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sexta-feira, 2 de maio de 2014

JUVENIS A: Nulo justo

SC Beira-Mar, 0 - Académico Viseu FC, 0
(0-0, ao intervalo)

Num típico jogo de final de época, Beira-Mar e Académico de Viseu brindaram-nos com uma desinteressante partida de futebol, acabando por serem penalizados com um nulo no marcador que se ajusta àquilo que as equipas produziram durante os 80 minutos. Quer auri-negros, quer academistas têm já as suas posições praticamente definidas e a manutenção no campeonato nacional de juvenis garantida na próxima época, facto que pode servir de atenuante para o fraco espectáculo que proporcionaram.
A equipa do Beira-Mar foi a que entrou melhor no jogo, criando logo aos 3' a primeira situação para golo. Tiago Goulart trabalhou bem na esquerda e atrasou para um remate de Manu que o guardião do Académico, com uma defesa apertada, desviou para canto.
Este período bom do Beira-Mar duraria apenas 10 minutos, período a partir do qual os viseenses equilibraram, para depois, perante uma atitude de expectativa dos aveirenses, que não pressionavam e deixavam o seu adversário trocar a bola com mais ou menos à vontade, se superiorizarem mesmo.
A resposta ao lance de perigo dos auri-negros chegou aos 14', numa jogada de contra-ataque pela direita que culminou com um cruzamento ao segundo poste, onde o jogador nº 11, de preto vestido, rematou cruzado, com muito perigo, a rasar o poste contrário.
A formação orientada por Zé Maria Almeida ainda voltou a dar um ar da sua graça, aos 17', numa boa combinação entre Nuno Aparício e Marcos, que rematou livre de oposição mas muito torto. Dois minutos volvidos, voltou a ser o nº 11 academista, em evidência no jogo, a levar o pânico ao último reduto da casa, numa jogada pela direita que o levou a ganhar a linha de fundo, de onde tentou servir um colega no meio, valendo o esforço de Rafa a cortar o lance e a impedir a finalização certa do seu adversário.
Esta era já a fase do jogo, que se manteria até ao intervalo, em que o Beira-Mar tinha baixado as linhas, dado a iniciativa ao seu adversário, que passou a ter a posse de bola e a dominar as operações, sem que, contudo, tivesse voltado a criar qualquer outra ocasião até ao descanso. Foi mesmo o Beira-Mar, em cima do tempo de intervalo, que beneficiou de uma soberana ocasião para se adiantar, fruto de um livre indirecto, marcado em cima da linha da pequena área, a punir um atraso de bola ao guarda-redes. O remate de Rafa tinha tudo para ser golo, mas um dos academistas que fazia parte do muro estabelecido, desviou sobre a linha.
A segunda parte foi ainda pior que a primeira e mostrou a incapacidade das duas equipas para chegar ao golo. Nesta etapa complementar, apenas dois lances a merecerem registo. No primeiro, aos 50', Manu foi isolado por uma reposição de bola em jogo por parte de Diogo, mas não teve arte para transformar em golo a melhor ocasião de todo o encontro. Os viseenses responderam aos 54', na sequência da marcação de um pontapé de canto em que estiveram perto de marcar.
Por tudo isto, o resultado acabou por se ajustar, num jogo em que, ainda assim e sobretudo durante a primeira parte, os visitantes mostraram um futebol mais trabalhado face ao jogo directo a que os aveirenses muitas vezes recorreram.
Com uma arbitragem regular do árbitro conimbricense, Sr. Edgar Correia, o SC Beira-Mar apresentou-se no estádio Mário Duarte com:
Diogo (gr); Rafa, Ramon (cap), Guga e João Portugal; Luca, Rui Ladeiro e Nuno Aparício; Manu (Pedro Sequeira, 67'), Marcos (Miguel Morgado, 72') e Tiago Goulart (Didi, aos 55').
Suplentes não utilizados: João Pedro (gr), Bernardo, Tiago Amaral e Pedro Xavier.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

JUVENIS A: Serviços mínimos foram insuficientes

SC Beira-Mar, 2 - A Naval 1º Maio, 2
(0-0, ao intervalo)

Com várias ausências na equipa habitual e também com os efeitos da paragem natalícia a fazerem-se sentir, foi um Beira-Mar de serviços mínimos que se mostrou na recepção ao último classificado da série C do campeonato nacional de juvenis, num jogo em que esta conjugação de factores acabaria por revelar-se insuficiente para começar o ano novo com uma vitória. O empate a 2 golos diante da Naval 1º Maio teve ainda como consequência imediata a certeza de os auri-negros disputarem a fase de manutenção/descida.
Com o relvado do Mário Duarte a apresentar-se bastante escorregadio, o técnico Zé Maria Almeida, com bastante escassez de recursos para esta partida, apresentou:
João Pedro (gr); Bruno Matos, Luca (André Santos, int), Guga e Ricardo Mango; André Gonçalves, Nuno Aparício, João Neves e Rafa; Manu (Lane, 52') e Marcos Franco.
Suplente não utilizado: Diogo (gr).
Com um início de jogo morno, a primeira situação de golo pertenceu ao Beira-Mar, com João Neves a isolar Marcos, que não foi lesto na finalização e viu o seu remate ser desviado para canto por um adversário.
Os auri-negros, sem deslumbrar, tomaram conta das operações e foram construindo situações que poderiam ter dado um rumo diferente à partida. O mais perdulário foi Manu, que dispôs de duas ocasiões soberanas para abrir o marcador. Aos 14', servido por Rafa, perdeu no duelo com o guarda-redes, num lance em que se ficou a pedir grande penalidade e, aos 24', com o guarda-redes na cara e Marcos ao lado, optou por um remate que esbarrou no corpo do guardião figueirense.
Costuma dizer-se que quem não marca sofre e isso esteve mesmo para acontecer, aos 31', quando, no seguimento de um lançamento lateral para a área aveirense, a bola sobrou para o jogador nº 7 da Naval, que fez a bola esbarrar no poste. Pouco depois, aos 33', numa gritante falha do auxiliar do lado poente, o nº 37 isola-se em clara posição de fora-de-jogo, mas não teve arte para bater João Pedro, rematando para fora.
Até ao intervalo, nota ainda para um lance em que Bruno Matos, vindo de trás, fica na cara do guarda-redes, mas remata contra o seu corpo, mantendo o nulo com que as equipas regressaram às cabinas.
O desperdício auri-negro continuou no segundo tempo e, aos 44', Nuno Aparício, primeiro, e Marcos, depois, fizeram o mais difícil e não concretizaram em golo duas claras oportunidades na mesma jogada.
Com o jogo completamente aberto e com os figueirenses, que mostraram algumas debilidades, mas também alguns jogadores de bons recursos, a sentirem que poderiam conseguir algo de positivo no terreno de um adversário mais dotado, surgiu o primeiro golo da Naval. Aos 48', numa jogada de insistência em que João Pedro ainda conseguiu, numa primeira fase e com uma valente intervenção, evitar o golo, o nº 17, num remate de ressaca, colocou a bola no fundo das redes.
O 0-1, porém, não duraria muito, já que aos 55', pouco depois de André Santos ter feito a bola esbarrar no poste na marcação de um livre frontal, Bruno Matos, na sequência de um pontapé de canto, aproveita uma segunda bola  para chegar ao empate, que só não seria desfeito logo a seguir, aos 58', porque Lane não foi "matador" suficiente, desaproveitando de uma forma incrível uma bola largada pelo guarda-redes contrário. Na pequena área, rematou para a baliza deserta, mas de modo a permitir ainda a intervenção de uma adversário, que safou o segundo golo sobre a linha.
Com todos os recursos disponíveis já metidos em campo, o Beira-Mar carregava na busca do tento da vitória e, aos 69', Marcos obriga o guardião da Figueira da Foz a uma grande defesa, com André Santos, na recarga de cabeça, a não acertar com a baliza e a perder uma excelente ocasião para desempatar a partida.
A Naval, ainda que em investidas escassas, também não perdia de vista a possibilidade de ir mais além e, aos 73', valeu Mango, a tirar o "pão" da boca a um adversário que se preparava para finalizar na boca do golo após jogada pela esquerda.
E quando, aos 75', num golo de excelente recorte técnico, André Santos deu vantagem pela primeira vez à sua equipa, todos pensaram que o 2-1 seria o desfecho final e os auri-negros conquistariam os 3 pontos necessários para continuar a sonhar com a qualificação para série de apuramento do campeão, ainda que dependendo do resultado de terceiros. Pois, mas a Naval não desistiu e, a 2 minutos do final, na sequência de um livre cobrado para as costas da defesa aveirense, um subtil desvio de cabeça foi suficiente para desfeitear João Pedro e colocar o resultado final num 2-2 que já poucos esperariam.
No reatamento, André e Mango ainda tiveram hipóteses de desempatar de novo, mas as forças já escasseavam e a divisão de pontos acabou mesmo por concretizar-se, resultado que acaba por premiar a ousadia visitante, numa partida em que o Beira-Mar ficou muito aquém do desejado e em que a arbitragem (à parte o fora-de-jogo já referido) esteve, de um modo geral, em bom plano.

domingo, 8 de setembro de 2013

JUVENIS A: Vitória fora de horas

SC Beira-Mar, 3 - SC Covilhã, 2
(1-0, ao intervalo)

Foi muito mais difícil do que aquilo que se supunha o jogo frente ao Sporting da Covilhã a contar para o campeonato nacional de juvenis. A turma serrana, que contava por derrotas todas as 3 partidas até agora disputadas na série C, vendeu cara a derrota e apenas sucumbiu ao sétimo (!) minuto do período de compensação dado pelo árbitro.
Num encontro emocionante, com reviravoltas no marcador e incerteza até final, André Santos deu vantagem ao Beira-Mar no decorrer do primeiro tempo, passavam 27' desde o apito inicial, e, apesar da formação orientada por Zé Maria Almeida não estar a fazer uma partida bem conseguida, nada fazia prever as dificuldades por que os aveirenses iriam passar.
Com efeito, logo no início da etapa complementar (43' e 45'), a formação da Covilhã deu a volta ao resultado e colocou-se, surpreendentemente, a vencer por 1-2. Foi então a vez do Beira-Mar correr atrás do prejuízo e, depois de André Santos ter bisado e reposto a igualdade, com cerca de 10 minutos ainda para o final dos 80' regulamentares, tudo parecia que iria acabar com uma divisão de pontos. Porém, já com o cronómetro muito para lá da hora regulamentar, os 3 pontos viriam mesmo a cair para a nossa equipa, com Nuno Regêncio a não vacilar da marca de grande penalidade e a aproveitar um castigo máximo para dar nova "cambalhota" no marcador e colocar o resultado final num difícil mas saboroso 3-2.
O técnico aveirense fez alinhar, na partida realizada na casa "emprestada" de Frossos, a seguinte equipa:
Diogo, Mango, Ramon, Neves, Bruno, Aparício, Regêncio, Ladeiro, Rafa, André e Lane.
Jogaram também: Guga, Gonçalves e Manu.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aí está o arranque da época 2013/2014

Com o início dos treinos das equipas de juvenis e de juniores agendados para a próxima 2ª feira, dia 22 de Julho, a preparação do arranque da época desportiva de 2013/2014 entrou na sua recta final.
Os primeiros treinos decorrerão no Campo de Jogos de São Bernardo, pelas 10h00 (juvenis) e 18h00 (juniores).
Entretanto, nos últimos dias, a Federação Portuguesa de Futebol divulgou a constituição das séries dos campeonatos nacionais de juniores (1ª divisão), juvenis e iniciados, provas em que o SC Beira-Mar é parte interessada. Os adversários das formações auri-negras nas referidas competições nacionais são os seguintes:

JUNIORES (Campeonato Nacional 1.ª Divisão FPF) 
"Zona Norte": 
- Associação ACADÉMICA de Coimbra - OAF; 
- Futebol Clube PAÇOS FERREIRA; 
- Futebol Clube PORTO - Futebol, SAD; 
- Futebol Clube VIZELA; 
- Grupo Desportivo de CHAVES; 
- LEIXÕES Sport Clube - Futebol SAD; 
- RIO AVE Futebol Clube - Futebol SDUQ, LDA; 
- SPORT CLUBE BEIRA-MAR - Futebol SAD
- Sporting Clube BRAGA - Futebol SAD; 
- União Desportiva OLIVEIRENSE; 
- VARZIM Sport Clube; 
- VITÓRIA Sport Clube - Futebol SAD (Guimarães).

 A competição tem a sua 1.ª Jornada no dia 17 de Agosto de 2013, estando o sorteio marcado para 23 de Julho de 2013.

JUVENIS (Campeonato Nacional FPF) 
"Série C": 
- ACADÉMICO VISEU Futebol Clube;
- ANADIA Futebol Clube
- Associação ACADÉMICA de Coimbra - OAF;
- Associação NAVAL 1.º MAIO;
- Atlético Clube MARINHENSE;
- Clube Futebol REPESENSES;
- NÚCLEO DESPORTIVO SOCIAL (Guarda);
SPORT CLUBE BEIRA-MAR - Futebol SAD;
- Sporting Clube COVILHÃ;
- UNIÃO Desportiva LEIRIA.

A competição tem a sua 1.ª Jornada no dia 18 de Agosto de 2013, estando o sorteio marcado para 23 de Julho de 2013.

INICIADOS (Campeonato Nacional FPF) 
"Série D": 
- ANADIA Futebol Clube
- Associação ACADÉMICA de Coimbra - OAF;
- Associação Desportiva ESTAÇÃO
- Associação Desportiva SÃO ROMÃO
- Associação NAVAL 1.º MAIO;
- Clube Académico FUNDÃO;
- Desportivo CASTELO BRANCO;
- Grupo Desportivo GAFANHA;
- Grupo Desportivo MEALHADA;
SPORT CLUBE BEIRA-MAR - Futebol SAD.

A competição tem a sua 1.ª Jornada no dia 01 de Setembro de 2013, estando o sorteio marcado para 29 de Julho de 2013.
 
Adivinham-se grandes momentos...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Treinos abertos de observação (juvenis e juniores)

Em virtude das várias solicitações de atletas para prestar provas no SC Beira-Mar, irão realizar-se no Campo de Jogos de São Bernardo (relva sintética) treinos abertos de observação destinados aos escalões de juvenis (1998/1997) e juniores (1996/1995).
Os treinos terão lugar nos dias 9 (3ª feira) e 10 (4ª feira) de Julho de 2013, pelas 18h00.
Os atletas interessados deverão enviar previamente a confirmação da sua presença, bem assim como alguns dados pessoais (nome, data de nascimento, clube anterior, posição), para o e-mail: academia.futebol@beiramar.pt
No início dos treinos oficiais destes escalões (juvenis e juniores), não serão admitidos atletas para observação que não tenham passado por esta triagem.
Aparece!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

JUVENIS A: Ainda não foi desta

Padroense FC, 2 - SC Beira-Mar, 0
(1-0, ao intervalo)

Na procura de pontuar pela 1ª vez na 2ª fase do campeonato nacional, a equipa de juvenis deslocou-se ao terreno do Padroense, mas ainda não foi desta que tal desiderato foi conseguido. Com um golo em cada parte, os locais venceram a formação auri-negra, num jogo em que mostraram alguma superioridade mas em que os comandados de Aguinaldo Melo tiveram momentos de boa réplica, tendo ainda sido prejudicados em 2 lances cruciais da partida.
Entrou melhor o Padroense, mais dominador, com mais posse de bola e criando algumas situações em que o golo poderia ter acontecido. Assim sucedeu, aos 16', num lance pela esquerda que terminou com um cruzamento e que apanhou um jogador da casa na cara de Luís, que viu a bola passar por cima da sua baliza.
Foi com alguma naturalidade que o 1-0 acabou por surgir, aos 29', ainda que a legalidade deste lance tenha sido contestada pelos auri-negros. A marcação do livre foi um lance estudado, com uma boa triangulação a resultar no golo que acabou, no entanto, por ser de ressalto e marcado com a mão.
O Beira-Mar reagiu ao golo e, nos últimos 10 minutos da etapa inicial, aproximou-se com maior perigo do último reduto do Padroense. Ribeiro, aos 33', na marcação de um livre, proporciona a Lucas um cabeceamento que, contudo, passou por cima da trave. Balseiro e André, também foram obreiros de ocasiões de perigo, mas o remate do primeiro foi bem defendido pelo guarda-redes e, o do segundo, passou ao lado da baliza.
A segunda parte teve um bom início por parte dos aveirenses, que viram, aos 50', Bruno Ribeiro isolar-se e marcar mesmo um golo que daria o empate. Só que o trio de arbitragem não validou o lance por alegado fora-de-jogo do avançado auri-negro.
Esgotada a reacção beiramarense, o Padroense voltou a estar por cima, valendo, aos 53', o guardião Luís para evitar o segundo, ameaçado por adversário isolado que lhe surgiu pela frente. O 2-0, no entanto, aconteceria pouco depois, aos58', numa boa jogada pelo lado esquerdo que culminou num cruzamento e num golo fácil. Estava decidido o jogo!
Aguinaldo Melo contou, nesta deslocação ao norte, com:
Luís (gr); Bruno Reis, Tiago Ramalho, Ricardo Pinto (cap) e Ricardo Mango; Miguel Campos, Lucas e André Santos (Nuno Abreu, 61'); Steven, Bruno Ribeiro (Rui Santana, 68') e Balseiro (Miguel Oliveira, 63').
Suplentes não utilizados: João Pedro (gr) e Sousa.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

JUVENIS A: Penalti e expulsão foram decisivos

SC Beira-Mar, 0 - A Académica C, 1
(0-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar averbou hoje nova derrota na 2ª fase do campeonato nacional, não conseguindo, depois de 3 jogos já disputados, contabilizar ainda qualquer ponto. Os auri-negros ainda aguentaram o nulo na primeira parte, mas uma grande penalidade, no primeiro quarto de hora da etapa complementar, num lance que determinou também a expulsão do guardião Canha, foi fatal para as aspirações dos comandados de Aguinaldo Melo.
Numa manhã muito chuvosa, com o relvado do Mário Duarte a apresentar-se algo pesado, alinharam pelo SC Beira-Mar:
Canha (gr); Bruno Reis, Fábio (cap), Ricardo Pinto e Ricardo Mango (Luís, 56'); Miguel Campos, Tiago Ramalho e Lucas (Nuno Abreu, 63'); Miguel Oliveira (Steven, int), Bruno Ribeiro e Balseiro.
Suplentes não utilizados: Rui Santana, Chico e Hugo Custódio.
A equipa de Coimbra entrou muito forte no jogo e, aos 2', já Canha evitava o golo, com uma grande defesa a remate de fora da área. A ameaça dos "estudantes" era constante nestes primeiros minutos, valendo novamente Canha, com mais duas grandes intervenções (remate e recarga), aos 5', para manter o marcador a zeros.
Os primeiros 10 minutos foram de grande sufoco para os auri-negros, que mostravam muitas dificuldades para manter a posse da bola e viam a Académica ser mais rápida na disputa dos lances e ganhar todos os ressaltos. Passado este ímpeto inicial, os aveirenses foram serenando, mas apenas aos 18' deram o primeiro sinal de perigo. Miguel Oliveira trabalhou bem na direita, cruzou para a área, onde Bruno Ribeiro, depois de uma boa recepção, rematou à meia-volta para uma defesa segura do guarda-redes conimbricense.
Este lance foi o início de uma fase de jogo mais repartido, mas que, até ao intervalo, não permitiu registar mais nenhum lance de vulto.
Na segunda parte, logo aos 45', voltou a ser a Académica a criar a primeira situação de perigo, num cruzamento do lado direito a que o nº 9 correspondeu com um cabeceamento às malhas laterais, ainda que Canha parecesse controlar a trajectória da bola. Pouco depois, aos 48', mais perigo no último reduto aveirense, com o lateral direito a rematar muito perto do poste esquerdo, após uma jogada de insistência que se seguiu à marcação de um canto.
E como naquele anúncio publicitário que fala de uma linha que divide tudo aquilo que possamos imaginar, também os momentos que se seguiram determinaram que o jogo, que poderia cair para um lado, se tivesse decidido para o outro. Com efeito, depois de Bruno Ribeiro, aos 49', ter perdido a mais flagrante oportunidade de golo até então, quando rematou para fora na cara do guarda-redes da Académica, aconteceu, no minuto seguinte, o lance capital do jogo. Num lançamento em profundidade, apareceu a isolar-se o nº 9 da Briosa (lance que deixou algumas dúvidas quanto à posição), não restando a Canha outra solução que não o derrube do adversário para evitar o golo. Grande penalidade, expulsão e 0-1 para a Académica, já que da marca dos 11 metros o "capitão" estudantil não perdoou.
Apesar de passar a jogar em inferioridade numérica, o Beira-Mar reagiu muito bem à adversidade e lutou de igual para igual até ao final do jogo, sem que, contudo, conseguisse ultrapassar a bem organizada equipa adversária. Foram mesmo os "estudantes", aos 61', ainda que num aproveitamento de um erro contrário, que poderiam ter aumentado a vantagem. O ex-auri-negro Jorge, isolado involuntariamente por um passe transviado de Nuno Abreu, errou o alvo à saída de Luís, que defendia as redes aveirenses após a expulsão do seu colega da baliza.
Numa arbitragem globalmente boa do Sr. Hélder Ferreira, da AF Aveiro, a derrota do Beira-Mar acaba por se aceitar, ainda que, com uma pontinha de felicidade, os auri-negros pudessem ter pontuado.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Juvenis iniciaram preparação

Com o arranque do campeonato nacional da categoria agendado para o dia 19 do próximo mês de Agosto, a equipa de juvenis do SC Beira-Mar, que integra a série C, deu hoje início ao seu plano de preparação com vista à participação na prova onde se espera um percurso que seja de sucesso desportivo.
O palco foi o campo da Oliveirinha, onde esta semana se realizarão treinos diários durante a tarde. Estão já programados alguns encontros de carácter particular, tendo o primeiro deles lugar no Estádio Mário Duarte, no dia 1 de Agosto, contra a equipa do Fiães SC.
A equipa técnica transitou da época passada e terá Aguinaldo Melo como treinador principal e Edmundo Ferreira como seu adjunto. Armindo Ferreira terá a cargo o treino dos guarda-redes.
De registar e saudar a presença neste apronto inaugural do presidente do SC Beira-Mar, Sr. António Regala, bem assim como do vice-presidente e administrador da SAD, responsável pela Academia, Dr. Jaime Machado. Ambos os dirigentes proferiram breves mas marcantes palavras de incentivo e de orientação aos 31 atletas presentes (alguns regressos e também várias caras novas).
Agora, que role a bola!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Juniores e juvenis já conhecem adversários nacionais

Depois dos iniciados, também juniores e juvenis já conhecem os respetivos adversários nos campeonatos nacionais que disputarão na época 2012/2013.
Os sub-19, que disputarão o campeonato nacional da 2ª divisão, integrarão a série C e terão como adversários na 1ª fase os seguintes clubes:
  1. Académico Viseu FC
  2. Anadia FC
  3. AD São Romão
  4. A Naval 1º Maio
  5. GD Oliveira Frades
  6. GD Tourizense
  7. GR Vigor Mocidade
  8. SC Beira-Mar
  9. SC Leiria e Marrazes
  10. SC Covilhã
A prova terá início no dia 1 de Setembro de 2012 e serão apurados para a 2ª fase os dois primeiros classificados de cada série. Esta 2ª fase será disputada por 12 clubes, divididos em duas séries de 6, subindo à 1ª divisão os 3 primeiros classificados de cada uma delas. À semelhança de épocas anteriores, haverá também uma 2ª fase de manutenção/descida para as restantes equipas não apuradas.

Por seu lado, os juvenis, que mais uma vez disputarão o campeonato nacional da categoria, integram a série C, composta pelas seguintes equipas:
  1. A Académica Coimbra
  2. AD Sanjoanense
  3. AC Marinhense
  4. CD Lousanense
  5. CF "Os Repesenses"
  6. D Castelo Branco
  7. Eléctrico FC (Ponte de Sor)
  8. SC Beira-Mar
  9. União D Leiria
  10. UD Seia
Nesta 1ª fase serão apurados os 2 primeiros classificados de cada uma das séries, que, juntamente com os representantes da Madeira e dos Açores, num total de 12 formações, disputarão uma 2ª fase dividida em duas séries de 6 equipas. Os 2 primeiros classificados de cada série participarão numa 3ª fase que apurará o campeão entre essas 4 equipas. Como novidade nesta época, a realização de uma 2ª fase para as restantes equipas não apuradas, que discutirão a permanência/descida.
A prova tem início no dia 19 de Agosto de 2012.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

JUVENIS A: Serviços "mínimos" (manutenção) garantidos!

SC Beira-Mar, 0 - Gondomar SC, 0
(0-0, ao intervalo)

A necessitar de apenas 1 ponto nas últimas jornadas do campeonato para garantir a permanência no nacional da categoria, a equipa de juvenis do SC Beira-Mar aproveitou a primeira das 3 oportunidades de que dispunha e assegurou esse seu primeiro objectivo, traçado para a presente temporada, empatando sem golos, com o Gondomar, em partida ontem disputada no estádio Mário Duarte.
A divisão de pontos foi um resultado justo, num jogo muito disputado, pautado por um grande equilíbrio e com poucas oportunidades de golo.
Sob uma arbitragem segura do árbitro da AF Viana do Castelo, Sr. Hugo Alves, o SC Beira-Mar apresentou-se com:
Hugo (gr); Diogo H. Carvalho, Ricardo Pinto, João Rafael e Filipe Melo; André Silva (cap), Rúben Marques e Pedro Aparício (Miguel Campos, 71'); Junior (Balseiro, 60'), Henrique (Bruno Filipe, int) e Ricardo Tavares.
Suplentes não utilizados: Zé (gr), Fábio e Steven.
Num jogo que era muito importante para as duas equipas (mais para os forasteiros, já que ao Beira-Mar um empate bastava para atingir os seus objectivos), o início mostrou ambas as formações empenhadas na vitória, ainda que o equilíbrio evidenciado tivesse acabado por anular essas intenções. O primeiro remate surgiu apenas aos 13', de longe e para o Gondomar. Em termos de oportunidades para golo, igualmente muito equilíbrio, com apenas uma oportunidade para cada lado. Primeiro foi o Gondomar, aos 21', a poder ter-se adiantado no marcador, com o seu avançado (nº 46, bom jogador) a surgir pela esquerda, na cara de Hugo, mas a rematar por alto. A resposta dos aveirenses surgiu, aos 27', num cruzamento da direita de Diogo Carvalho, em que Henrique, primeiro, e Junior, depois, estiveram muito perto de inaugurarem o marcador.
Na etapa complementar manteve-se esta toada de equilíbrio, que superou a vontade demonstrada por ambos os opositores de chegar ao triunfo. Esse nivelamento de forças resultou, novamente, numa penúria de situações perigosas junto das balizas, tendo-se, no entanto, ainda registado 3 oportunidades para desfazer o nulo, uma para os da casa e duas para os visitantes.
Apenas aos 62' se verificou o primeiro momento de grande emoção, numa excelente iniciativa de ataque dos gondomarenses, com sucessivas trocas de bola, sempre em progressão, que voltaram a deixar o jogador nº 46 só com Hugo pela frente, valendo aos aveirenses a magnífica intervenção do seu guardião para que as suas redes se tivessem mantido invioladas.
O Beira-Mar respondeu, aos 70', na sequência de um pontapé de canto marcado por Pedro Aparício, do lado esquerdo, em que a bola passa diante de toda a baliza sem que aparecesse alguém a dar o toque final. Pertenceria à equipa nortenha a derradeira ocasião para desfazer o nulo, estavam decorridos 76', outra vez pelo mesmo jogador (nº 46), desta feita numa diagonal da direita para dentro, com o remate cruzado a passar muito perto do poste mais distante da baliza de Hugo que, diga-se de passagem, se estirou muito bem.
O resultado acabou por ser o mais ajustado ao desenrolar dos acontecimentos e acabou por servir os interesses de ambas as equipas, com os aveirenses a garantirem a manutenção e os de Gondomar a largarem para 3 pontos a vantagem sobre os lugares de descida directa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

JUVENIS A: Um passo atrás

SC Beira-Mar, 0 - CD Feirense, 1
(0-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar, após uma boa série de jogos (nos últimos 5 tinha conseguido 4 vitórias, sendo apenas derrotada tangencialmente e de forma polémica pelo FC Porto), perdeu ontem no estádio Mário Duarte, por 0-1, diante do rival Feirense. A vitória dos "fogaceiros" é perfeitamente justa, já que foi a equipa que mais trabalhou pela vitória ao longo dos 80 minutos da partida.
Alinharam pelo Beira-Mar:
Hugo (gr); Diogo H. Carvalho (Marcos Franco, 69'), Gui, Ricardo Pinto e Filipe Melo; Miguel Campos, Rúben Marques e Pedro Aparício (Rúben Oliveira, 74'); Junior, Ricardo Tavares e Henrique (Bruno Filipe, 51').
Suplentes não utilizados: Luís (gr), João Rafael e André Silva.
O Feirense desde cedo deixou indicações que vinha a Aveiro para fazer esquecer a derrota caseira sofrida frente ao Gondomar na última jornada do campeonato nacional e foi a primeira equipa a levar o perigo a uma das balizas. Aos 2', na marcação de um livre, em posição frontal e em cima da linha limite da grande área, a bola saiu à figura de Hugo, que segurou muito bem. Pouco depois, aos 5', também de bola parada (canto) é o ex-auri-negro Pedro Santos a cabecear perigosamente.
Seria, contudo, o Beira-Mar a dispor da mais flagrante ocasião de golo até então, quando Ricardo Tavares, aos 11', aproveita uma falha na intercepção a uma reposição do guardião Hugo para ficar isolado, errando o "chapéu" por milímetros, com a bola a bater na parte superior da barra e a sair. Pouco depois, aos 15', Henrique faz uma diagonal da esquerda para dentro e remata rasteiro para uma intervenção do guardião feirense, que agarrou à segunda.
O jogo ia dando mais Feirense, que mostrava uma boa dinâmica e colocava sempre muitas dificuldades aos aveirenses que, apesar de tudo, não vacilavam defensivamente. Este domínio visitante valeu, aos 18', uma grande oportunidade de golo, quando Hugo é obrigado a sair da baliza para discutir na direita o lance com Ratinho, que recuperou a bola e atirou para a baliza desprotegida, valendo a intervenção de Gui, de cabeça, a evitar o golo sobre a linha.
Mais perigo, aos 27', quando um alívio da defensiva aveirense para a zona central, dentro da área, é aproveitado por um jogador feirense para rematar com perigo, valendo que o disparo saiu enrolado, proporcionando, mesmo assim, mais uma defesa apertada de Hugo. O guardião aveirense voltaria a estar em foco, aos 35', opondo-se com êxito a um remate desferido de ângulo apertado pelo jogador nº 8, Bruno, que foi defendido também sobre a linha.
A tudo isto, o Beira-Mar responderia apenas aos 38', por Junior, que recuperou uma bola na área contrária e rematou forte, com a bola a ser ligeiramente desviada pelo guardião Xavier e a passar a rasar o travessão.
A primeira parte, que terminaria pouco depois, tinha mostrado duas equipas bem organizadas, com o Feirense ligeiramente superior, com mais posse de bola e maior número de situações perigosas junto das balizas.
A segunda parte acentuaria a superioridade dos visitantes, que tomaram, desde o início, a iniciativa do jogo, remetendo os donos do terreno a uma defesa porfiada. Apenas na parte final do encontro, os auri-negros conseguiram colocar a baliza de Xavier em relativo perigo.
O Feirense, que procurava incessantemente chegar ao golo, teve uma perdida incrível, aos 48', quando Bruno, traído por um ressalto, falha de baliza aberta, ao segundo poste, uma assistência letal de Ratinho, feita da esquerda. A sorte estava com os da casa e, no minuto seguinte, foi Gui a salvar em cima da linha, atirando contra o poste, mais uma situação iminente de golo, quando a bola, desviada à saída de Hugo, se encaminhava para o fundo das redes.
Só dava Feirense e, aos 58' e 59', mais duas situações para os "fogaceiros". Primeiro, na sequência de um pontapé de canto, na confusão gerada, a bola sobrou milagrosamente para Hugo, que depois, com um magnífico golpe de rins, desvia para canto um remate desferido em arco, à entrada da sua área.
O guardião aveirense era a figura da sua equipa e, aos 66', mais uma excelente defesa em voo, evitando que o cabeceamento de Ratinho resultasse no primeiro golo do jogo. Este, no entanto, não tardaria. E, curiosamente, numa situação pouco vista até aí, ou seja numa situação de contra-ataque do Feirense. Uma recuperação de bola à entrada da área visitante, aos 68', resultou numa transição rápida que isolou Bruno Elias, entrado pouco tempo antes, que ladeou Hugo e atirou para a baliza deserta.
Depois do 0-1, a pressão do Feirense abrandou mas, ainda assim, aos 73', teve mais uma situação em que poderia ter ampliado a vantagem. Valeu mais uma intervenção de Hugo, que desviou para canto um remate da direita, fazendo a bola sair rente ao poste mais distante. Só na parte final do jogo, numa tentativa desesperada de chegar ao empate, os aveirenses conseguiram incomodar a defensiva contrária. E poderiam mesmo, já em tempo de compensação, tê-lo conseguido, se tivessem aproveitado uma confusão gerada na área, na sequência de um centro de Ricardo Tavares.
A arbitragem do Sr. António Resende, da AF Aveiro, com um ou outro pequeno erro, situou-se em bom plano.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

JUVENIS A: A caminho da tranquilidade

Lusitano Vildemoinhos, 1 - SC Beira-Mar, 2
(1-1, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar acabou de alcançar, em Viseu, contra o Lusitano de Vildemoinhos, mais uma importante vitória, tendo em vista os objectivos propostos para este campeonato nacional.
O jogo foi muito difícil, tendo a equipa da casa partido em vantagem no marcador, que viria a ser anulada, antes do intervalo, por um golo de Rúben Marques. Com a "estrelinha" do seu lado, e depois de alguns calafrios passados pela equipa de Aguinaldo Melo, os auri-negros viriam a consumar a reviravolta no marcador, através de um golo obtido já no último quarto de hora da partida pelo estreante Tiago Ramalho, acabado de lançar no jogo.
Com esta vitória tangencial, por 1-2, os aveirenses encontram-se já com uma vantagem de 13 (!) pontos sobre os lugares de despromoção directa e recuperaram 2 pontos à Sanjoanense, adversário que os precede na tabela classificativa. O 4º lugar está, agora, a uma distância de 5 pontos.

domingo, 27 de novembro de 2011

JUVENIS A: Auto-golo abriu o caminho da vitória

SC Beira-Mar, 3 - NDS Guarda, 0
(0-0, ao intervalo)

Num jogo em que o resultado não deixa transparecer as dificuldades sentidas, a equipa de juvenis do SC Beira-Mar somou mais uma importante vitória no campeonato nacional e consolidou a sua posição numa zona da tabela onde pode começar agora a olhar mais para quem segue à frente do que para quem vem atrás. O visitante do estádio Mário Duarte era o Núcleo da Guarda, que, apesar de derrotado por 3-0, vendeu cara a derrota, tendo as portas do triunfo aveirense sido abertas apenas através de um auto-golo, já no decorrer da 2ª parte. A confirmação dos 3 pontos para os auri-negros aconteceria já no decorrer do período de compensação, com a obtenção de mais 2 golos de rajada. O resultado acaba por se mostrar melhor do que a exibição, ainda que não se possa colocar em causa a justiça da vitória dos comandados de Aguinaldo Melo.
O técnico aveirense apresentou a seguinte equipa:
Hugo (gr); Diogo H. Carvalho, Ricardo Pinto, João Rafael e Filipe Melo; Miguel Campos, André Silva (Rúben Marques, 30') e Pedro Aparício; Junior (Bruno Filipe, 60') Ricardo Tavares e Henrique (Steven, 75').
Suplentes não utilizados: Canha (gr), Tiago Ramalho, Rúben Oliveira e Fábio.
O Beira-Mar foi a equipa que melhor entrou na partida, mas pertenceria ao Núcleo o primeiro grande momento do jogo, numa transição rápida que terminou num disparo forte, de fora da área, do seu nº 9, que fez a bola bater com estrondo na barra, com o guardião Hugo completamente batido. Foi um aviso sério para os aveirenses, que o melhor que conseguiram, como resposta, foram dois remates desferidos por Pedro Aparício e Ricardo Tavares, aos 12' e 14', respectivamente, ambos da zona da meia-lua, com o primeiro a rasar o travessão e o segundo a ser desviado por um defesa.
O maior domínio era do Beira-Mar, que tomava, como lhe competia, a iniciativa do jogo, mas o seu futebol, também pouco fluido, esbarrava quase sempre na bem organizada defensiva egitaniense, que mostrava argumentos para, no contra-golpe, incomodar a guarda da baliza dos donos do terreno. Isso mesmo aconteceu, aos 24', num contra-ataque pela esquerda, com um cruzamento a solicitar a entrada de cabeça de um avançado do Núcleo, que proporcionou uma excelente defesa a Hugo, que desviou para o poste. O lance acabaria anulado por posição irregular do jogador que cabeceou em posição frontal, tendo ficado, contudo, mais um alerta para os auri-negros.
Até ao intervalo, registo apenas para um lance de Henrique pelo corredor direito, aos 35', com o atleta aveirense a evitar o seu marcador directo e a decidir-se pelo remate, feito de ângulo já um pouco fechado. O lance perdeu-se, mas os 2 colegas que se encontravam em zona de finalização mais fácil poderiam ter sido melhor opção. O nulo verificado no momento da recolha aos balneários era um resultado perfeitamente adequado àquilo que tinha sido a produção das duas equipas.
O início do segundo tempo continuou a mostrar-nos um Núcleo muito bem organizado e a jogar, a espaços, mais como equipa do que os aveirenses, que começavam a procurar em jogadas individuais aquilo que o colectivo não conseguia resolver. Pedro Aparício era a excepção, e quando a bola chegava aos seus pés o andamento era logo completamente diferente. Aos 50', o pequeno "maestro" aveirense, que envergava a braçadeira de "capitão" desde a saída, por lesão, de André Silva, ainda na etapa inicial, descobriu Ricardo Tavares a penetrar na área e colocou-lhe a bola nos pés. O máximo goleador aveirense ficou na cara do guardião da Guarda e dispôs da melhor ocasião para a sua equipa, negada com uma excelente defesa para canto.
O tempo ia passando e não se afigurava nada fácil para os auri-negros chegarem à vantagem. Foi, pois, providencial a forma como a equipa de Aguinaldo Melo, aos 55', chegou ao golo, numa infelicidade de um jogador do Núcleo que tocou para a sua própria baliza uma bola colocada na zona do 2º poste por Rúben Marques, na marcação de um pontapé de canto na esquerda.
Com mais espaços concedidos a partir do 1-0 pela equipa adversária, o Beira-Mar viria a melhorar bastante a sua produção e a justificar, então sim, a vitória conseguida. Aos 62', após uma boa combinação de ataque, Pedro Aparício dispara à entrada da área, com muito perigo, e faz a bola passar muito perto do poste esquerdo. Pouco depois, aos 64', Henrique ganha na raça e, com o adversário à ilharga, entra na área e dispara a rasar o poste, tendo até dado a sensação de golo.
O segundo golo já se justificava, mas a vantagem tangencial ia-se mantendo e com ela o perigo de, num lance acidental (o Núcleo não criou tanto perigo neste segundo tempo), o adversário poder chegar ao empate. A incerteza manter-se-ia até ao fim, pois foi apenas em período de compensação (40+1' e 40+2') que um "bis" de Ricardo Tavares confirmou o triunfo e tranquilizou os espíritos dos apaniguados aveirenses. O segundo golo foi uma obra de arte, com Pedro Aparício, de "régua e esquadro", a isolar o artilheiro auri-negro, que colocou a bola no fundo das redes com um remate indefensável. O 3-0 resultaria de um lance de insistência em que o nosso jogador revelou todo o seu instinto de "matador" não desistindo nunca do lance e evidenciando um apurado engodo pela baliza.
A arbitragem do Sr. António Carlos Silva, da AF Viseu, situou-se em bom plano.

domingo, 20 de novembro de 2011

JUVENIS A: Sentimento de revolta

FC Porto, 2 - SC Beira-Mar, 1
(1-1, ao intervalo)

José Carlos Silva, árbitro da AF Braga, é um nome que ficará na memória de toda equipa sub-17 do SC Beira-Mar que participou ou assistiu ao jogo da 13ª jornada do campeonato nacional de juvenis, ontem de manhã disputado no relvado principal do complexo do Olival, em Vila Nova de Gaia. Graças a uma decisão sua, tomada no derradeiro minuto da partida, os jovens auri-negros viram-se espoliados de 1 ponto, pelo que tanto lutaram e correram ao logo de todo o jogo. Só o senhor do apito descortinou razão para apontar a marca da grande penalidade e oferecer de bandeja, ao cair do pano, a vitória ao poderoso FC Porto, deixando no desespero aqueles que tanto tinham resistido durante 79 minutos.
O FC Porto ganhou e, por si só, este facto não seria motivo de notícia. É melhor equipa, criou ao longo do jogo mais e melhores oportunidades para ter marcado, mas a verdade é que não foi capaz de o fazer. Notícia é o modo como o conseguiu e esse é uma completa mentira. As coisas começaram a complicar-se para os azuis-e-brancos quando Henrique colocou os aveirenses em vantagem, ainda na primeira parte e o melhor que os donos do terreno conseguiram foi empatar antes do descanso, na sequência de um lance de bola parada.
Com o decorrer do tempo, na etapa complementar, cedo se verificou o quão difícil seria resistir, já que as ajudas suplementares começaram a surgir, procurando dar aquele empurrão, sempre necessário, quando as coisas parecem encalhar para o lado do mais forte. O Beira-Mar não foi responsável pelas 4 (pelo menos) flagrantes oportunidades de golo desperdiçadas pelos jogadores do FC Porto e teve bastante mérito no facto de as equipas terem chegado empatadas ao minuto 79. Mas perante a resistência tamanha que os comandados de Aguinaldo Melo estavam a oferecer, só havia um modo de os derrubar: PENA MÁXIMA. No futebol é a grande penalidade o castigo máximo e foi isso que o senhor bracarense inventou no final do jogo para entregar os 3 pontos a quem, de outro modo, não os conseguiria obter.
Perante tamanha injustiça, para além de fazerem mal ao futebol, estes senhores também transmitem valores errados aos jovens atletas, que se podem questionar se vale a pena trabalhar honestamente para singrar na vida. Uma lástima!
Ainda que revoltados, estamos orgulhosos do jogo que fizemos e embora não tenhamos somado pontos, para nós este jogo terminou em 1-1.
PS- O Melo tem as costas largas, mas costas não são braços...

domingo, 6 de novembro de 2011

JUVENIS A: Do oito para o oitenta

SC Beira-Mar, 5 - CD Candal, 1
(1-1, ao intervalo)

Depois de uma primeira parte descolorida, sem chama, em que se limitou a ver o adversário jogar, a equipa de juvenis do SC Beira-Mar transfigurou-se ao intervalo e arrancou para um segundo período de grande categoria, acabando não só por ganhar o jogo mas também por golear o Candal, por expressivos 5-1, com um "hat-trick" de Ricardo Tavares. Tratou-se de uma vitória muito importante, sobre um adversário directo na luta pela manutenção no campeonato nacional, que ficou agora a uma distância de 5 pontos. Pela primeira vez nesta época, os comandados de Aguinaldo Melo encontram-se numa posição (7º lugar) que os livra também dos jogos do "play-off" final, já que ultrapassaram o Gondomar na tabela classificativa.
Numa manhã cheia de sol, os auri-negros apresentaram-se com:
Hugo (gr); Diogo M. Carvalho, Ricardo Pinto, Pedro Salgado e Filipe Melo; André Silva, Miguel Campos (João Rafael, 60') e Pedro Aparício (Bruno Filipe, 70'); Henrique, Ricardo Tavares e Junior (Duílio, 76').
Suplentes não utilizados: Canha (gr), Sousa, Gui e Rúben Oliveira.
A primeira parte do Beira-Mar foi de uma pobreza incompreensível, tendo o Candal controlado quase por completo as operações e apresentado o melhor futebol de todas as equipas que, nesta época, já passaram pelo Mário Duarte. Tudo isto, também, fruto de uma gritante falta de agressividade dos auri-negros, que viam o Candal circular a bola a seu bel-prazer.
E as coisas até nem começaram mal para a equipa da casa que, depois de ter sofrido um aviso logo aos 2' (nº 9 penetrou na área, mas rematou para as mãos de Hugo), acabaram por se colocar em vantagem, aos 5', através de Ricardo Tavares, que aproveitou da melhor maneira uma bola largada pelo guarda-redes, para inaugurar o marcador. O 0-1, no entanto, não duraria muito, pois o Candal depressa (9') chegou ao empate, na transformação de um livre assinalado perto da linha limite da grande área. O remate do nº 6 do Candal, executado com o pé esquerdo, ultrapassou a barreira, que abriu, e estava feito o 1-1.
Daqui até ao final da primeira parte, o Beira-Mar deixou de existir como equipa, não pressionava e deixava o Candal fazer uma circulação de bola como temos visto a poucas equipas. Os auri-negros demoravam a recuperar a posse de bola e, quando o faziam, não conseguiam combinar mais do que 2 ou 3 passes consecutivos. Verdade que, à excepção de um lance ocorrido aos 17', em que os forasteiros voltaram a levar muito perigo à baliza de Hugo, que viu o nº 9 chegar um pouco atrasado à bola, não se registaram flagrantes oportunidades de golo. Mas também não deixa de ser verdade que, a acontecer um golo, só poderia ser para o Candal, que detinha uma esmagadora percentagem de posse de bola, enquanto que os auri-negros nunca chegaram a incomodar a baliza do guardião gaiense, que até se tinha revelado o ponto mais débil da sua equipa, recheada de bons executantes.
A segunda parte foi completamente diferente e, como os jogadores eram os mesmos, a diferença esteve na atitude posta em campo pelos nossos atletas, que, finalmente, resolveram também ser parte activa do espectáculo. Logo aos 43', Henrique não aproveita mais um "brinde" do guarda-redes do Candal, que voltou a largar a bola após cruzamento da direita e, no minuto seguinte, Pedro Aparício, em jogada de insistência por si começada e concluída, coloca de novo a sua equipa em vantagem, fazendo o 2-1 à segunda tentativa, numa recarga a uma primeira defesa do guardião contrário.
À semelhança do sucedido no primeiro tempo, também agora a vantagem voltou a ser madrugadora, mas desta vez os auri-negros não se deixaram adormecer e, aos 47', numa boa jogada de contra-ataque pela direita, com Junior a combinar com Ricardo Tavares, este coloca na área, onde surge Henrique a finalizar na zona do ponta-de-lança. Bonito desenho este, o do golo que colocava o marcador num mais confortável 3-1.
O Candal tinha desaparecido do jogo, nem parecia a mesma equipa da primeira parte. Mérito para os aveirenses, que continuaram a carregar e chegaram ao 4-1, aos 55' de jogo, na transformação de uma indiscutível grande penalidade, sofrida e friamente convertida por Ricardo Tavares. O jogo estava decidido e, a partir de então, o Beira-Mar passou a gerir a vantagem, mas sempre com a bola longe da sua área. Hugo foi um guarda-redes tranquilo neste segundo tempo e apenas aos 72' foi chamado a intervir, para parar um remate fraco do avançado nº 9.
A produção aveirense tinha baixado também, mas o quinto golo dos auri-negros ganhava nas apostas relativamente a novo golo visitante. E Bruno, aos 79', numa situação de vantagem numérica (3x1) bem que podia ter decidido melhor, num lance em que as facilidades foram demasiadas. No fundo, adiou o que viria a suceder já em período de compensação, a obtenção do 5-1 final. A jogada é, mais uma vez, de contra-ataque, e Ricardo Tavares, que iniciou e concluiu o lance, chegou ao sempre desejado "hat-trick", obtendo mais um belo golo.
Esta era a vitória que todos queriam e que foi conseguida por via de uma mudança radical de atitude da primeira para a segunda parte. Pelos números alcançados, pode também vir a revelar-se mais valiosa do que os 3 pontos que estavam em disputa, para além de ser um tónico excelente para a segunda volta do campeonato, que principiará na próxima jornada.
A arbitragem do nosso bem conhecido árbitro viseense, Sr. Luís Ramos, situou-se em bom plano.

domingo, 2 de outubro de 2011

JUVENIS A: 2 pontos a voar...

SC Beira-Mar, 1 - AD Sanjoanense, 1
(1-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar perdeu esta manhã magnífico ensejo para sair da zona perigosa da classificação da série B do campeonato nacional de juvenis, não indo além de um empate (1-1) frente à formação da Sanjoanense depois de ter estado largo tempo na frente do marcador. É o terceiro jogo, nos últimos 4, que a equipa de Aguinaldo Melo não consegue segurar a vantagem, tendo acabado sempre por permitir a recuperação do adversário.
Num jogo em que a pior das 3 equipas foi sem dúvida a de arbitragem, com o árbitro da AF Coimbra, Sr. João Pedro Martins, a efectuar um péssimo trabalho, com razões de queixa para os dois lados, o Beira-Mar chegou muito justamente a vencer, por 1-0, ao intervalo, fruto de uns primeiros 40' em que os auri-negros foram claramente superiores ao seu adversário. Nos instantes iniciais a AD Sanjoanense até deu ideia de ter entrado melhor, mas depois do primeiro lance de perigo criado para os da casa (remate de ressaca, aos 4', de Pedro Aparício, após livre na esquerda de Ricardo Tavares), os aveirenses melhoraram a sua produção e chegaram mesmo ao golo, aos 19', num lance em que os papéis se inverteram. Pedro Aparício cobrou o livre na esquerda e Ricardo Tavares, ao segundo poste, livre de marcação, fez o 1-0 com um magnífico golpe de cabeça.
Após a vantagem, os comandados de Aguinaldo Melo melhoraram ainda o seu futebol, tendo Pedro Aparício, aos 22', feito a bola passar muito perto do poste num remate  de fora da área. A equipa da Sanjoanense não criou uma única oportunidade de golo durante a etapa inicial e seria novamente Ricardo Tavares, aos 36', a protagonizar mais um lance de grande perigo para as redes do guardião Cláudio, numa jogada pela direita em que depois de se desfazer do seu opositor, se preparava para servir dois colegas soltos na zona de finalização, tendo valido um corte providencial para canto.
A entrada dos auri-negros no segundo tempo foi fortíssima e poderia, na sua parte inicial, ter "matado" definitivamente o jogo. Aos 42', na sequência de um livre de Pedro Aparício, o golo esteve muito perto, mas seria, no minuto seguinte, que Ricardo Tavares dispôs da mais flagrante oportunidade de todo o encontro, depois de uma jogada de insistência de André, que ganhou na antecipação e, frente ao guarda-redes, com o ângulo de remate tapado, serviu o seu colega na zona frontal, de onde o disparo saiu com a direcção desafinada. Só dava Beira-Mar  e, aos 46', excelente jogada de Filipe Melo pela esquerda, com um centro atrasado para o remate de Pedro Aparício à figura de Cláudio. O quarto de hora de domínio aveirense englobaria ainda um lance, aos 52', em que Diogo H. Carvalho, na sequência de um canto, falha o remate e a oportunidade de marcar.
A Sanjoanense começou a reagir e viria a criar, aos 55', o seu lance de maior perigo em toda a partida, com Hugo a evitar o empate com uma bela estirada, desviando para canto um cabeceamento, feito na área, que levava o selo de golo. O Beira-Mar, em contra ataque, poderia ter criado nova situação de muito perigo, aos 60', mas Ricardo Tavares falhou o passe que deixaria Diogo M. Carvalho completamente isolado.
Até que, aos 67', aconteceu o lance cuja importância foi decisiva no desfecho do encontro. Num exceso de  rigor e numa mostra de gritante falta de critério disciplinar (depois de alguma permissividade inicial o juiz conimbricense passou a "amarelar" por tudo e por nada), o "capitão" auri-negro André é admoestado pela segunda vez (falta a meio campo) e vê o correspondente cartão vermelho. "Orfãos" da sua referência na zona central do terreno, os aveirenses, que viram o nº 8 de São João da Madeira, logo na marcação do livre que originou a expulsão, criar muito perigo, viriam a consentir o empate, aos 74', na sequência de um canto na direita, apontado pelo ex-auri-negro João António.
Até final, nota apenas para mais protagonismo do árbitro, que, em jeito de compensação, aos 77', expulsaria directamente um jogador da Sanjoanense, em lance que, na nossa opinião, também o não justificava.
Em suma, o empate teve sabor a pouco e foram claramente dois pontos perdidos, relegando para segundo plano o ponto conquistado, que foi mais castigo do que prémio.
Aguinaldo Melo e Edmundo Ferreira apresentaram:
Hugo (gr); Diogo H. Carvalho, Gui, Ricardo Pinto e Filipe Melo; Miguel Campos, André Silva (cap), Diogo M. Carvalho (Steven, 63') e Pedro Aparício; Ricardo Tavares e Henrique.
Suplentes não utilizados: Canha (gr); Sousa, Ricardo Esteves, Rúben Oliveira, Renato e Tiago Ramalho.

domingo, 18 de setembro de 2011

JUVENIS A: Triunfo fácil!

SC Beira-Mar, 4 - GD Tourizense, 0
(1-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar regressou às vitórias no campeonato nacional da categoria, aproveitando a recepção ao Tourizense para construir um resultado robusto e somar mais 3 pontos, que a colocam na classificação, pela primeira vez ao cabo de 6 jornadas, fora da zona de descida directa. A vitória da formação de Aguinaldo Melo e Edmundo Ferreira não sofre contestação e foi obtida de uma forma tranquila, frente a um adversário pouco ambicioso, sem muitos argumentos e que raramente criou problemas ao último reduto aveirense.
No relvado principal do estádio Mário Duarte, numa semana fustigada por lesões, os auri-negros apresentaram-se com:
Canha (gr); Diogo H. Carvalho, Ricardo Pinto, Fábio e Filipe Melo; André Silva (cap), Diogo M. Carvalho (Miguel Campos, 69') e Pedro Aparício (Ruben Oliveira, 77'); Henrique, Ricardo Tavares e Renato Morias (Steven, 52').
Suplentes não utilizados: Canha (gr), Sousa e Gui.
A primeira parte foi um jogo de sentido único, o da baliza do Tourizense, que foi uma equipa inofensiva do ponto de vista atacante (fez apenas um remate, sem perigo, à baliza de Hugo, quase do meio campo, e conquistou o primeiro pontapé de canto à beira do intervalo), apresentou-se com as suas linhas muito recuadas e, quase sempre, defendia com 11 jogadores atrás da linha da bola. Com uma disposição destas, só poderia mesmo dar golo para as bandas do Beira-Mar, que fazia um jogo de paciência, depois de ter criado a primeira situação de perigo, aos 5', por Ricardo Tavares, após combinação com Renato, valendo um defesa da formação de Touriz, que aliviou em cima da linha de golo. Mas a verdade é que, apesar de se jogar permanentemente no meio campo forasteiro, a avassaladora posse de bola aveirense não trazia resultados práticos e o nulo ia persistindo no marcador.
O nó só se desatou à passagem dos 24', um golo esquisito, obtido pelo central Fábio, que fez o 1-0 à terceira recarga, introduzindo com muita cerimónia na baliza uma bola perdida após livre na intermediárea de Pedro Aparício.
O cariz do jogo não se alterou após o golo e o Beira-Mar continuava a ser a única equipa à procura de marcar, situação que poderia ter acontecido, aos 27', 32' e 40', após jogadas e cruzamentos da direita de Diogo H. Carvalho. No primeiro lance Renato emenda à boca da baliza para as malhas laterais, no segundo Henrique vê o seu remate, desferido em boa posição, ser desviado por um defesa e, no último, Renato cabeceia ao lado.
O segundo tempo não poderia ter começado melhor para a nossa equipa, que, na jogada de saída, chegou ao 2-0, com Henrique a antecipar-se a toda a defesa contrária e a cabecear com êxito para o golo, dando o melhor seguimento a um excelente cruzamento da direita de Ricardo Tavares.
Embalados por esta vantagem mais confortável, os aveirenses continuavam a mandar no jogo, sendo confrangedora a actuação da equipa do Tourizense, que se limitava a defender atrás da linha da bola. Adivinhavam-se mais golos, tentados por Pedro Aparício, aos 46', num remate à entrada da área, que o guarda-redes defendeu com algum aperto, para Henrique, na recarga, atirar à sua figura e aos 49', por Ricardo Pinto, que atirou por cima, em posição privilegiada, uma bola que sobrou na área da marcação de um pontapé de canto. O 3-0 surgiu naturalmente, aos 52', com Diogo H. Carvalho a coroar a sua boa exibição com um golo obtido à boca da baliza, após passe de Ricardo Tavares, que recolheu na direita uma bola que sobrou da marcação de um pontapé de canto do lado contrário.
O vencedor estava encontrado, mas, com tanto tempo ainda para jogar, não se esperava que a produção do Beira-Mar tivesse caído a pique, não tendo criado mais nenhuma situação perigosa até perto do final. O Tourizense passou a ousar mais e esse seu atrevimento rendeu duas situações, aos 74' (falha clamorosa do sector recuado aveirense) e 75' (livre em arco que saiu a roçar os ferros), que poderiam ter originado o tento de honra. Só em período de compensação, e já com o Tourizense reduzido a 10 unidades, se viu mais Beira-Mar, com Ricardo Tavares a fugir pela direita e a oferecer o 4-0 a Henrique, que emendou à boca da baliza a bela assistência (fez 3 neste jogo) do seu colega, que mostra a quem quer ver que é tão importante marcar golos como dá-los a marcar a quem está em melhor posição, ou não fosse o futebol um desporto colectivo. O nosso aplauso para ele!
Num jogo tão desequilibrado, esperava-se uma melhor arbitragem do Sr João Pereira, juiz da AF Porto, que errou tanto no aspecto técnico (grande penalidade não assinalada sobre Ricardo Tavares) como no aspecto disciplinar (a amostragem dos cartões não pode ser salomónica, nem estar dependente de quem tem, ou não tem, amarelos).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

JUVENIS: Discussão até ao fim

CD Feirense, 2 - SC Beira-Mar, 1
(1-1, ao intervalo)

O SC Beira-Mar averbou, na sua deslocação a Santa Maria da Feira, a terceira derrota no campeonato nacional de juvenis, tendo sido incapaz de guardar a vantagem adquirida sobre o Feirense, que operou uma reviravolta no marcador e acabou por vencer por um tangencial 2-1, que tem de se aceitar, sobretudo pela superioridade evidenciada pelos "fogaceiros" durante os primeiros 40 minutos. A formação de Aguinaldo Melo e Edmundo Ferreira bateu-se sempre pelo resultado, numa segunda parte equilibrada que manteve a incerteza até final, com os auri-negros a falharem uma flagrante oportunidade para empatar a partida já em período de compensação.
No complexo desportivo do CD Feirense, sob uma boa arbitragem do Sr. Pedro Oliveira, da AF Aveiro, o SC Beira-Mar apresentou-se com:
Hugo (gr); Diogo H. Carvalho (Sousa, 77'), Ricardo Pinto, João Rafael e Filipe Melo; André Silva (cap), Pedro Aparício (Miguel, int) e Diogo M. Carvalho (Hugo Custódio, 61'); Rúben Marques, Ricardo Tavares e Henrique.
Suplentes não utilizados: Canha (gr), Gui, Fábio e Bruno Filipe.
A equipa do Beira-Mar entrou muito bem no jogo, tendo-se superiorizado ao seu adversário na parte inicial da partida, empurrando o jogo para o meio campo do Feirense e guardando a posse de bola durante largos períodos de tempo. Diogo H. Carvalho, aos 4', na sequência de um canto na esquerda, assinou mesmo a primeira nota de perigo, cabeceando ligeiramente ao lado da baliza defendida pelo guardião Xavier.
O Feirense, passado este período inicial de supremacia aveirense, começou a tomar conta do jogo e, aos 13', Ratinho surge isolado na cara de Hugo, fazendo-lhe um "chapéu" que ia para golo, valendo a intervenção "in extremis" de Ricardo Pinto a sacudir a bola em cima da linha de baliza.
Este lance assinalou a mudança completa no sentido de jogo, com o Feirense a ficar claramente por cima e a criar sucessivas situações para chegar à vantagem. Aos 19' é Hugo que nega o golo aos da casa, detendo com segurança novo remate de Ratinho, que lhe surgiu outra vez pela frente após uma boa jogada de envolvimento da equipa da casa.
O golo do Feirense adivinhava-se e, aos 22', na sequência de mais uma bela jogada gizada pelos "azuis", Cláudio faz uma diagonal da esquerda para o meio, fica na cara do guardião aveirense e proporciona-lhe outra magnífica intervenção, que adiou a abertura do marcador. E foi contra a chamada corrente do jogo que, aos 25', André Silva, num pontapé de ressaca desferido de fora da área, surpreendeu o guardião Xavier, obtendo o 0-1 e dando vantagem à sua equipa.
A equipa da casa não se desuniu com este revés, sofrido numa altura em que estava claramente por cima, e continuou a manter a pressão sobre o último reduto auri-negro.Na marcação de um canto, aos 30', o central Joca remata mesmo à barra da baliza de Hugo, adiando para os 34' aquilo que há muito se esperava - o golo do Feirense. O empate foi resultado de mais uma excelente combinação de ataque da equipa santamariana, com Bruno a ficar na cara de Hugo e a fazer, desta vez, o 1-1.
A segunda parte foi de maior equilíbrio, quer em termos de posse de bola, quer em função das oportunidades de golo criadas. O jogo acabaria por ser decidido a favor da equipa que revelou um melhor aproveitamento das ocasiões criadas. A primeira delas surgiu, aos 55', para o lado dos aveirenses, com Ricardo Tavares, primeiro, e Diogo H. Carvalho, depois, a desperdiçarem uma grande oportunidade para desempatar a partida, não dando o melhor seguimento a um cruzamento da esquerda feito por Henrique. Neste capítulo os feirenses foram mais "matadores" e, aos 59', após uma transição que resultou de uma perda de bola em zona recuada, Ricardo aproveitou um corte feito para a zona central da área e rematou para o 2-1, um golo sem hipóteses de defesa para o guardião Hugo.
Agora era o Beira-Mar que corria atrás do prejuízo, mas denotava muitas dificuldades em importunar o guarda-redes da casa. Apenas aos 68', na sequência de um livre lateral apontado por Ricardo Tavares do lado esquerdo, Henrique surgiu ao segundo poste com muito perigo e possibilidades para chegar à igualdade. O tempo corria a favor dos feirenses, que, aos 79', aproveitando o adiantamento da equipa auri-negra em busca do empate, tiveram possibilidades de "matar" o jogo, com Ratinho a aparecer na cara de Hugo, mas a pecar na finalização.
E foi já no último minuto de compensação, dos 3 dados pelo juiz da partida, que Ricardo Tavares, numa magnífica iniciativa individual pela esquerda, "oferece" o golo do empate a Henrique, que foi infeliz no desvio e fez a bola passar a rasar o poste direito da baliza de Xavier. Foi o último suspiro de uma equipa do Beira-Mar que mostrou grande atitude, lutando sempre pelo resultado até final.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

JUVENIS: Vitória com sofrimento desnecessário

SC Beira-Mar, 3 - Lusitano Vildemoinhos, 2
(1-1, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar alcançou ontem a sua segunda vitória no campeonato nacional, batendo, no estádio Mário Duarte, a sua congénere do Lusitano FC, de Vildemoinhos, por um tangencial 3-2. A vitória pela diferença mínima da equipa auri-negra, que a obrigou a sofrer até ao derradeiro apito do árbitro, resulta da conjugação de vários factores, que começaram num enorme desaproveitamento de flagrantes oportunidades de golo criadas, passaram por alguma ansiedade revelada em diferentes fases do encontro e culminaram na concessão, uma vez mais, de facilidades ao adversário, resultantes de incompreensíveis erros defensivos.
Aguinaldo Melo apresentou a seguinte equipa:
Canha(gr); Diogo H. Carvalho, Gui, João Rafael e Bruno Filipe (Filipe Melo, 70'+3); Miguel, Pedro Aparício (cap) e Diogo M. Carvalho; Rúben Marques (Duílio, 59'), Ricardo Tavares e Henrique (Hugo Custódio, 70'+3).
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Sousa, Ricardo Pinto e Fábio.
Quando, logo aos 5' de jogo, depois de um começo algo incipiente, Ricardo Tavares colocou a sua equipa em vantagem, após uma jogada de insistência de Pedro Aparício, que serviu o 1-0 ao seu colega em "bandeja de prata", pensou-se que o mais difícil estava feito e que a equipa do SC Beira-Mar partiria para uma vitória tranquila. Esta ideia ainda mais se adensou, quando, no minuto seguinte, foi Ricardo Tavares a oferecer ao "capitão" auri-negro a hipótese do segundo golo aveirense, mas Pedro Aparício apenas proporcionou uma excelente defesa ao guardião viseense Tiago.
A verdade é que a história do jogo foi diferente e as equipas recolheriam aos balneários com uma igualdade (1-1) no marcador, resultado nada condizente com aquilo a que se assistiu no relvado principal do estádio Mário Duarte. Mas, no futebol, a eficácia é tudo e o Lusitano aproveitou a única oportunidade que teve nos primeiros 40' e igualou a partida, aos 14', resultado da marcação de um livre na zona intermediária, em que a defensiva aveirense concedeu imensas facilidades, permitindo um primeiro remate, que Canha ainda defendeu e consentindo, depois, a recarga vitoriosa.
Do lado auri-negro, o destaque ia para o desperdício verificado, com Pedro Aparício (aos 12'- remate ao poste e aos 38'), Rúben Marques (aos 14') e Ricardo Tavares (aos 27') a disporem de oportunidades mais do que suficientes para darem à sua equipa uma vantagem confortável.
O regresso após o descanso trouxe um cenário semelhante, com os auri-negros, que revelavam já alguma ansiedade, a desperdiçarem oportunidades para se adiantarem no marcador. Até que tudo, finalmente, parecia bem encaminhado para a vitória tranquila e desejada, quando, no espaço de 5 minutos (Henrique, aos 59' e Bruno Filipe, aos 64', na marcação de uma grande penalidade) colocaram o resultado num 3-1 favorável aos aveirenses.
Mas o "treme, treme" regressaria pouco depois, aos 69', com  a obtenção do 3-2 pela equipa do Lusitano, golo em que as facilidades defensivas, por banda dos auri-negros, foram ainda mais gritantes do que as concedidas no golo do empate, colocando a nu lacunas no modo como são encarados os lances de bola parada.
Apesar da superioridade da equipa da casa, a diferença mínima no marcador fez acreditar quem estava em desvantagem e acrescentou algum nervosismo e ansiedade a quem estava na frente, pelo que os minutos finais foram de alguma incerteza no marcador, que poderia teria sido perfeitamente evitada.
Acabou por ganhar a melhor equipa, que somou a sua segunda vitória consecutiva, nas vésperas de mais uma jornada importante, em Santa Maria da Feira.

domingo, 28 de agosto de 2011

JUVENIS: Auri-negros conquistam primeira vitória

NDS Guarda, 1 - SC Beira-Mar, 2
(1-1, ao intervalo)

À terceira, foi de vez! Depois de dois desaires nas duas primeiras jornadas do campeonato nacional de juvenis, a equipa de Aguinaldo Melo e Edmundo Ferreira somou os seus 3 primeiros pontos na prova, vencendo, na sua deslocação à Guarda, a formação do Núcleo por um tangencial 1-2.
A vitória conquistada pelos sub-17 do SC Beira-Mar no estádio Municipal da cidade egitaniense foi difícil mas inteiramente justa, assumindo um carácter fundamental na moralização do grupo auri-negro com vista às próximas jornadas.
A equipa da casa adiantou-se no marcador, mas Diogo Hipólito Carvalho, ainda antes do descanso, viria a empatar na sequência da marcação de um pontapé de canto. O goleador Ricardo Tavares confirmaria, já no decorrer da segunda parte e depois de várias oportunidades frustradas, a reviravolta no marcador, marcando o golo que fez encher a bagagem dos auri-negros com os primeiros 3 pontos alcançados no campeonato.