruzamento a régua e esquadro para a cabeça de Ricardo Tavares, que se eleva com muito estilo mas atira para uma defesa a 2 tempos do guardião local. E seria de um modo totalmente justo que, num lance com os mesmos protagonistas, aos 42', os aurinegros inauguraram o marcador, quando Ricardo Tavares, aproveitando um ressalto após remate de longe de Marc, se isolou e atirou em arco para o fundo das redes. Houve ainda tempo, já em período de compensações antes do intervalo, para que o 0-1 pudesse ter sido dilatado, mas Marc, no seguimento de uma boa jogada individual pela esquerda, remata de ângulo muito apertado na cara do guarda-redes para defesa deste.
Na segunda parte, onde voltaria a pertencer ao São Romão a primeira situação de perigo, num lance, aos 55', em que Manel corta defeituosamente um cruzamento da direita e permite ao jogador nº10 um remate em posição frontal que saiu sem direcção, o jogo foi mais repartido mas a qualidade da posse de bola dos aveirenses, que dispuseram de algumas boas oportunidades para resolver em definitivo a partida, foi sempre superior.
Aos 57', a finalizar uma mudança de flanco conseguida com uma boa circulação da bola, Gui Matos remata forte mas não acerta com a baliza. Pouco depois, aos 60', uma boa abertura de Nazmi permite a penetração pela esquerda de Gonçalo, que entra na área e remata para ser um defesa a substituir o seu guarda-redes e a evitar o golo entre os postes.
Tardava o golo da tranquilidade, que incrivelmente não aconteceu aos 67', quando, após a marcação de um livre lateral, a bola anda sucessivamente a centímetros da linha de golo, esbarrando sempre na muralha de pernas que ocupava a baliza da casa. Nova e flagrante oportunidade, aos 74', com Marc a surgir isolado no seguimento de uma boa jogada de ataque e a rematar ao poste.
A vantagem mínima era perigosa, mas o São Romão o melhor que conseguia era a colocação da bola na área, aproveitando faltas a meio-campo. Tudo isso foi sendo resolvido e pertenceu mesmo a Bangura, pouco depois de ter entrado, a última e flagrante ocasião de golo, mas o remate, desferido na cara do guardião da casa, encontrou o corpo deste e a oportunidade gorou-se.
No final do jogo, que teve uma boa arbitragem do Sr. Rui Sousa, juiz da AF Bragança, vitória justa do Beira-Mar, que só pelas oportunidades que desperdiçou deixou que, desnecessariamente, a incerteza no resultado pairasse até final. Sabemos como, às vezes, esta ineficácia pode sair caro...

domingo, 2 de dezembro de 2012

JUNIORES A: Outra vez de mão-cheia!

SC Beira-Mar, 5 - GD Tourizense, 2
(1-0, ao intervalo)

Dão-se bem com as equipas do Tourizense os juniores do SC Beira-Mar que, depois de uma robusta vitória em Touriz por 5 golos sem resposta no jogo da 1ª volta, voltaram a golear na recepção ocorrida na tarde de sábado. A marca voltou a atingir a mão-cheia de golos mas, desta feita, o adversário respondeu certeiramente por 2 vezes. A esta vitória clara, que reforçou a liderança dos aurinegros na série C do nacional da 2ª divisão, há ainda que juntar o regresso às boas exibições da formação orientada por António Luís, que dominou o seu adversário durante todo o jogo e apresentou períodos de muito bom futebol.
Numa tarde muito soalheira, propícia à prática de um jogo de futebol, o Beira-Mar apresentou-se com:
Samuel (gr); Xavi, Manel, Michael dos Santos e Gonçalo; Balacó, Pedro Aparício (Tiago Azevedo, 84'), Gui Matos e Nazmi (Diogo Castor, 61'); Marc e Ricardo Tavares (Nanu, 68').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Rúben Marques, André Rosa e Bernardo Subtil.
A primeira parte foi de domínio completo do Beira-Mar, que realizou uns bons 45 minutos e não permitiu quaisquer veleidades à formação de Touriz. A excepção foi um lance, logo aos 3', em que na marcação de um canto, que quase saía directo, a bola embateu na parte superior da barra da baliza defendida por Samuel. A partir daí só deu Beira-Mar e Marc, na resposta, descaído sobre a direita, rematou cruzado e fez a bola rasar o poste mais distante.
Também na sequência da marcação de um canto por Marc, aos 13', Michael, solto no segundo poste, cabeceou para o meio, mas não apareceu ninguém para a emenda. No minuto seguinte, novamente o golo rondou a baliza do Tourizense, mas o cabeceamento de Ricardo Tavares, efectuado ao segundo poste após cruzamento largo da direita de Marc, não levou a força suficiente e o guarda-redes, que viu a bola passar-lhe fora do alcance para a baliza, teve tempo de recuperar.
O domínio aveirense era absoluto, o jogo de sentido único e, aos 25', Gonçalo, servido por Pedro Aparício, infiltra-se pela esquerda, progride para a baliza, mas depara-se com a saída arrojada do guarda-redes, que lhe detém o remate e evita que o marcador seja inaugurado.
Não foi de estranhar, pois, que, aos 31', a nossa equipa chegasse à vantagem. O lance do 1-0 tem origem num bom trabalho de Marc, que tira um cruzamento bem medido da direita para Ricardo Tavares cabecear primeiro ao poste e, na recarga, atirar para o fundo das redes.
Estava feita alguma justiça, mas o caudal ofensivo dos aurinegros justificava mais. Aos 38', Gui recolhe na área uma bola que sobrou da marcação de um canto, remata forte, mas vê o seu disparo ser desviado na trajectória, que era a do golo. O marcador não se alterou até ao intervalo, também por obra da defesa da tarde, protagonizada pelo guardião do Tourizense, que desviou por instinto para canto um excelente remate de Marc, desferido à meia-volta após uma magnífica recepção.
Ainda que no início do segundo tempo o Tourizense procurasse arriscar algo mais, a verdade é que continuava a ser a equipa da casa a mandar no jogo e, sem surpresas, aos 52', após mais um notável trabalho de Marc na direita, Gui Matos ocorreu ao segundo poste ao cruzamento largo do seu colega e, num remate em "raquete", elevou para 2-0.
Parecia que o jogo se encaminhava para uma decisão fácil e essa ideia ainda mais ficou vincada quando, aos 56', na sequência da marcação rápida de um livre, Marc foge pela direita e assiste no meio Ricardo Tavares, que só não ampliou a vantagem porque se deixou antecipar pelo guarda-redes contrário. Contudo, no minuto seguinte, e sem que nada o fizesse esperar, o Tourizense reduz para 2-1, através de um disparo de fora da área. Estava relançado o jogo!
A seguir ao golo do Tourizense, assistiu-se, quiçá, à fase mais incaracterística da partida, em que o jogo perdeu alguma qualidade. De um lado, um Beira-Mar que acusou o toque, perdeu algum discernimento e baixou a qualidade do seu futebol; do outro, um Tourizense que sentia que nunca tinha estado tão perto de se chegar ao seu adversário, que arriscava mais, mas a quem faltavam argumentos para o conseguir.
Com o jogo a aproximar-se do seu último quarto de hora, os espaços concedidos pelo Tourizense abriram-se e disso se foram aproveitando os aveirenses, para construir boas ocasiões de golo, umas concretizadas, outras não. Se, aos 72', Nanu não conseguiu concretizar um cruzamento da esquerda de Gonçalo, que amorteceu no peito e rematou, na sua cara, contra o guarda-redes, aos 79' o 3-1 chegaria mesmo. Após um livre a favor do Tourizense, desenvolveu-se um contra-ataque rápido, com Marc a fugir pela direita e a assistir Diogo Castor no meio, que teve tempo para dominar. enquadrar-se com a baliza e rematar com êxito para o fundo das redes.
Agora sentia-se que o jogo estava ganho, cada jogada de contra-ataque do Beira-Mar era uma situação de perigo para a baliza do Tourizense e Xavi, aos 82', servido por Diogo Castor, demora muito a desferir o remate, quando aparece solto na direita,  e vê a bola ser desviada por um defesa. O 4-1 adivinhava-se e, no minuto seguinte, aconteceu mesmo, obra de Nanu, que apareceu na cara do guarda-redes e atirou para o fundo da baliza.
O Tourizense estava completamente nas cordas e, por isso mesmo, foi mais uma surpresa o golo que ainda conseguiu marcar, aos 85', com um bom cabeceamento, na sequência de um livre lateral na direita, que resultou no 4-2 indefensável para Samuel.
Faltava pouco para o jogo terminar, mas houve tempo ainda para que Marc, que já fizera 3 assistências, procurasse também ele inscrever o seu nome na lista dos marcadores deste jogo. E depois de 3 tentativas falhadas na cara do guarda-redes (87', 90' e 90'+1), à quarta, decorria já o penúltimo dos 5 minutos de compensação, o artilheiro aurinegro voltou a isolar-se e fuzilou mesmo para o 5-2 final.
Foi bom voltar a ver a bola a girar em carrocel, bem trabalhada por estes talentosos jogadores que merecem, para além dos 3 pontos da vitória, uma elevada nota artística nesta partida.
A arbitragem do juiz albicastrense, Sr. André Nunes, foi globalmente positiva, tendo apenas sido mal auxiliado em 2 ou 3 lances de fora-de jogo mal assinalados ao ataque aveirense.

sábado, 24 de novembro de 2012

JUNIORES A: Em jogo de muita luta, aurinegros regressaram às vitórias na Figueira da Foz

A Naval 1º Maio, 1, SC Beira-Mar, 3
(0-1 ao intervalo)

Num jogo de muita luta, disputado no campo de treinos do estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz, a equipa de juniores do SC Beira-Mar, após 3 jornadas sem vencer, regressou aos triunfos de uma forma clara, batendo a Naval 1º Maio, por 1-3, resultado que permitiu aos aveirenses a manutenção do 1º lugar da série C do campeonato nacional da 2ª divisão.
Num recinto "pelado", de dimensões reduzidas e com o piso bastante enlameado, adivinhavam-se dificuldades acrescidas para uma equipa do Beira-Mar que tem numa boa circulação de bola a característica principal da matriz do seu jogo. No entanto, os aurinegros, sabedores que este era um jogo de apelo ao querer e à vontade, arregaçaram as mangas e foram à luta, deixando a pele em campo e justificando, no final, os 3 pontos alcançados.
Marc adiantou a sua equipa ainda na fase inicial do encontro, através de um bom remate desferido de fora da área, na sequência de um livre de Gui Matos que surpreendeu a formação da casa. Ainda antes do intervalo, esta vantagem poderia ter sido ampliada, mas  Ricardo Tavares perdeu duas boas oportunidades para o fazer.
No segundo tempo, Gui Matos ampliou para 0-2, na execução de um livre directo em que a bola bateu no chão antes de chegar à baliza, dificultando a acção do guardião navalista. Pouco depois, após um lance que teve origem num lançamento lateral, a equipa da casa aproveitou para reduzir distâncias, mas em jogada de insistência de Bernardo Subtil a bola sobraria para Marc, que não desperdiçou o ensejo para "bisar" e estabelecer o resultado no 1-3 final.
O técnico António Luís apresentou:
Samuel (cap), Xavi, Manel, Michael dos Santos e Gonçalo; Balacó (cap), Nazmi e Gui Matos; Nanu, Ricardo Tavares e Marc.
Jogaram também: Bernardo Subtil, Diogo Castor e André Rosa.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr) e Gui Ramos.

sábado, 17 de novembro de 2012

JUNIORES A: Uma sombra do líder

SC Beira-Mar, 1 - GD Oliveira de Frades, 3
(1-1, ao intervalo)

A equipa de juniores do SC Beira-Mar sofreu novo percalço no campeonato nacional da 2ª divisão e, ao perder em casa, neste sábado, com o Oliveira de Frades, por surpreendentes 1-3, averbou a primeira derrota na prova, somando o seu terceiro jogo consecutivo sem vencer. É, de facto, uma série "negra" de resultados, que não pode tirar o mérito à campanha realizada, até há pouco brilhante, mas que pede uma reflexão sobre as razões deste momento menos bom que atravessa a equipa orientada por António Luís.
Num relvado do estádio Mário Duarte que também já conheceu melhores dias, a formação aurinegra apresentou-se com:
Samuel (gr); Xavi (Nazmi, int), Manel, Michael dos Santos e André Rosa; Balacó (cap), Bernardo Subtil (Pedro Aparício, int), Gui Matos e Diogo Castor; Nanu e Marc.
Suplentes não utilizados: João Paulo e Gui Ramos.
A primeira parte foi muito má, mostrando um Beira-Mar sem ideias, previsível, a imprimir pouca velocidade ao jogo e não mostrando qualidade que justificasse a sua liderança até este jogo quase incontestada. Ainda assim, as coisas até nem correriam mal de início para os aveirenses, que chegaram à vantagem, aos 7', num cabeceamento de Gui Matos, que desviou para o poste mais distante, onde a bola bateu antes de entrar, um cruzamento da direita de Nanu.
Sem que nada tivessem mostrado até então para ganhar avanço no marcador, os aurinegros não aproveitaram a embalagem do 1-0 e continuaram adormecidos, sem dinâmica e deixando que o adversário discutisse o jogo no campo todo, ainda que oportunidades de golo fosse coisa nunca vista em qualquer uma das balizas. E, para piorar as coisas, aos 26', na sequência da marcação de um pontapé de canto e aproveitando uma bola largada por Samuel, o Oliveira de Frades chega ao 1-1 no meio da confusão gerada na área. Diogo Castor, pouco depois, aos 30', ainda foi isolado por uma solicitação de Nanu, falhando na cara do guarda-redes, mas este lance foi a excepção a uma regra pautada pela falha de imaginação patenteada nestes primeiros 45 minutos pelos aveirenses. Seria mesmo o Oliveira de Frades, aos 40', num lance de contra-ataque, a levar o perigo à nossa área, valendo uma boa intervenção de Samuel para evitar males maiores.
Era justo o resultado ao intervalo, mas o pior estava ainda para chegar! Logo no primeiro minuto da etapa complementar, num lance dividido dentro da área da casa, o Sr. Ricardo Silva, árbitro da AF Aveiro que em 3 jogos já apitados esta época marcou 3 grandes penalidades contra o Beira-Mar (para além de 3 expulsões!!!), descortinou uma falta de Nanu e apontou a marca dos 11 metros de onde o nº 10 forasteiro não perdoou e fez o 1-2.
O Beira-Mar acusou o golpe e continuava longe daquilo que se exige a quem sebe fazer muito mais e melhor. Só aos 59', num lance em que Marc, lançado na esquerda, remata para uma defesa incompleta do guarda-redes, Pedro Aparício conseguiu dar, pela primeira vez no segundo tempo, a sensação de poder chegar ao golo.
Do outro lado, tudo corria pelo melhor! Aos 60', novamente na sequência da marcação de um pontapé de canto e perante alguma passividade, o Oliveira de Frades, novamente numa bola perdida na confusão, faz o 1-3, o terceiro golo de bola parada e um registo de quase 100 por cento em termos de eficácia.
Foi preciso uma desvantagem de 2 golos para se começar a ver alguma coisa da equipa que lidera a série C do campeonato nacional. As oportunidades de golo começaram a surgir mas, com o tempo a passar e a bola a não entrar, a tarefa de inverter o resultado afigurava-se muito complicada. Aos 64', numa transição rápida conduzida por Balacó, este oferece o golo a Marc, que falha o desvio na cara do golo. Aos 78', depois da bola ir ao poste na sequência de uma jogada confusa na área do Oliveira de Frades, Marc não consegue a recarga.
E, já em vantagem numérica por expulsão, aos 79', do nº 7 visitante, os aurinegros fizeram um forcing final, podendo Gui Matos, aos 81', num remate de pé direito que saiu à figura do guarda-redes, e Diogo Castor, aos 82', que viu um defesa desviar o seu remate desferido já dentro da área, terem reduzido a desvantagem. O lance de Pedro Aparício, aos 86', em que o seu primeiro remate levou a bola a bater caprichosamente  na barra e a recarga seguinte, defendida pelo guardião oliveirense, apenas serviu para ilustrar que este era mesmo um dia aziago para as cores aurinegras.
Em suma, sem que se possa dizer que o Oliveira de Frades tenha feita muito para justificar esta vitória, o nosso adversário soube aproveitar bem os erros concedidos pela nossa equipa e o seu dia desinspirado, acabando o resultado por ser um castigo que a formação aurinegra, pelo desempenho que teve durante mais de uma hora, fez por merecer.
Mais uma vez não gostámos do trabalho do Sr. Ricardo Silva. E, como não há coincidências, este juiz não gosta mesmo do Beira-Mar...

domingo, 11 de novembro de 2012

JUNIORES A: Traídos pelo "vigor" final do adversário

SC Beira-Mar, 2 - GR Vigor Mocidade, 2
(0-1, ao intervalo)

A equipa de juniores do SC Beira-Mar perdeu os primeiros pontos no estádio Mário Duarte, ao ceder um empate a duas bolas frente ao Vigor Mocidade, em jogo da última jornada da 1ª volta do campeonato nacional da 2ª divisão. Salvaguardadas as devidas distâncias, para quem tenha acompanhado a última ronda de jogos da Liga dos Campeões e saiba encontrar as razões do surpreendente resultado do Celtic frente ao poderoso Barça, pode fazer o paralelo entre os jogos de Glasgow e de Aveiro e encontrar a justificação para a perda destes 2 pontos pelos comandados de António Luís.
Num terreno muito pesado e em que não era nada fácil explanar um bom futebol, ainda assim os aurinegros esmagaram em termos de posse de bola e foram os únicos a desperdiçar lances de golo feito. Pelo contrário, a equipa dos arredores de Coimbra limitou-se a aproveitar os únicos ensejos  de que dispôs, privilegiando, sempre, a sua organização defensiva. E pronto, ficou mais uma vez provado que, em futebol, não há vencedores antecipados.
O SC Beira-Mar alinhou com:
Samuel (gr); Rúben Marques (Ricardo Tavares, int), Xavi, Michael dos Santos e Gonçalo; Balacó (cap), Pedro Aparício (Bernardo Subtil, 70'), Gui Matos e Nazmi; Nanu e Diogo Castor.
Suplentes não utilizados: José Vítor (gr) e André Rosa.
Naquele que seria o retrato de toda a partida, a equipa do Vigor Mocidade apresentou-se em Aveiro muito fechada, com um bloco muito baixo e com grande número de jogadores sempre atrás da linha da bola. O seu intuito era sobretudo defender, podendo, caso a oportunidade surgisse, lançar um contra-golpe que apanhasse desprevenidas as linhas mais recuadas dos aveirenses. A sua estratégia não poderia ter surtido melhor resultado já que, logo aos 12', na primeira vez que se abeiraram da baliza de Samuel, num lance de contra-ataque pela esquerda, a bola foi metida na área, ficando à mercê de um jogador do Vigor que, na cara do guardião aurinegro, atirou para o 0-1.
Perante as dificuldades de penetração no "ferrolho" adversário, a equipa do Beira-Mar viria a criar a primeira situação de perigo apenas aos 14', através de um remate desferido à entrada da área por Pedro Aparício que proporcionou uma grande defesa ao guardião contrário.
Até ao intervalo, a avalanche ofensiva da equipa do Beira-Mar traduziu-se em mais 3 boas ocasiões para marcar. Aos 22', Diogo Castor, lançado em profundidade, fica na cara do guarda-redes mas não consegue evitar a defesa deste em lance que ainda provocou um choque entre os 2 jogadores. Aos 36', numa boa jogada de ataque, pela esquerda, Pedro Aparício atrasa para Nanu, que desfere um remate à entrada da pequena área defendido pelo guarda-redes para canto. Na sequência deste, Xavi, completamente sozinho, falha o golo praticamente em cima da linha de baliza.
No segundo tempo, o quadro traçado para os primeiros 45 minutos intensificou-se ainda mais. Domínio constante da equipa do Beira-Mar e defesa em toda a linha por parte do Vigor. As oportunidades de golo iam-se sucedendo para os aurinegros. Aos 55', na sequência da marcação de um canto curto na esquerda, Ricardo Tavares falha o golo à boca da baliza, cabeceando ao lado e, no minuto seguinte, um cruzamento da direita de Pedro Aparício termina num remate acrobático, também falhado, de Diogo Castor.
Os aurinegros não desarmavam e, apesar do "autocarro" adversário e das dificuldades que o terreno também colocava, a procura do golo continuava, num trabalho incessante e que era um misto de uma grande atitude por parte dos atletas e de alguma paciência, a que a passagem dos minutos ainda permitia, em fazer circular a bola. Aos 73', no seguimento de cruzamento da esquerda de Gonçalo, Gui cabeceou ligeiramente ao lado, mas, 5 minutos volvidos, uma bola centrada do mesmo lado sobrou para Ricardo Tavares que fez o 1-1 à segunda tentativa, depois de o guarda-redes lhe ter negado o golo com uma primeira defesa.
Empolgados pelo empate, os aurinegros aceleraram ainda mais e, aos 81', um remate da meia-lua de Gui Matos proporcionou mais uma boa defesa ao guardião do Vigor. Aos 85', numa iniciativa de Balacó, que passou por vários jogadores desde o seu meio-campo, a bola chega a Nazmi, que ficou na cara do guarda-redes conimbricense, descaído sobre a direita, e proporcionou ao nº 1 adversário a defesa da tarde, desviando, por instinto, o forte remate do malaio para canto.
Parecia que a equipa de António Luís estava mesmo condenada à divisão de pontos mas, no minuto seguinte, numa jogada de insistência, Gui Matos devolvia a esperança à sua equipa, recolhendo na área e rodando para o remate cruzado que terminou no 2-1 para o Beira-Mar.
O mais difícil estava feito, a reviravolta no marcador consumava-se mesmo à beira do fim, mas, como no jogo de Marrazes, o adversário respondeu pouco depois e viria a empatar a um minuto do final do tempo regulamentar. O lance do 2-2 resulta da marcação de um livre a castigar uma falta de Ricardo Tavares em que o jogador auri-negro veria o segundo cartão amarelo e a correspondente ordem de expulsão. O artífice do balde de água fria foi o defesa-esquerdo forasteiro, que iniciou a jogada, sofreu a falta e fez o golo, num remate cruzado e rasteiro que Samuel não conseguiu suster.
Trata-se de um resultado de todo injusto mas que mostra, mais uma vez, que num jogo de futebol tudo pode acontecer. Ainda assim, os danos deste empate foram minimizados pelos resultados dos nossos adversários mais directos (empate do segundo e derrota do terceiro).
A arbitragem do Sr. Hélder Ferreira, juiz da AF Aveiro, sofreu, na nossa opinião, do "complexo de culpa" que, em muitas situações que connosco já aconteceram, dão mostras os árbitros das Associações pertencentes ao clube da casa, isto é, querendo mostrar-se imparciais (que o devem sempre ser), acabam por os prejudicar. O rigor da expulsão de Ricardo Tavares e uma grande penalidade por assinalar são disso exemplos.

sábado, 3 de novembro de 2012

JUNIORES A: Aurinegros deixaram escapar a vantagem

Anadia FC, 1 - SC Beira-Mar, 1
(0-1, ao intervalo)

Possivelmente no jogo menos conseguido da presente temporada, a equipa de juniores do SC Beira-Mar consentiu em Anadia o segundo empate no campeonato nacional da 2ª divisão, mantendo, porém, os mesmos 5 pontos de avanço sobre os bairradinos. O 1-1 acaba por ser um resultado justo, mas os comandados de António Luís dispuseram de uma vantagem no marcador que não souberam segurar quando tinham todas as condições para o fazer.
Diante de uma equipa que jogava fechada no seu meio-campo, os aveirenses realizaram uma primeira parte em que tomaram a iniciativa do jogo e dispuseram de uma esmagadora posse de bola. A equipa "do trevo" praticava um futebol directo, muito previsível, jogando apenas no aproveitamento de um eventual erro contrário.
Pese embora estes dois estilos de jogo diferentes (futebol mais elaborado do Beira-Mar, lançamentos longos do Anadia) e de a bola passar muito mais tempo perto da área dos donos da casa, as situações de algum maior perigo começaram por equilibrar-se. Se, aos 23', um cabeceamento de Marc ficou muito perto do golo, depois de uma solicitação de Nazmi que permitiu a Nanu um bom cruzamento da direita, também o Anadia, no minuto seguinte, provocou algum calafrio no último reduto aveirense, após um cruzamento da esquerda que levou a bola a sobrar para um jogador solto, que acabou por rematar sem direcção.
E se mais tarde, aos 28', Nazmi desperdiça a possibilidade de isolar Marc, numa das raras vezes em que houve transição em superioridade numérica, o Anadia também o fez, aos 33', quando um remate cruzado da direita é defendido por Samuel, mas com o avançado bairradino a não ver um colega completamente solto no meio.
Mas o certo é que o 0-1, que surgiu aos 41', veio mesmo premiar a melhor equipa sobre o terreno e aquela que buscava, com maior insistência, a baliza contrária. O golo foi obtido por Manel, que emendou ao segundo poste, cheio de oportunidade, um remate fortíssimo de Gui, após canto curto na direita.
Marc, um pouco mais tarde e ainda antes do descanso, quase ampliava a vantagem, mas o seu remate em arco, desferido ainda de fora da área, cai em cima das malhas , sobre a baliza.
Os segundos 45 minutos do Beira-Mar foram irreconhecíveis! O Anadia entrou a arriscar um pouco mais, mas sem modificar muito a sua matriz de jogo, que passava por aproveitar, sempre que podia, a colocação da bola na área da baliza defendida por Samuel. E foi assim que, aos 54', no seguimento da marcação de um livre, os donos do terreno proporcionaram ao guardião aurinegro, uma magnífica defesa, desviando para canto o venenoso cabeceamento de um jogador azul-e-branco.
Quando, aos 57', o nº 2 do Anadia recebe justa ordem de expulsão, vendo o vermelho directo por agarrar Marc, que seguia isolado para a baliza, pensou-se que as coisas se complicariam para os homens da casa e que a formação orientada por António Luís poderia vir a confirmar mais uma vitória. Puro engano! A partir desse momento o Beira-Mar acabou como equipa, não sabendo aproveitar a superioridade numérica e não conseguindo circular a bola, que passou a ser jogada em iniciativas individuais, quase sempre condenadas ao fracasso.
Para piorar as coisas, e talvez até como consequência do futebol falho de imaginação dos aurinegros, no espaço de 3 minutos (68' e 71') o Beira-Mar deixa de ter vantagem para passar a jogar em inferioridade numérica, consequência das expulsões (duplos amarelos) de Marc, primeiro, e de Manel, depois. Resulta ainda que, da falta feita pelo central aveirense, à entrada da área, mas quase em cima da linha final, sobre o lado esquerdo, o Anadia chegou ao 1-1 na transformação do livre directo, com Samuel ainda a fazer uma primeira defesa mas a não conseguir evitar a recarga.
Até final, e diante de uma equipa do Anadia que, agora em vantagem numérica, continuava a apresentar um futebol muito falho de soluções, o Beira-Mar lá foi minimizando os estragos, procurando agora defender mais do que atacar mas vendo ainda Ricardo Tavares, aos 81', cabecear por cima do travessão na sequência de um pontapé de canto.
Num encontro dirigido pela juíza da AF Aveiro, Sra. Eunice Mortágua, que realizou um mau trabalho do ponto de vista do critério disciplinar aplicado (nas duas expulsões do Beira-Mar, se um dos cartões é bem mostrado, o outro - o primeiro do Manel e o segundo do Marc - é de uma injustiça gritante), fica uma repartição final de pontos que castiga os "pecados" de ambas as equipas.
No Complexo Desportivo de Anadia, a equipa do Beira-Mar apresentou-se com:
Samuel (gr); Nanu, Manel, Michael dos Santos e André Rosa (Gonçalo, 61'); Balacó, Bernardo Subtil (Ricardo Tavares, int), Gui Matos e Nazmi (Xavi, 73'); Diogo Castor e Marc.
Suplente não utilizado: Hugo (gr).

sábado, 27 de outubro de 2012

JUNIORES A: Vitória arrancada a (e com...) ferros!

Académico Viseu FC, 0 - SC Beira-Mar, 2
(0-0, ao intervalo)

A equipa de juniores do SC Beira-Mar conseguiu, em Viseu, mais uma importante vitória no campeonato nacional da 2ª divisão e manteve intactas, deste modo, a liderança isolada da série C e as suas aspirações a uma desejada qualificação para a fase seguinte da prova.
Contudo, o triunfo obtido pelos aurinegros, por 0-2, sobre o Académico de Viseu, revelou-se muito difícil e, sem que se possa dizer, de modo algum, que o resultado tenha sido injusto, contou, para além de uma boa meia-hora na segunda parte, com a sorte do jogo em dois momentos cruciais, quando a bola beijou o ferro superior da baliza defendida por Samuel.
Nazmi foi "the man of the match", ao marcar o primeiro e decisivo golo, assistindo ainda Ricardo Tavares no tento que selou esta saborosa vitória.
Dirigida, sem comprometer, pelo árbitro transmontano da AF Vila Real, Sr. André Neto, a partida contou, do lado dos aveirenses, com:
Samuel (gr); Xavi (Bernardo Subtil, 56'), Manel, Michael dos Santos e Gonçalo; Balacó (cap), Nazmi, Gui Matos (Ricardo Tavares, 73') e Diogo Castor; Nanu e Marc (André Rosa, 89').
Suplente não utilizado: Hugo (gr).
O Beira-Mar entrou apático no jogo e quase era surpreendido pelos academistas, logo aos 2', quando Samuel desviou ligeiramente para o travessão da sua baliza um remate forte da direita de um jogador da casa.
Sem nunca conseguir brilhar, os aveirenses foram assentando o seu jogo e essa melhoria na produção aurinegra levou a que, aos 13' e 20', se assistisse a um duelo entre o artilheiro Marc e o guardião viseense, com vantagem de ambas as vezes para este último. Foram, efectivamente, duas boas oportunidades de golo para o Beira-Mar, negado, com duas excelentes defesas, pelo nº. 1 local, que em ambas as situações desviou para canto os remates de Marc, o primeiro cruzado da direita e o segundo em posição frontal, após uma boa iniciativa individual.
Mas a primeira parte do Beira-Mar não seria muito bem conseguida, denotando muitas dificuldades em ganhar as segundas bolas e, com isso, dando ao seu adversário a possibilidade de organizar transições rápidas. Aos 31', num lance fortuito, um jogador do Académico, que pretendia fazer um cruzamento do lado esquerdo, quase surpreende Samuel, que teve de fazer um acrobático golpe de rins para evitar o golo.
Antes do intervalo, tempo ainda para mais uma tentativa de Marc que, em cima do tempo regulamentar, voltou a pôr à prova o guarda-redes do Académico, que voltou a defender, ainda que de forma apertada, novo remate cruzado da direita, garantido o nulo que se ajustava ao desenrolar dos acontecimentos durante a etapa inicial.
A equipa de António Luís melhorou no segundo tempo, entrando de forma dominadora, segurando melhor a posse da bola e jogando, quase sempre, perto da área do adversário. Apesar desse controlo e domínio do jogo, estava a faltar o último passe para que se chegasse verdadeiramente à zona do perigo e as oportunidades de golo surgissem. Só depois da primeira alteração operada na formação aveirense, com a entrada de Bernardo Subtil, as situações de golo apareceram, a primeira das quais, aos 68', desperdiçada de baliza aberta precisamente pelo "16" aurinegro, que rematou para fora um cruzamento rasteiro da esquerda efectuado por Marc. Aos 70', foi Michael a cabecear ao poste, na sequência de um pontapé de canto do lado esquerdo e, aos 72', finalmente o golo. E que golo! Foi magnífica a jogada, com sucessivas trocas de bola entre os jogadores aveirenses, que terminaram num passe atrasado de Subtil para Nazmi, que atirou para a baliza desguarnecida, fazendo o já merecido 0-1.
No último quarto de hora assistiu-se à reacção do Académico de Viseu ao golo sofrido, tendo Samuel, aos 79', sido obrigado a esticar-se para segurar uma bola rematada de forma rasteira à entrada da área. E, aos 86', quiçá o momento que definiu o desfecho final. Na sequência de um livre a favor dos viseenses, a bola sobra para um jogador academista, solto na direita, que dispara forte para a bola embater, mais uma vez, no travessão da baliza do Beira-Mar, que se manteve, desta forma, inviolável.
A vitória aurinegra seria confirmada no último minuto de compensação, com Nazmi a roubar uma bola em zona ofensiva e a assistir no meio Ricardo Tavares, que consumou um 0-2 que se revela, talvez, uma diferença demasiado pesada para a equipa da casa, que, mostrando-se uma equipa bem organizada, fez por merecer o seu tento de honra.

sábado, 20 de outubro de 2012

JUNIORES A: "Leões" da serra sem argumentos

SC Beira-Mar, 4 - SC Covilhã, 0
(2-0, ao intervalo)

Foi uma vitória sem muita história aquela que a equipa de juniores do SC Beira-Mar conseguiu esta tarde frente ao Sporting da Covilhã, num jogo de intenso domínio dos aveirenses, que encontraram pela frente um adversário incapaz de lhes causar mossa. Com efeito, os serranos não criaram uma só oportunidade de golo ao longo dos 90 minutos e viram o Beira-Mar, paulatinamente, construir os 4-0 de um resultado que até se afigura escasso.
Sob uma boa arbitragem do Sr. Augusto Costa, da AF Aveiro, os aurinegros evoluíram no relvado do estádio Mário Duarte com:
Samuel (gr); Nanu, Manel, Michael dos Santos e Gonçalo Martins; Balacó (cap), Nazmi (Pedro Aparício, 70'), Gui Matos e Diogo Castor (Tiago Azevedo, 70'); Marc e Ricardo Tavares (Bernardo Subtil, 62').
Suplentes não utilizados: João Paulo (gr), Xavi, André Rosa e João Rui.
Como líder da sua série no campeonato nacional da 2ª divisão, o Beira-Mar viu o seu adversário entrar em campo para lhe dar a iniciativa do jogo. Os aurinegros não se fizeram rogados e assumiram, desde o início, as despesas do jogo, que era de sentido único e jogado praticamente no meio-campo dos leões da serra. A bola circulava de pé para pé, entre os diferentes sectores dos aveirenses, e este foi o filme dos primeiros 25 minutos da partida, durante os quais, sem criar muitas oportunidades de golo o Beira-Mar justificou a vantagem a que chegou.
Na verdade, esgotava-se o primeiro quarto de hora do jogo quando, após muito e paciente porfiar, o Beira-Mar chegou ao golo. Na origem do 1-0 está mais uma das suas muitas e bem executadas jogadas de ataque dos aurinegros, com Nazmi a receber a bola na direita e a solicitar, com um passe atrasado, o remate cruzado e de primeira de Diogo Castor, que saiu colocado e fora do alcance do guarda-redes, só parando no fundo das redes covilhanenses.
Este período de intenso domínio e esmagadora posse de bola do Beira-Mar culminaria, aos 25', com mais uma excelente jogada, que quase dava o segundo golo. Marc isolou com um bom passe Diogo Castor e este, depois de um bom trabalho sobre o seu marcador, executa um "chapéu" que falhou  por pouco nas medidas, batendo caprichosamente na barra e descendo para a linha de golo, onde um defesa serrano foi mais lesto do que Ricardo Tavares e esconjurou o perigo.
Após esta fase, inexplicavelmente, passou-se por um curto período de desacerto por banda da linha mais recuada dos aveirenses, que falharam alguns passes e, com isso, "acordaram" o adversário que, sem criar qualquer perigo, passou a aparecer em terrenos mais perto da baliza à guarda do tranquilo Samuel.
Mas a primeira parte terminaria como houvera começado, com o Beira-Mar a acertar de novo com o seu futebol e a ampliar mesmo a vantagem. Depois de Castor, aos 40', após lançamento largo, ter tentado e falhado por muito pouco um novo "chapéu" e de Ricardo Tavares, aos 43', ter proporcionado defesa apertada ao guarda-redes da Serra, a equipa orientada por António Luís chegaria, no minuto seguinte, aos 2-0. Este aconteceu na sequência de um pontapé de canto, através de um belo golpe de cabeça de Manel, que deu o melhor seguimento ao cruzamento de Marc, que ganhara uma segunda bola na esquerda. Nada melhor para encerrar o primeiro tempo.
Na segunda parte, os primeiros 15 minutos desenrolaram-se sem grandes motivos de interesse. O Beira-Mar parecia não querer e o Covilhã, se queria, não era capaz. No entanto, ultrapassada esta pior fase do jogo, os aurinegros voltaram ao bom futebol e Marc, aos 61', está na origem da primeira jogada de grande perigo desta etapa complementar, quando se escapa pela esquerda e coloca a bola na boca do golo, onde Ricardo Tavares chega ligeiramente atrasado. O mesmo Marc, pouco tempo volvido (64'), finaliza às malhas laterais, após uma boa jogada de Gonçalo pela esquerda.
As jogadas de ataque do Beira-Mar voltavam a suceder-se a um ritmo elevado e as situações de golo aconteciam com naturalidade. Numa das mais engenhosas combinações de ataque dos jogadores aurinegros, aos 67', Bernardo Subtil desvia do guarda-redes e coloca a bola à mercê de Marc que, sem ninguém na baliza, atira por cima da barra, com a bola ainda a raspar no ferro. Foi uma das mais incríveis situações de golo falhadas a que já assistimos, mas são coisas que só acontecem a quem anda dentro das 4 linhas. Para se redimir da perda, o "7" aurinegro, no minuto seguinte, com um remate de fora da área, concretiza mesmo o 3-0 e dá uma expressão ao resultado mais condizente com as produções de ambas as equipas.
Com "sangue fresco" lançado para o terreno do jogo pelo técnico António Luís, o Beira-Mar procura sofregamente mais golos. Tiago Azevedo cabeceou, aos 74', à base do poste após cruzamento de Gui e este, aos 77', falha o remate de primeira, quando estava bem enquadrado com a baliza mas não acertou numa bola retribuída pelo mesmo Tiago. Mas esta insistência aurinegra daria mais frutos, com Tiago Azevedo, aos 86', a chegar ao golo que fez por merecer, acorrendo de rompante a um centro da direita da Marc e a atirar de primeira para o 4-0. O resultado poderia ter sido ainda mais dilatado mas Nanu, já em tempo de compensação, depois de ter passado por todos, guarda-redes incluído, atira para a baliza mas vê um defesa parar a bola in-extremis sobre a linha de golo, com um "carrinho" providencial.
Vitória justa, por números concludentes, com mais uma boa demonstração da beleza do futebol praticado pelos sub-19 aurinegros, que lhes confere, por ora, o incontestado primeiro lugar isolado do seu campeonato.

sábado, 6 de outubro de 2012

JUNIORES A: Empate com sabor a pouco

SC Leiria e Marrazes, 3 - SC Beira-Mar, 3
(3-3, ao intervalo)

Em jogo atrasado da 5ª jornada do campeonato nacional de juniores da 2ª divisão, a equipa do Beira-Mar deslocou-se na tarde deste sábado a Marrazes, onde acabou por perder os primeiros pontos na prova, fruto do empate a 3 bolas com que a partida terminou. O resultado foi construído na primeira parte, uns 45 minutos absolutamente loucos, com o Beira-Mar, que perdia por 2-0, a conseguir a reviravolta no marcador já muito perto do intervalo, mas a consentir o empate ainda antes do juiz leiriense, Sr. Rui Figueiredo, que fez um bom trabalho, apitar para o descanso.
No Campo de Futebol Aldeia do Desporto, numa tarde abafada de Outono, os aveirenses apresentaram-se com:
Samuel (gr); Xavi (Nanu, int), Michael dos Santos, Manuel Martins e André Rosa; Balacó (cap), Nazmi (Pedro Aparício, 85'), Gui Matos e Diogo Castor (Ricardo Tavares, 70'); Marc e Pité.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Gonçalo Martins, Bernardo Subtil e Rui Pereira.
O Marrazes revelou-se um equipa matreira, defendendo sempre com as suas linhas muito recuadas, com quase todas as suas unidades atrás da linha da bola e apostando no erro do adversário para desferir os seus ataques.
Esta estratégia revelar-se-ia acertada já que, logo aos 2', ainda sem terem tocado na bola, os leirienses ganham um livre lateral do lado esquerdo do qual resulta, após remate de ressaca, o 1-0 para a equipa da casa.
Apesar do controlo da bola, os aveirenses não arranjavam antídoto para ultrapassar a boa organização defensiva da equipa de Marrazes que, aos 12', viu Samuel negar o segundo golo (a concretizarem teriam tido uma eficácia de 100 por cento), depois de um balão para a área e de muita passividade do lado dos aurinegros. Mas o recado estava dado já que, aos 17', após uma jogada pela direita, a bola entra na zona frontal, onde o "capitão" leiriense faz uma soberba recepção orientada, que o deixa na cara de Samuel, a quem bateu para o 2-0, picando a bola sobre o guardião aveirense.
A tarefa adivinhava-se muito difícil para a equipa de António Luís e só uma equipa plena de recursos e de qualidade seria capaz de fazer aquilo que viria a concretizar-se ainda antes do intervalo - a cambalhota no marcador.
Esta teve início, aos 26', com Xavi a empurrar para o 2-1, à boca da baliza, uma bola defendida em esforço pelo guardião da casa e que havia sido rematada por Pité após um livre na direita de Gui Matos. O empate esteve à vista, aos 32', com Pité a falhar à boca da baliza um centro rasteiro de Marc, após bom trabalho na direita. Mas o 2-2 não tardaria, aconteceu aos 36', com Gui Matos a fuzilar, também à boca da baliza, uma bola que chegou à área após boa combinação na esquerda entre Marc e Nazmi, com o jovem malaio a cruzar e a proporcionar a finalização ao seu colega.
Os aveirenses estavam endiabrados e, aos 39', Xavi está perto de bisar, mas falha o terceiro golo na cara do guarda-redes após a marcação de um canto, por Marc. Não bisou Xavi, fê-lo Gui Matos, que consumou a reviravolta, aos 42', apontando o 2-3 com um forte remate desferido de fora da área.
Com tão pouco tempo para jogar antes do descanso, pensou-se que este seria o resultado com que as equipas regressariam aos balneários, mas os aveirenses deitaram esta vantagem fora, permitindo, aos 44', que o Leiria e Marrazes, numa jogada de contra-ataque e perante a apatia das linhas recuadas, fixasse o resultado em 3-3.
Este golo revelar-se-ia decisivo para o desfecho final já que, na etapa complementar, pese embora a esmagadora posse de bola dos aveirenses, o  Leiria e Marrazes, que cedo se percebeu contentar-se com a divisão de pontos, tapou todos os caminhos para a sua baliza e foi mantendo o resultado por que tanto lutou. Foi só em período de compensação, e por 2 vezes, que o Beira-Mar criou ocasiões para chegar ao golo que lhe daria outra vez vantagem e que traduziria com maior fidelidade aquilo que se passou em campo. Primeiro foi Marc, em jogada individual, a rematar para uma defesa de recurso do guarda-redes para canto e depois foi Manel, solto no segundo poste, a não conseguir introduzir na baliza uma bola enviada na cobrança de um livre lateral do lado direito e que passou por toda a gente na área.
No final festejaram os da casa e lamentaram-se os aveirenses, estados de espírito que traduzem na perfeição aquilo que cada equipa esperava conseguir neste jogo.
Apesar do empate, os aurinegros mantêm a liderança da série C do campeonato nacional.

sábado, 22 de setembro de 2012

JUNIORES A: Líder volta a golear!

SC Beira-Mar, 6  - AD São Romão, 0
(2-0, ao intervalo)

Depois da goleada conseguida no terreno do Tourizense na última jornada (0-5), a equipa de juniores do SC Beira-Mar voltou a vencer esta tarde, desta vez por números ainda mais expressivos (6-0), a formação do São Romão, que se mostrou incapaz de contrariar a superioridade evidenciada pelos aveirenses durante toda a partida. Com mais estes 3 pontos alcançados no Mário Duarte sobre a formação dos arredores de Seia, a equipa orientada por António Luís reforçou a liderança da série C do campeonato nacional da 2ª divisão, onde já leva 5 pontos de avanço sobre os segundos classificados, e mantém o registo de vitórias em todos os 4 jogos já disputados.
Numa tarde quente de início de Outono, os aurinegros apresentaram-se com:
Samuel (gr), Xavi, Manuel Martins (Nanu, int), Michael dos Santos e André Rosa; Balacó (cap) (Bernardo Subtil, 52'), Pedro Aparício, Nazmi e Diogo Castor (Ricardo Tavares, 65'); Pité e Marc.
Suplentes não utilizados: José Vítor (gr) e Gonçalo.
Confirmando todo o favoritismo que à partida lhe era atribuído, a equipa da casa entrou forte no jogo e, logo na fase inicial do mesmo, por diversas ocasiões, esteve à beira de inaugurar o marcador. Logo no primeiro minuto, Marc, num cruzamento-remate, enviou a bola à barra e, aos 3', Pedro Aparício apareceu em zona frontal a rematar de primeira, sem oposição mas muito por alto, uma bola cruzada da direita por Xavi. Um pouco mais tarde teria lugar, aos 7' e 11', um duelo entre Marc e o guardião serrano, sempre com vantagem para este. Das duas vezes, o guarda-redes do São Romão, que parecia querer tornar-se no homem da partida, desviou para canto os remates bem colocados do avançado aurinegro, que lhe surgiu pela frente.
Após este ímpeto inicial, assistiu-se a uma fase onde o Beira-Mar denotou algumas dificuldades para ultrapassar as linhas muito recuadas e juntas em que assentava a organização defensiva do São Romão. Foi preciso esperar pelos 24' para se vibrar com o 1-0, obra de Pité e Diogo Castor, com o primeiro a fugir pela direita e a cruzar para o segundo rematar sem oposição, no coração da área, para o golo há muito merecido.
O mais difícil estava feito e pouco depois, aos 29', chegava o 2-0 num lance em que os papéis se inverteram. Desta feita foi Diogo Castor a centrar do lado esquerdo para Pité surgir na zona do segundo poste a cabecear para o fundo das malhas.
Até ao intervalo, sempre com maior domínio do Beira-Mar, o São Romão, contudo, poderia ter surpreendido e relançado a partida, quando por duas vezes, aos 39' e 41', dispôs de outras tantas oportunidades para encurtar distâncias. Na primeira, surgida na sequência de um pontapé de canto, valeu a intervenção sobre a linha de Pedro Aparício e no segundo lance as medidas do "chapéu" efectuado a Samuel pelo nº 10 não foram as melhores.
A entrada da equipa de António Luís para a etapa complementar voltou a ser muito forte, não admirando que, depois de Marc, logo no primeiro minuto, ter desperdiçado, na cara do guarda-redes, uma excelente oportunidade para aumentar a vantagem, esta tivesse sido dilatada no minuto seguinte, com o 3-0 a resultar de uma magnífica jogada de combinação entre Pité e Marc, iniciada e concluída, à boca da baliza, pelo primeiro.
O jogo parecia resolvido, mas um mau atraso, aos 48', de Balacó para Samuel, quase resultava em golo forasteiro, valendo a intervenção com o pé do guardião aveirense. Este lance fortuito teria resposta pouco depois, aos 50', com Marc, isolado por Pité, a falhar novo golo na cara do guarda-redes.
O domínio exercido pela equipa do Beira-Mar, bem assim como a qualidade do seu futebol, faziam adivinhar novos golos para os aurinegros, o que só não aconteceu, aos 64', porque Marc, na transformação de um livre directo, fez a bola esbarrar no poste. Era uma questão de tempo e, aos 68', o mesmo jogador, após uma transição rápida conduzida por Nanu, elevou para 4-0. Marc, aos 83', bisaria de grande penalidade, fazendo o 5-0 e dando ao marcador contornos mais condizentes com a superioridade aveirense. A goleada seria consumada aos 89', sendo o 6-0 obtido por Ricardo Tavares, muito oportuno a recargar para o fundo das redes uma bola rematada por Marc, na cobrança de mais um livre frontal à baliza.
Em cima do tempo regulamentar, Samuel negaria, com uma grande defesa, o merecido tento de honra do São Romão, equipa que nunca o deixou de procurar, sobretudo através dos seus números 7 e 10, jogadores de razoável valia técnica.
A arbitragem do Sr. Rui Patrício, da AF Aveiro, globalmente boa, ficou manchada por um lance ocorrido aos 81', quando não assinalou uma clara falta sobre Pité, ocorrida dentro da área. Das duas, uma - ou não viu a falta e terá sido o único no campo a não a ver; se a viu e não marcou, porque a bola sobrou para um jogador aurinegro, que até rematou para a baliza, erro grave também, uma vez que na grande penalidade não há lei da vantagem.

sábado, 15 de setembro de 2012

JUNIORES A: De mão cheia!

GD Tourizense, 0 - SC Beira-Mar, 5
(0-2, ao intervalo)

A equipa de juniores do SC Beira-Mar, a jogar fora de casa, goleou esta tarde o Tourizense, por concludentes 0-5, continuando o seu registo de vitórias em todos os encontros já realizados e que são 3! Com este resultado, os comandados de António Luís isolaram-se no comando da série C, deixando a companhia do Anadia, que perdeu nesta jornada.
Um "hat-trick" de Pité, que até deu descanso ao seu pé esquerdo (2 golos de pé direito e um de cabeça), a que se somaram os golos de Marc e de Ricardo Tavares, deram forma a uma "manita" inteiramente justa e que resultou de uma superioridade demonstrada em todos os capítulos de jogo pela formação aurinegra.
No campo Mauro Gama, em Touriz, sob uma boa arbitragem do juiz conimbricense Sr. Pedro Nascimento, o Beira-Mar apresentou-se com:
Samuel (gr); Xavi, Michael dos Santos, Manuel Martins e André Rosa; Balacó, Nazmi, Gui Matos (Bernardo Subtil, 69') e Diogo Castor (Ricardo Tavares, 60'); Pité e Marc (Henrique, 73').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Diogo H. Carvalho, Gui Ramos e Pedro Aparício.
A formação aveirense entrou melhor no jogo e logo aos 2', na sequência de um livre lateral, André Rosa ficou com a bola à disposição na área mas o seu remate saiu fraco e à figura do guardião local. A superioridade dos aurinegros haveria de se estender ao longo de toda a partida e, como consequência desse sinal mais, aos 19', foi a vez de Nazmi dispor de mais uma boa situação para abrir o marcador, quando surgiu solto na área, a receber um cruzamento atrasado de Marc, para rematar na passada sem direcção.
Foi, pois, com naturalidade que, aos 24', surgiu o 0-1, num excelente trabalho de Pité dentro da grande área, culminado com um remate cruzado, de pé direito, que só parou no fundo das redes.
O mais difícil estava feito e, pouco depois, a vantagem poderia ter sido aumentada, mas Marc, isolado por Diogo Castor, vê o remate ser desviado para canto, na sequência do qual Xavi poderia ter anotado, também, mais um golo.
Haveria de ser novamente Pité, aos 30', a dar mais alguma tranquilidade à equipa, apontando o 0-2, novamente de pé direito, no seguimento de um contra-ataque pela esquerda em que deu o melhor seguimento ao passe atrasado de Diogo Castor.
O Beira-Mar voltou a entrar forte no segundo tempo e Marc, aos 54', servido por Gui, remata isolado para uma boa defesa do guarda-redes para canto. Mas os golos haveriam de surgir pouco depois, com Marc, aos 60', a fazer de baliza aberta o 0-3, depois de uma boa jogada de entendimento pela direita entre Gui e Diogo Castor, e Pité a chegar ao 0-4, aos 63', com um desvio subtil de cabeça, ao primeiro poste, após canto de Marc, do lado esquerdo.
Apesar da vitória estar consolidada, a equipa não deixou de procurar o golo, que só não surgiu mais cedo porque Nazmi, aos 79', Henrique, aos 81' e 87' e Ricardo Tavares, aos 86', foram perdulários. A conta haveria de ser arredondada, contudo, aos 88', com Ricardo Tavares desta vez a não enjeitar a ocasião e a obter o 0-5 num bonito golpe de cabeça ao segundo poste, após uma assistência primorosa de Pité, que foi a individualidade da partida.
Vitória robusta, inteiramente justa, podendo mesmo ter sido mais dilatada e uma boa exibição de uma equipa que começa a respirar saúde e a mostrar vontade de ir longe.

sábado, 8 de setembro de 2012

JUNIORES A: A justiça no cair do pano

SC Beira-Mar, 2 - A Naval 1º Maio, 1
(1-1, ao intervalo)
                                              
A equipa de juniores do SC Beira-Mar alcançou esta tarde, no estádio Mário Duarte e diante da Naval 1º de Maio, a segunda vitória no campeonato nacional da 2ª divisão, tantas quantas os jogos disputados até ao momento, mantendo-se no topo da classificação, agora apenas com a companhia do recém-promovido e vizinho Anadia. A vitória foi alcançada com muito sofrimento, que só terminou no último minuto de compensação dado pela juíza da partida, quando Marc colocou justiça no marcador e adiantou a sua equipa para uma vitória que só peca por escassa. E se uma parte destas dificuldades sentidas pela formação aurinegra se ficou a dever a algum mérito do adversário, sobretudo nos primeiros 45 minutos, a maior responsabilidade recai sobre erros próprios, nomeadamente o desaproveitamento das situações de golo criadas, em particular na etapa complementar.
A internacional Sandra Bastos, da AF Aveiro, realizou um trabalho aceitável no cômputo geral, mas com algumas decisões que deixaram os responsáveis aurinegros com algumas dúvidas, num jogo em que António Luís fez alinhar:
Samuel (gr), Xavi, Manuel Martins, Michael dos Santos e Nanu; Balacó (cap), Gui Matos, Nazmi (Bernardo Subtil, 79') e Pedro Aparício (Ricardo Tavares, int); Diogo Castor (Marc, int) e Pité.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Gui Ramos, Bruno Filipe e André Rosa.
A partida teve um início equilibrado mas, depois de Pité, aos 5', ter ameaçado com um bom remate de cabeça que passou perto do poste, foi a Naval a adiantar-se no marcador, aos 7', com o 0-1 a resultar de um lance em que a defesa aurinegra foi surpreendida, surgindo o jogador da Naval, em posição duvidosa, na cara de Samuel, para lhe fazer um "chapéu" vitorioso.
Sem jogar muito bem, o Beira-Mar reagiu e poderia ter empatado, aos 10', com Diogo Castor, livre de marcação, a rematar à boca da baliza muito por alto. O mesmo jogador, aos 22', já depois de nova ameaça da Naval (17'), ganhou um ressalto em zona de ataque, mas enjeitou a soberana oportunidade com uma má decisão, rematando fraco, quando Pité tinha tudo para finalizar. E foi já quando se adivinhava o regresso aos balneários com uma vantagem parcial da Naval que o Beira-Mar chegou ao empate, com o 1-1 a ser conseguido através de um remate forte de ressaca de Gui Matos, desferido aos 42' de fora da área e que surpreendeu o guardião figueirense.
Galvanizados com o empate alcançado no final da primeira parte e com as alterações promovidas ao intervalo pelo técnico António Luís, os aveirenses entraram a todo o gás na etapa complementar, podendo ter chegado à vantagem, em 3 ocasiões soberanas criadas nos primeiros 4 minutos. Gui Matos (46'), com um remate desviado que passou rente ao poste e Marc (47' e 49'), primeiro com um trabalho soberbo na esquerda, em que fez tudo bem mas pecou na decisão final, rematando de ângulo muito fechado quando tinha possibilidades de ter assistido no meio Ricardo Tavares ou Pité, e depois com um outro remate da esquerda que rasou o poste mais distante, iniciaram o rol de oportunidades desperdiçadas e que conduziram ao sofrimento com que a vitória foi alcançada.
O domínio era do Beira-Mar e Marc, aos 61', voltou a estar muito perto do golo, com mais um remate perigoso a que o guardião contrário se opôs com alguma dificuldade. A Naval apenas deu sinal de si, aos 69', num contra-ataque que levou algum perigo à baliza de Samuel, mas foi de Xavi, aos 72', a oportunidade flagrante para desfazer a igualdade, falhada escandalosamente ao segundo poste, após cruzamento da esquerda de Nazmi.
O jogo caminhava para o final e a Naval resistia à avalanche atacante dos da casa, facto que os motivava e que lhes permitia ainda pensar, com o passar do tempo, na possibilidade de poder, num lance fugaz, proporcionar um "golpe de teatro".
 E, aos 81', num lance de contra-ataque, valeu ao Beira-Mar a categoria do seu guardião, que evitou o segundo golo da equipa da Figueira da Foz com uma soberba defesa para canto.
Este lance foi um perfeito "oásis" no domínio aurinegro, que, aos 85', criou mais um lance que poderia ter resultado em golo. Marc foi o seu protagonista e decalcou a papel químico o lance desperdiçado aos 47'.
Parecia que a divisão de pontos era um facto consumado mas, num último assomo, decorria o derradeiro minuto dos 3 de compensação, Ricardo Tavares tirou um cruzamento a régua e esquadro para o centro da área, onde surgiu Marc desmarcado a cabecear com êxito para o fundo das redes, tornado infrutífera a estirada do guarda-redes da Figueira da Foz.
Foi o delírio geral nas hostes da casa, que sentiram que, apesar de tardia, a justiça no marcador estava alcançada. É assim que se fazem os campeões!

sábado, 1 de setembro de 2012

JUNIORES A: A vitória foi boa, a exibição assim-assim...

GD Oliveira Frades, 0 - SC Beira-Mar, 2
(0-1, ao intervalo)

Com um golo em cada uma das partes, os juniores aurinegros arrancaram hoje da melhor forma, com uma vitória em Oliveira de Frades, por 0-2, no campeonato nacional da 2ª divisão, prova para que partem com algumas, legítimas, aspirações.
E se o resultado não sofre reparos e o regresso a Aveiro foi feito com os 3 pontos desejados, já a exibição, mormente no primeiro tempo, ficou aquém daquilo que era esperado e que é exigível a um candidato à qualificação para a 2ª fase. Ainda assim, e como resultado da manifesta superioridade evidenciada na etapa complementar pelos aveirenses, a vitória da formação orientada por António Luís é inteiramente justa e poderia ter sido mesmo mais dilatada.
No Parque Desportivo de Oliveira de Frades, sob a arbitragem não isenta de erros (prejudicando sobretudo a nossa equipa) do juiz da AF Viseu, Sr. Bruno Pereira, o SC Beira-Mar, com uma verdadeira razia de lesões e ausências que afectaram a convocatória, apresentou-se com:
Samuel (gr); Nanu, Xavi, Manuel Martins e Bruno Filipe; Balacó (cap), Pedro Aparício (Diogo H. Carvalho, 84'), Gui Matos e Pité; Diogo Castor (Henrique, 68') e Ricardo Tavares (Bernardo Subtil, int).
Suplentes não utilizados: Hugo (gr) e Gui Ramos.
O Beira-Mar entrou mal no jogo e quase era surpreendido na sua fase inicial por um Oliveira de Frades que criou mesmo a primeira situação de perigo e que, perante a inoperância aveirense, começou a acreditar e a jogar no campo todo. A equipa aurinegra estava irreconhecível, errava passes sucessivos, tinha muita dificuldade em fazer circulação de bola e mostrava-se incapaz de romper a organização contrária. E se, aos 23', Ricardo Tavares criou bastante perigo através de um remate em arco que foi providencialmente desviado para canto pela cabeça de um defesa, a mais escandalosa perdida pertenceria aos da casa, quando, aos 26', o nº 9 do Oliveira de Frades, na cara de Samuel, atirou rente ao poste.
Apenas no último quarto de hora o Beira-Mar passou a dar sinais de alguma melhoria, logo traduzida em oportunidades de golo protagonizadas por Ricardo Tavares (32' e 40') e Gui Matos (também no minuto 40') e que foram o prenúncio para o 0-1, obtido por Pedro Aparício, aos 41', após jogada de Gui Matos pela esquerda.
As equipas regressariam pouco depois aos balneários e, num balanço muito sumário, o que se poderia dizer então é que o resultado era melhor que a exibição.
A segunda parte foi completamente dominada pelo Beira-Mar, que não se livrou, no entanto, aos 68', de um novo susto, já depois de Diogo Castor, em duas ocasiões, ter perdido em velocidade a vantagem que tinha ganho para se isolar e ampliar o marcador.
Com a quebra física dos "azuis" da casa, o jogo continuou de sentido único e foi com naturalidade que as situações de golo foram surgindo para o Beira-Mar (Pedro Aparício, aos 71' e 78' perde a oportunidade de bisar), não surpreendendo o 0-2 alcançado por Pité, aos 81', com um fulgurante remate de cabeça, desferido à boca da baliza, após cruzamento da direita de Nanu.
Os 3 primeiros pontos estavam alcançados, a partida não foi, por essa via, em falso, mas fica o alerta para a necessidade de melhorar e não errar tanto diante de adversários que venham a mostrar um maior aproveitamento.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Juniores deram início aos treinos

Depois dos juvenis, foi hoje a vez da equipa júnior do SC Beira-Mar dar início à sua fase preparatória para as provas em que o emblema aurinegro estará envolvido na temporada de 2012/2103. O início dos treinos ocorreu no relvado sintético do campo do Agro, em São João de Loure, onde esta semana haverá sessões diárias com início marcado para as 18h00. A equipa sub-19 aveirense, que manterá a equipa técnica da temporada transacta, chefiada pelo professor António Luís e tendo Flávio Almeida como treinador adjunto e Armindo Ferreira com a componente específica dos guarda-redes, disputará na pré-época vários jogos amistosos, sendo o primeiro já no próximo domingo, contra os sub-17 do FC Porto, no Vitalis Park da cidade Invicta.
Recorde-se que os juniores do SC Beira-Mar disputarão duas provas na época que agora se iniciou:
1. O campeonato nacional da 2ª divisão, onde o primeiro objectivo passa pelo apuramento para a fase de subida à 1ª divisão, para, na 2ª fase, se atacar a promoção ao escalão principal.
2. O campeonato distrital da 1ª divisão, sendo o primeiro objectivo o apuramento para a série dos primeiros, que garantirá de imediato a manutenção, para depois discutir os lugares do cimo da tabela.
A prova nacional tem o início marcado para o dia 1 de Setembro, sendo o sorteio realizado na próxima 6ª feira, dia 3 de Agosto, e o campeonato distrital, cujo sorteio ocorrerá a 23 de Agosto, tem a 1ª jornada agendada para 15 de Setembro.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Juniores e juvenis já conhecem adversários nacionais

Depois dos iniciados, também juniores e juvenis já conhecem os respetivos adversários nos campeonatos nacionais que disputarão na época 2012/2013.
Os sub-19, que disputarão o campeonato nacional da 2ª divisão, integrarão a série C e terão como adversários na 1ª fase os seguintes clubes:
  1. Académico Viseu FC
  2. Anadia FC
  3. AD São Romão
  4. A Naval 1º Maio
  5. GD Oliveira Frades
  6. GD Tourizense
  7. GR Vigor Mocidade
  8. SC Beira-Mar
  9. SC Leiria e Marrazes
  10. SC Covilhã
A prova terá início no dia 1 de Setembro de 2012 e serão apurados para a 2ª fase os dois primeiros classificados de cada série. Esta 2ª fase será disputada por 12 clubes, divididos em duas séries de 6, subindo à 1ª divisão os 3 primeiros classificados de cada uma delas. À semelhança de épocas anteriores, haverá também uma 2ª fase de manutenção/descida para as restantes equipas não apuradas.

Por seu lado, os juvenis, que mais uma vez disputarão o campeonato nacional da categoria, integram a série C, composta pelas seguintes equipas:
  1. A Académica Coimbra
  2. AD Sanjoanense
  3. AC Marinhense
  4. CD Lousanense
  5. CF "Os Repesenses"
  6. D Castelo Branco
  7. Eléctrico FC (Ponte de Sor)
  8. SC Beira-Mar
  9. União D Leiria
  10. UD Seia
Nesta 1ª fase serão apurados os 2 primeiros classificados de cada uma das séries, que, juntamente com os representantes da Madeira e dos Açores, num total de 12 formações, disputarão uma 2ª fase dividida em duas séries de 6 equipas. Os 2 primeiros classificados de cada série participarão numa 3ª fase que apurará o campeão entre essas 4 equipas. Como novidade nesta época, a realização de uma 2ª fase para as restantes equipas não apuradas, que discutirão a permanência/descida.
A prova tem início no dia 19 de Agosto de 2012.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Juniores Samuel e Michael iniciam pré-época com o plantel profissional

Depois de uma semana inteiramente dedicada a exames médicos, o plantel profissional do SC Beira-Mar, versão 2012/13, iniciou hoje o trabalho de campo, com um treino matinal (9h00) no Estádio Municipal de Aveiro. A sessão foi aberta aos jornalistas e ao público, pelo que todos puderam assistir aos trabalhos orientados por Ulisses Morais e ver as caras de alguns dos reforços para a nova época.
Das caras novas faziam parte 2 atletas juniores do emblema aurinegro, Samuel Biscaia (guarda-redes) e Michael dos Santos (defesa), que foram convocados para iniciarem a pré-época junto do plantel às ordens do técnico Ulisses Morais.
Naturalmente que desejamos que tudo corra pelo melhor e que os objetivos de todos, coletivos e individuais, sejam atingidos.

domingo, 27 de maio de 2012

JUNIORES: Deportivo vence torneio de Eiras, que distinguiu Samuel como o melhor guarda-redes

SC Beira-Mar, 1 - Deportivo La Coruña, 2
(1-1, ao intervalo)

Os galegos do Real Clube Deportivo, da Corunha, foram os vencedores do torneio internacional de juniores 2012, em Eiras, ao bater na final da prova a equipa do SC Beira-Mar, que viu o seu guardião Samuel Biscaia ser premiado com o troféu destinado ao melhor guarda-redes do certame. A formação do país vizinho impôs-se por um tangencial 1-2, arrecadando, para além do 1º lugar, os troféus destinados ao melhor marcador e ao melhor jogador do torneio.
Com um forte coletivo e recheada de bons valores individuais, que privilegiam a posse de bola, a turma espanhola viu o seu adversário dar-lhe a iniciativa do jogo, procurando os aurinegros apostar em transições rápidas após a recuperação da bola. O jogo tornou-se muito tático e as oportunidades de perigo junto das balizas foram coisa rara. Poder-se-á dizer até que foi com alguma surpresa que, aos 16', o Deportivo chegou à vantagem, num remate enrolado à entrada da área, que sofreu um desvio e traiu o guardião Samuel.
Este golo mexeu um pouco com o jogo e, aos 22', na sequência de uma boa jogada de ataque, os galegos viram Samuel negar-lhes o segundo golo com uma excelente defesa. Do lado do Beira-Mar, apenas um remate de Marc e outro de Cassamá quebraram a maior iniciativa do Deportivo.
Contudo, no último quarto de hora, os aveirenses assumiram mais o jogo, foram para cima do adversário e, no espaço de um minuto (39' e 40') a igualdade poderia ter surgido. No primeiro lance, Mathieu falha incrivelmente entre os postes e, no segundo, Cassamá remata cruzado ao poste. Costuma dizer-se que à terceira é de vez, e assim foi, aos 41', com Nanu a ganhar em velocidade, a isolar-se e a estabelecer o 1-1 com que as equipas recolheram às cabinas.
O segundo tempo começou de forma distinta, com as equipas a repartirem mais a posse de bola e pertenceu mesmo ao Beira-Mar, logo aos 50', a primeira grande ocasião para ganhar vantagem no marcador. Na sequência de um pontapé de canto, a bola chegou a Manuel Martins, que cabeceou à vontade na pequena área para as mãos do guardião da Corunha.
Na resposta, no minuto seguinte e de um modo simples mas eficaz, o nº 9 "azul-e-branco" (eleito o melhor jogador do torneio) fez uma diagonal da esquerda para dentro e rematou de fora de área, rasteiro, fora do alcance de Cirineu, que defendia as redes aveirenses nestes segundos 45 minutos, estabelecendo o 1-2 que se viria a revelar definitivo.
Bem tentou o Beira-Mar chegar ao empate, que levaria o desfecho para as grandes penalidades, mas o Deportivo foi sempre fechando muito bem os caminhos para a sua baliza e segurou a preciosa vantagem até final.
Para atribuição do 3º e 4º lugares, jogaram Eirense e Académica, tendo os "estudantes" arrecadado o lugar mais baixo do pódio após bater o seu adversário no desempate por penaltis (1-1 no tempo regulamentar).

JUNIORES A: Beira-Mar na final do torneio de Eiras

SC Beira-Mar, 3 - A Académica Coimbra, 3 (4-2, após gp)
(2-3, ao intervalo)

A equipa do SC Beira-Mar classificou-se, na tarde de sábado, para a final do torneio internacional de juniores 2012, uma organização do Clube União Eirense e que se disputa a 26 e 27 de Maio no Campo do Vale do Fojo, em Eiras, Coimbra.
A formação aurinegra ganhou o direito a disputar esse jogo decisivo após um empate a 3 bolas com a Académica, acabando por lhe ser favorável o desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
A equipa de António Luís entrou mal no jogo e viu-se em desvantagem logo aos 4', uma infelicidade do "capitão" Mika que fez um autogolo. A reação foi boa mas, depois de uma boa ocasião de Ricardo Figueiredo para empatar (17'), os "estudantes" ampliaram a vantagem para 0-2, aos 25', aproveitando uma perda de bola em setor recuado.
A resposta aurinegra voltou a ser positiva e Ricardo Figueiredo, no minuto imediato, desta vez não desperdiçou o cruzamento de Cassamá e reduziu para 1-2, resultado que não seria mantido por muito tempo já que, aos 28', na transformação de um livre direto em posição frontal, os conimbricenses voltaram a marcar, estabelecendo um 1-3 bastante penalizador para a nossa equipa.
Esta, à semelhança do sucedido com os golos adversários anteriores, voltou a reagir muito bem e, aos 32', Cassamá surgiu rápido ao segundo poste a encostar para o 2-3 um excelente cruzamento da esquerda efetuado por Ricardo Figueiredo.
Seria com este resultado que as equipas recolheriam ao intervalo, não que sem antes Cassamá (33') pudesse ter empatado e a sorte tivesse também bafejado a baliza defendida por Cirineu, que viu uma bola bater na barra, no minuto seguinte.
No segundo tempo assistiu-se a um porfiar permanente por banda dos aveirenses na procura da igualdade, mas, com as equipas a encaixarem-se bem uma na outra, estas acabavam por se anular mutuamente e as oportunidades de golo escasseavam. Mesmo assim, já no último quarto de hora (77'), Bruno João isolou Marc que, com um remate cruzado, fixou o resultado no 3-3 final.
Seguiu-se a marcação das grandes penalidades, que teve a seguinte marcha: Bruno João (1-0); Académica (1-1); Marc (guarda-redes defendeu)); Académica (Samuel defendeu); Mika (2-1); Académica (Samuel defendeu); Michael dos Santos (3-1); Académica (3-2); Ricardo Figueiredo (4-2).
A final será disputada neste domingo, pelas 17h00, contra o Deportivo da Corunha, que bateu o clube organizador, o CU Eirense, por 5-0.
Jogaram pelo Beira-Mar:
Cirineu (Samuel, int); Leandro, Mika (Manuel Martins, int), Michael dos Santos e Diogo Carvalho (Xavi, int); Ricardo Castro (André Silva, 58'), Mathieu (Balacó, int), Bruno João e Nanu (Marc, int); Ricardo Figueiredo e Cassamá (Ricardo Tavares, 58').

segunda-feira, 23 de abril de 2012

JUNIORES A: Um jogo para matar o "borrego"

SC Beira-Mar, 4 - GD Tourizense, 2
(3-0, ao intervalo)

Ao quarto jogo oficial disputado esta época com a equipa do Tourizense, depois de averbadas 3 derrotas nas partidas anteriores, os juniores do Beira-Mar conseguiram, finalmente, uma vitória sobre este adversário do concelho de Tábua, que se tinha revelado, até aqui, uma verdadeira "besta nega" da formação comandado por António Luís. Foi uma vitória clara, por 4-2, tendo-se perdido mesmo a possibilidade de construir um resultado histórico no jogo que marcava a despedida do campeonato nacional da 2ª divisão. Falhado o objetivo da subida por uma nesga, ficou a certeza de que esta equipa era merecedora de o ter conseguido, depois de uma época em crescendo e que culminou com mais uma bela exibição, merecendo destaque o "hat-trick" apontado por Pité.
No estádio Mário Duarte, sob uma boa arbitragem do Sr. Bruno Pereira, árbitro da AF Viseu, os aurinegros apresentaram-se com:
Samuel (gr); Nanu, Xavi, Mika (cap) e Leandro; Balacó, Mathieu, Bruno João e Ricardo Figueiredo (Cassamá, 64'); Pité (Manuel Guedes, 77') e Marc (André Silva, 70').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Manuel Martins, Diogo Carvalho e Ricardo Tavares.
O Beira-Mar entrou muito bem no jogo e adiantou-se no marcador logo aos 2' de jogo, após uma magnífica abertura de Balacó que isolou Ricardo Figueiredo. O jogador aveirense contornou o guarda-redes de Touriz e atirou para a baliza deserta, estabelecendo o 1-0. Logo na jogada seguinte, Pité falha, à boca da baliza, após cruzamento de Marc, a possibilidade do segundo golo, mas ficou claro que este era um dia sim para a nossa equipa, que chegaria mesmo ao 2-0 por volta dos 10'. Pité redimiu-se do lance anterior e, na sequência de um pontapé de canto marcado na esquerda por Ricardo Figueiredo, aparece ao primeiro poste a desviar de cabeça para a baliza.
A partida entraria então numa fase repartida, mas apenas aos 29' há registo de um lance perigoso e este para o Tourizense, que dispôs, nesse momento, da sua primeira oportunidade de golo. O lance tem origem numa jogada pela direita e num cruzamento atrasado para a zona frontal da baliza, onde surgiu a rematar o nº 11, que viu o seu disparo ser desviado para canto. Na resposta, Pité surge isolado, descaído pelo lado esquerdo, mas atira à figura do guardião visitante. Também Ricardo Figueiredo, aos 35', à boca da baliza e depois de um cruzamento de Marc, vê o guarda-redes contrário negar-lhe a possibilidade de mais um golo.
O caudal ofensivo dos aveirenses viria novamente a dar frutos à passagem dos 37', outra vez na sequência de um canto marcado por Figueiredo, desta vez na direita, com Pité a aproveitar uma segunda bola para, de cabeça, bisar na partida e aumentar para 3-0.
Até ao intervalo, tempo para uma possibilidade do nº 9 do Tourizense reduzir distâncias, mas chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento da direita e o lance perdeu-se.
O jogo estava praticamente sentenciado e essa ideia ainda mais se fortaleceu depois de, aos 51', Pité, lançado no espaço por Ricardo Figueiredo, se isolar, evitar o guarda-redes e fazer o "hat-trick" que colocava o marcador num irrecuperável 4-0.
O Beira-Mar era rei e senhor do jogo e, passados apenas mais 2 minutos, Bruno João surge na cara do guarda-redes, acabando por hesitar, talvez surpreendido com tamanhas facilidades, dando a finalização a Pité, que não foi capaz de concretizar esta soberana ocasião para golear. Não aproveitou o Beira-Mar, fê-lo o Tourizense, aos 54', na sequência de um pontapé de canto apontado na esquerda.
Com a expulsão do defesa direito do Tourizense, aos 56', as facilidades ainda mais aumentaram para os da casa, que faziam de cada jogada de ataque um lance de perigo e dominavam o jogo a seu bel-prazer. Pité, aos 57', e Marc, aos 62', dispuseram de enormes hipóteses para aumentar os números do marcador.
No entanto, esta tendência viria a atenuar-se devido a dois fatores ocorridos no jogo: Mathieu, aos 67', equilibra numericamnete as equipas após a sua expulsão por duplo amarelo e as substituições feitas fizeram a equipa perder alguma da sua dinâmica.
Assim, com o jogo aberto, foi o Tourizense que, aos 69' e 71', dispôs de duas oportunidades para reduzir ainda mais a desvantagem. No primeiro o cabeceamento do nº 9 saiu ao lado e, no segundo, foi Samuel que desviou para canto um bom remate de fora da área do nº 11.
A qualidade do jogo decaiu para a parte final, mas, ainda assim, Manuel Guedes, logo após ter entrado (78'), e Cassamá, por duas vezes (85' e 86'), poderiam ter elevado a contagem. Já na parte final do período de compensação, um grande golo do jogador nº 11, obtido com um remate em arco de fora da área, amenizou os números da derrota da sua equipa, fixando o resultado final num 4-2 que ficou a saber a pouco para a equipa da casa.

domingo, 15 de abril de 2012

JUNIORES A: Vitória brilhante não chegou para a subida

FC Paços Ferreira, 0 - SC Beira-Mar, 2
(0-1, ao intervalo)

Com um golo em cada parte do jogo (e que golos!), a equipa de juniores do SC Beira-Mar garantiu ontem, no campo de treinos do estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira, a sua primeira vitória na fase de subida do campeonato nacional da 2ª divisão. Foi um triunfo inteiramente justo, alicerçado numa excelente partida realizada pela formação aurinegra, que se mostrou superior ao seu adversário. Se o segredo para o êxito foi o coletivo, merecem destaque os golos obtidos por Marc e Nanu, que se tornaram as figuras do jogo.
Pese embora a magnífica vitória, obtida sobre um adversário que já tinha garantida a subida de divisão, o resultado registado no outro jogo do grupo (Académica-Tourizense, com vitória dos visitados, por 5-3) inviabilizou o objetivo dos aveirenses de militarem no escalão maior da categoria na próxima temporada. Foi o lado triste de uma vitória alcançada por uma equipa que provou, mais uma vez, ter qualidade de sobra para estar entre os melhores. O sonho ficou adiado.
Sob uma excelente arbitragem do juiz bracarense, Sr. João Costa, António Luís ordenou a seguinte equipa:
Samuel (gr); Nanu, Xavi, Mika (cap) e Leandro; Balacó, Mathieu, Bruno João e Ricardo Figueiredo (Manuel Guedes, 85'); Cassamá (Pité, 58') e Marc (Ricardo Tavares, 74').
Suplentes não utilizados: Cirineu (gr), Rui Santos, Diogo Carvalho e Manuel Martins.
Com o vento, por vezes forte, a favor, o Beira-Mar entrou muito bem no jogo, tomando a iniciativa do mesmo e lançando vários avisos à integridade das redes pacenses. Marc, aos 2', com remate por cima, Bruno João, aos 7', com disparo em posição frontal à figura do guarda-redes e Ricardo Figueiredo, aos 9', com um remate cruzado da direita, desviado por um defesa para as malhas laterais, diziam bem das intenções que traziam os aurinegros até à Mata Real. Os donos da casa apenas aos 13' deram o seu primeiro sinal de perigo, com um disparo feito de fora da área a passar perto do poste esquerdo da baliza de Samuel.
Mas eram os aveirenses que mandavam no jogo e, aos 17', dispuseram mesmo de uma flagrante oportunidade para inaugurar o marcador. A jogada desenrola-se pela esquerda, com um excelente cruzamento de Marc para a área, onde surgiu Ricardo Figueiredo, em posição frontal, a rematar de primeira, sem deixar a bola cair, fazendo-o, contudo, na direção das mãos do guardião pacense.
Foi, pois, com inteira justiça que, aos 19', o Beira-Mar se adiantou no marcador. E que golo, senhores! Um disparo de Marc, a cerca de 35 metros da baliza, na execução de um livre direto, fez entrar a bola ao ângulo superior esquerdo, no cantinho onde as "corujas dormem", como dizem os brasileiros. Um golo digno de figurar nos melhores compêndios dos marcadores de livres.
Com o 0-1 de vantagem, os aurinegros privilegiaram, a partir daí, a posse e gestão de bola, nunca dando qualquer veleidade aos donos do terreno para que as redes de Samuel fossem verdadeiramente postas em perigo, chegando-se ao intervalo com um resultado que, eventualmente, só pecaria por escasso.
No segundo tempo, a jogar contra o vento, os aveirenses estavam à espera de uma natural reação dos pacenses, que estavam em clima de festa pela subida à 1ª divisão e não a quereriam ver estragada. Mas foram do Beira-Mar as duas primeiras grandes oportunidades de golo da etapa complementar e que, a terem sido concretizadas, tornariam muito mais difícil a recuperação dos jovens "castores". Logo aos 46', Cassamá ganha em velocidade pela direita, entra na área e dispara sem a direção desejada. Pouco depois, aos 50', Marc não consegue emendar, por muito pouco, à boca da baliza, um cruzamento rasteiro da direita de Ricardo Figueiredo, perdendo-se mais uma soberana hipótese de ampliar o marcador.
Entrou-se, depois, na fase de maior pendor ofensivo do Paços de Ferreira, cabendo-lhe então a iniciativa do jogo, à qual respondia o Beira-Mar com uma boa organização defensiva, da qual se relevam o espírito de entreajuda e a grande disponibilidade por todos demonstrada. Mas o domínio pacense resumiu-se a muita parra e pouca uva, e só por uma vez, aos 57', o espectro do empate pairou, quando o inconformado "capitão" adversário foi lá à frente para finalizar com um remate devolvido pela barra da baliza defendida por Samuel.
Passada a meia-hora de algum aperto, os últimos 15 minutos foram de autêntica consagração para os aurinegros, que deram mostras de possuir um futebol de grande qualidade e acabaram a mandar no jogo. Aos 79', este poderia ter sido sentenciado, quando, após uma excelente jogada de ataque dos aveirenses, Ricardo Figueiredo recebe na área, fica na cara do guarda-redes, que contorna, rematando, depois, às malhas laterais, quando tinha a baliza desguarnecida. No minuto seguinte, Nanu (que grande jogo realizou este miúdo!), fica na cara do guarda-redes, mas rematou fraco para as suas mãos e continuou a alimentar a incerteza quanto ao vencedor. O mesmo Nanu, com energia para dar e vender, aos 83' volta a estar cara a cara com o guardião da casa, mas depois de o ladear atira fraco e permite que seja um defesa a evitar o golo, que já se festejava.
E foi já no terceiro minuto dos 4 de compensação dados pelo árbitro que, com todo o merecimento, para a equipa e para o jogador, surgiu o 0-2 que confirmou uma vitória justa, numa jogada que Nanu iniciou no nosso meio-campo e finalizou com um "chapéu" ao guarda-redes do Paços de Ferreira, que entrou na baliza junto com a bola.
Embora o objetivo da subida não tenha sido conseguido esta época, a equipa está de parabéns pela época que tem realizado (falta ainda uma jornada) e a qualidade que jogadores desta estirpe demonstram fazem-nos acreditar que o futuro será risonho.