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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

JUVENIS: Empate em jogo de alta tensão

UD Oliveirense, 1 - SC Beira-Mar, 1
(1-1, ao intervalo)

Oliveirense e Beira-Mar protagonizaram ontem, em Oliveira de Azeméis, um jogo muito intenso, nem sempre bem jogado, mas onde a emoção e o empenho de todos os atletas estiveram sempre presentes, do primeiro ao último minuto. Separadas por apenas 2 pontos na tabela classificativa da série B do campeonato nacional de juvenis e em zona crítica no que à despromoção diz respeito, ambas as formações tinham consciência da importância de um bom resultado neste jogo e essa responsabilidade foi transportada para dentro das quatro linhas, traduzindo-se numa aplicação a fundo de todos os intervenientes, que disputaram cada lance como se fosse o último. A outra face da moeda foi a perda de clarividência e o discernimento necessário para dar ao jogo a qualidade que não teve e que os protagonistas eram capazes de mostrar, libertos da pressão a que foram sujeitos.
O resultado acaba por se aceitar, a derrota para qualquer das equipas seria um castigo demasiado severo face à entrega ao jogo que os atletas evidenciaram, mas quer Oliveirense, quer Beira-Mar, recordarão os momentos que tiveram, capazes de ter dado outro rumo aos acontecimentos.
Foi uma equipa do Beira-Mar dizimada por doenças e lesões, a somar ainda a um castigo, que se apresentou no sintético principal do complexo da Oliveirense, sendo de referir a presença de 11 atletas de primeiro ano nos 17 convocados, dos quais 6 foram titulares, acabando a equipa por estar com 8 desses elementos em campo. Para este jogo de crucial importância, Aguinaldo Melo elegeu os seguintes jogadores, que tão boa conta deram de si:
Samuel (gr); João Rui, Guilherme, João Rafael e Bruno Filipe; André Silva, Balacó (cap) (Diogo M. Carvalho, int) e Rafa; Ricardo Tavares (Tiago Gomes, 74'), Marc (Henrique, 66') e Danny.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Rúben Marques e João Valente.
Se a Oliveirense entrava em campo em superioridade no que ao capítulo físico-atlético dizia respeito, foi ao Beira-Mar que pertenceu a primeira oportunidade de golo, estavam decorridos apenas 2' de jogo, numa boa iniciativa de Ricardo Tavares, na direita, com um cruzamento para a zona de finalização onde, nem Marc, nem Danny foram lestos a dar o último toque.
Aos 10', o Sr. Carlos Taveira, árbitro do encontro, da AF Aveiro, dá início ao festival de cartões com que "coloriu" a equipa do Beira-Mar (7 amarelos e 1 vermelho, por acumulação), num lance em que Samuel, após hesitação sua e de João Rafael, sai da sua área para pôr cobro a um lançamento em profundidade, com o solicitado jogador da Oliveirense a chegar primeiro à bola, atirando-a contra o corpo do guardião aveirense. O juiz da partida marcou falta e, na nossa opinião, errou duas vezes: primeiro porque a intervenção de Samuel não foi com as mãos e, depois, se o tivesse sido, a cor do cartão teria de ser diferente. Na marcação do livre, Samuel desvia a bola para a barra, mas o lance teve uma maior importância porque condicionou o trabalho do árbitro para o resto do jogo, sempre muito severo para com os jogadores auri-negros, passando a sofrer uma grande pressão, dentro e fora das quatro linhas, com reflexo nas suas decisões.
Para piorar as coisas, do ponto de vista dos ânimos oliveirenses alterados, o Beira-Mar abriria o marcador, no minuto seguinte, com Samuel a repor rapidamente a bola em jogo e a isolar Marc, que ganha em velocidade ao seu marcador, isola-se e, após uma primeira tentativa falhada, emenda e faz o 0-1 à segunda.
A equipa da casa reagiu ao golo, mas o melhor que conseguia, perante uma bem organizada equipa do Beira-Mar, tonificada pelo golo, era a conquista de alguns pontapés de canto, na sequência dos quais, num deles, aos 21', surge um cabeceamento na área de um jogador oliveirense, livre de marcação, que levou a bola até às mãos de Samuel.
A equipa de Aguinaldo Melo, depois de suster este ímpeto de reacção ao golo, equilibrou as operações e passou a jogar mais perto da baliza contrária. Foi assim que, aos 24', Marc, em jogada individual, remata de fora da área, fazendo passar a bola não muito longe do alvo. O mesmo jogador, aos 28', inicia uma boa jogada pela esquerda, trocando com Danny, que endossa para a entrada da área, onde surgiu André Silva a rematar rasteiro, com a bola a roçar o poste esquerdo da baliza defendida por Leandro Sá.
O jogo estava intenso, emotivo, as paixões levadas ao rubro em cada lance mais disputado (Gui e André Silva já tinham sido, entretanto, também "amarelados") e, com o aproximar do final do primeiro tempo, a Oliveirense fez um "forcing" para restabelecer a igualdade no marcador. Aos 34', valeu uma intervenção arrojada de Samuel, opondo-se com êxito a uma entrada pelo meio de um jogador da casa, que lhe surgiu pela frente, ao oferecer o corpo à bola, evitando um golo que já era festejado antecipadamente. A resistência aveirense durou apenas mais um minuto, já que, aos 35', o árbitro da partida considera faltosa uma intervenção de João Rui (que viu o 4º amarelo para o Beira-Mar neste jogo) sobre um adversário, dentro da área e não teve dúvidas, perante os veementes e prontos protestos oliveirenses, ouvidos dentro e fora das 4 linhas, em assinalar a marca da grande penalidade. Vítor, indiferente às razões dos aveirenses, aproveitou para colocar o marcador em 1-1, ainda que Samuel tenha adivinhado o lado para o qual a bola foi enviada.
Animados pelo golo, os jogadores da casa galvanizaram-se, baralhando, por momentos, o equilíbrio defensivo dos auri-negros. Foi assim que, antes do apito para o descanso, a Oliveirense, por duas vezes, esteve à beira de consumar a "cambalhota" no marcador. Aos 39', na marcação de um livre frontal, a bola bate na barreira e quase trai Samuel, para, no minuto 40 e na sequência da melhor jogada da Oliveirense em todo o encontro, a equipa da casa desperdiçar uma oportunidade flagrante para chegar ao golo. O lance inicia-se no meio-campo, com sucessivas e rápidas trocas de bola, sempre em progressão pelo lado direito, ficando a equipa do Beira-Mar descompensada no lado contrário, para onde foi colocada a bola, rematada violentamente por cima da barra, quando o jogador interveniente (o criativo nº. 17), apenas com Samuel pela frente, tinha tudo para mandar a sua equipa em vantagem para os balneários.
A sorte que a equipa do Beira-Mar teve ao findar o primeiro tempo, acabou por ser desbaratada logo no primeiro minuto da segunda parte, quando, após lançamento lateral de João Rui, no enfiamento da grande área oliveirense, Marc, solicitado de cabeça por Danny, rodopia dentro da grande área e fica na cara de Leandro, contra o corpo do qual desfere um remate, que bem poderia ter estado na origem de mais um golo para a turma aveirense.
Este lance como que foi o mote para a segunda parte, com ambas as equipas empenhadas em chegar à vitória, ainda que, em termos de oportunidades, tivessem pertencido ao Beira-Mar as melhores e mais flagrantes. Da muita luta e entrega de todos os atletas, resultou apenas, aos 55', novo lance de perigo junto de uma das balizas, com Ricardo Tavares a cruzar, da direita, para o segundo poste, onde Diogo Carvalho chegou um tudo-nada atrasado. Nota para mais 2 cartões amarelos mostrados a Rafa e a Danny, aos 56' e 58', que colocaram a contabilidade em 6-0 "a favor" do Beira-Mar, mostrando claramente que o Sr. Carlos Taveira estava a sentir, em demasia, o ambiente criado. Como é possível, num jogo bem disputado, mas sempre com lealdade e "fair-play", mostrar a uma equipa 6 cartões, que passariam a 7 pouco depois, e à outra rigorosamente nenhum? Não é verdade que tivesse estado sobre o terreno de jogo uma equipa indisciplinada e outra rainha da correcção. Todos os atletas foram briosos, dignos uns dos outros, a diferença esteve no critério (ou melhor, na falta dele) do Sr. Carlos Taveira, que sentiu em demasia o calor que envolveu a partida, especialmente a partir do lance com Samuel, aos 10' de jogo.
Até que chegámos ao minuto 70, momento do jogo que nada alterou, em termos de resultado final, mas que poderia ter originado rumos completamente diferentes à partida. Nesse instante, e na mesma jogada, o Beira-Mar, por 3 vezes, esteve muito perto de desempatar a partida, com Henrique (duas vezes) e Danny a estarem muito perto do golo, negado pelos defesas oliveirenses, que salvaram os dois últimos remates (de cabeça, por Henrique e com o pé, por Danny) em cima da linha fatal, depois de bola ter já ultrapassado o guardião Leandro Sá. Não deu golo para o Beira-Mar e, na transição para o contra-ataque da Oliveirense, Gui comete falta na zona do meio-campo, vê o segundo cartão amarelo e consequente vermelho. Foram 10' de inferioridade numérica, que levaram a equipa de Aguinaldo Melo a cerrar fileiras, passando Danny (extremo/avançado) a jogar no lugar de defesa central, num sinal de que a equipa, neste jogo, estava disposta a tudo para honrar os seus pergaminhos. E, apesar do ânimo final que esta situação transmitiu à equipa da Oliveirense, o Beira-Mar defendeu-se sempre muito bem e não permitiu sequer que qualquer situação de perigo tivesse sido construída pelo seu adversário.
Chegava ao fim um daqueles jogos em que os atletas gostam de participar, com todos a saírem de cabeça bem erguida, cientes de que tinham lutado até aos limites pelo seu emblema. O pior foi mesmo o árbitro, que até nos pareceu não ser mau tecnicamente, mas que se deixou influenciar pelo ambiente, condicionando os jogadores do Beira-Mar com a amostragem de cartões, num jogo que não o justificou.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

JUVENIS: Ganhava quem marcasse

SC Beira-Mar, 0 - A Académica Coimbra, 1
(0-0, ao intervalo)

Num jogo pautado por grande equilíbrio, disputado de forma muito intensa, quase sempre longe das zonas de decisão e em que rarearam as oportunidades de golo, a equipa da Associação Académica de Coimbra acabou por ser a mais afortunada e levou de vencida, com um golo solitário obtido por Nuno Rodrigues, aos 59' de jogo, uma equipa do Beira-Mar que se viu, mais uma vez, castigada por uma derrota caseira, que verdadeiramente não merecia.
Sob a arbitragem do Sr. Nuno Vaz, da AF Viseu, as equipas apresentaram-se com:
SC Beira-Mar: Samuel (gr); João Rui, Manuel e Miguel; André Silva (cap), Rafa, Pité e Nito; Tiago Gomes (Marc, 51'), Henrique (Balacó, 70') e Tiago Azevedo (Bruno Filipe, 73').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), João Rafael, Rúben Marques e Diogo M. Carvalho.
A Académica C: Leonel (gr e cap); Patrick Leitão, Raphael, Miguel Rodrigues e João Neves; Samuel, Luís Borges, Patrick Ferreira e André Jorge (Fábio Gomes, int); Nuno Rodrigues (Rolente, 78') e Diogo Reverendo (Jorge Correia, 51').
Suplentes não utilizados: Miguel Rodrigues (gr), João Ferrão, João Neves e Xavier.
A primeira parte não teve golos e, quando o lance mais perigoso dos primeiros 40' foi um remate de Miguel Rodrigues, aos 13', na marcação de um livre directo, em posição frontal e já muito perto da linha limite da grande área aveirense, em que o central coimbrão proporcionou ao guardião Samuel uma atenta defesa para canto, sobram razões para justificar o nulo que se verificava ao intervalo. Com os meios-campos muito povoados, o jogo disputou-se essencialmente nessa zona do terreno e as equipas acabaram por se anular mutuamente, ficando desde logo a ideia que este seria um jogo que se decidiria com a marcação de um golo.
Já o segundo tempo começou mais movimentado, com um melhor início da equipa do Beira-Mar, que, logo aos 43', criou uma soberba oportunidade para abrir o marcador e, quiçá, dar um rumo diferente aos acontecimentos finais. Pité "inventa" espaço numa nesga de terreno, dentro da grande área e assiste, com um curto passe atrasado, o pé direito de Henrique, livre de marcação, com o avançado auri-negro a aplicar um pontapé de primeira que embate no corpo de um defesa estudante, quando tinha tudo para fazer golo. Pouco depois, aos 45', foi André Silva, em posição frontal, de fora da área, após mais uma boa jogada da equipa da casa, a tentar a sua sorte, mas também não foi feliz.
A Académica respondeu, aos 53', na sequência de uma reposição da bola em jogo pelo seu guarda-redes e após uma imperdoável falha no centro da defesa, surgindo o recém-entrado Jorge Correia na cara de Samuel, que saiu ao seu encontro e fez gorar a soberana ocasião para os forasteiros chegarem à vantagem.
Nesta fase do jogo sentia-se, cada vez mais, que quem fizesse um golo sairia vencedor. E a Académica, depois de ter ameaçado, aos 57', novamente num livre em posição privilegiada, que Miguel Rodrigues rematou para fora, viria mesmo a marcar, aos 59', por intermédio do seu avançado Nuno Rodrigues, que foi servido na zona frontal, apareceu na cara de Samuel e desviou com êxito, à saída do guardião aveirense, para o fundo das redes.
Os auri-negros acusaram muito este golpe e desconcentraram-se do jogo momentaneamente, dirigindo mais as suas atenções para o árbitro da partida, pondo em causa a regularidade do golo obtido. Isto valeu, para além de um cartão amarelo a Nito a expulsão directa de Pité, que só ele e o Sr. Nuno Vaz saberão explicar os motivos.
Reduzidos a 10 e ultrapassado este momento menos bom, só "deu" Beira-Mar até ao final. Os atletas auri-negros, mesmo em inferioridade numérica, lutaram até à exaustão na tentativa de chegarem à igualdade, mas o melhor que conseguiram foi um lance, aos 65', em que Tiago Azevedo, após jogada de insistência, vê a bola sobrar para aplicar o seu remate, que parou nas mãos de Leonel. Com o jogo agora mais perto da área estudantil, estes souberam gerir a vantagem e só voltariam a ser incomodados já em período de compensação, quando Rafa remata de cabeça, ao lado, após livre de Marc.
Com o campeonato nacional a aproximar-se de uma fase decisiva, é importante que a equipa não se desuna e que se concentre verdadeiramente nos seus objectivos globais. Cada jogo disputado é o mais importante, sem dúvida, mas os atletas devem obrigatoriamente pensar e saber, que atrás desse virá outro ainda mais decisivo. E, no futebol, há saber ganhar e saber perder. Ainda que as vitórias morais não interessem a ninguém, é bem melhor chegar ao fim de um jogo com a sensação do dever cumprido, mesmo perdendo, do que o desaire acontecer por desleixo ou irresponsabilidade. E, outra coisa, tal como quando se ganha a vitória deve ser repartida por todos, também na hora da derrota devemos ser solidários e não apontar o dedo a ninguém. E, meus amigos, no jogo com a Académica, tendo em conta todas as contrariedades surgidas durante a semana e mesmo antes do início desta partida, a equipa esteve à altura das suas responsabilidades e perdeu como poderia ter ganho. O empate era, aliás, o resultado mais justo.
Quanto ao árbitro da partida, pela nossa parte não lhe apontamos responsabilidades pela derrota e damos-lhe o benefício da dúvida no golo da Académica. Mas se, no capítulo técnico, esteve a um nível aceitável, já os seus critérios disciplinares se mostraram demasiado rigorosos para com jovens de 16 anos, a quem uma atitude mais pedagógica serviria muito melhor.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

JUVENIS: Goleada serrana!

AD São Romão, 0 - SC Beira-Mar, 5
(0-1, ao intervalo)

Deu-se bem com os ares da Serra da Estrela a equipa de juvenis do SC Beira-Mar, que ontem se deslocou a São Romão, nos arredores da cidade de Seia, onde alcançou uma retumbante vitória, de vital importância para as aspirações da equipa treinada por Aguinaldo Melo. Os números (0-5) assumiram mesmo contornos de goleada, mas, com um golo obtido apenas nos instantes que antecederam a recolha aos balneários para intervalo, e depois de ter passado por um ou outro calafrio na parte inicial do jogo, a consolidação da vitória aveirense viria somente no período complementar. Com efeito, uma entrada explosiva dos auri-negros na segunda parte permitiria a obtenção de mais dois golos nos minutos iniciais deste período, que tranquilizaram a equipa, que passou a explanar melhor o seu futebol, sendo os números do marcador "arredondados" para um motivador e encorajante 0-5 já na fase final da partida.
O SC Beira-Mar apresentou-se, no sintético do Estádio da Nossa Senhora da Conceição, tendo a Serra da Estrela como pano de fundo, com os seguintes jogadores:
Samuel (gr); João Rui, André Silva, João Rafael e Iúri (João Meireles, int); Rafa, Balacó (cap) (Wilson, 54') e Pité (Henrique, 70'); Tiago Gomes, Marc e Danny.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Diogo H. Carvalho, Pedro Aparício e Tiago Azevedo.
O encontro teve uma parte inicial de jogo repartido pelos dois meios-campos, mas com o São Romão a criar a primeira situação para poder chegar ao golo. Estavam decorridos apenas 5', quando, numa jogada desenvolvida pelo flanco direito do seu ataque, um jogador do São Romão fica em excelente posição para alvejar a baliza auri-negra, tendo o seu remate partido muito forte e bem direccionado, valendo a boa intervenção de Samuel, que desviou para canto. Na sequência deste, novo calafrio para o último reduto aveirense, já que a bola, batida ao primeiro poste, é desviada de cabeça pelo central da equipa da casa, que falhou o golo por muito pouco. A este lance respondeu o Beira-Mar, aos 8', num livre marcado por Marc para a plena área, onde entrou bem Rafa, que falhou o golpe de cabeça por um triz.
Aos poucos o Beira-Mar foi ganhando ascendente e foi já numa fase em que estava por cima, aos 16', que um canto marcado por Pité, do lado direito, coloca a bola na cabeça de Danny, que a envia, com estrondo, à barra, perdendo-se soberana ocasião para chegar ao primeiro golo. Este poderia, de novo, ter acontecido, aos 18', na sequência de uma boa jogada de ataque da equipa auri-negra, com Iúri a mudar o flanco de jogo e a colocar a bola na direita, em Tiago Gomes, que evita um adversário e "pica" a bola para a baliza, onde um defesa da casa a tira, "in extremis", evitando o pior para a sua equipa. Aos 25', foi Marc a tentar a sua sorte de longe, mas o seu remate de fora da área, que desviou ainda num adversário, faz a bola roçar o travessão, voltando a adiar para mais tarde o golo inaugural.
O jogo parecia controlado pelo Beira-Mar, mas o 0-0 mantinha-se e esse era um resultado que todos sabiam nada interessar à equipa aveirense, temendo-se que, a qualquer momento, esse facto pudesse gerar alguma pressão negativa nos jogadores auri-negros. A verdade é que, aos 32', face a uma grande passividade nas linhas mais recuadas da equipa que viajou de Aveiro, o São Romão voltou a criar perigo para baliza defendida por Samuel, com o jogador nº. 10 serrano a cabecear na cara do guardião beiramarense para as mãos deste. Respirou-se de alívio e esperou-se pelo minuto 36, para assistir a mais uma tentativa da equipa do Beira-Mar chegar ao golo. Foi na sequência de mais um dos inúmeros pontapés de canto conquistados pela nossa equipa, que Danny, num pontapé de ressaca desferido da zona da meia-lua, faz passar a bola perigosamente perto do poste direito da baliza do São Romão.
O intervalo parecia ir chegar sem que o marcador funcionasse, mas, como até ao lavar dos cestos é vindima, perto do minuto 40 o Beira-Mar chegou ao festejado golo. A jogada é excelente e o golo vistoso, fruto de um cruzamento de Danny (grande jogo, campeão!), servido na esquerda, para uma fulgurante entrada de Pité, que de cabeça e no coração da área, num acrobático mergulho "à peixe", anicha a bola no fundo das redes contrárias. Os momentos são sempre bons para marcar golos, mas este 0-1 obtido em cima do intervalo viria a revelar-se de fundamental importância para o desfecho final.
Embalados pela vantagem obtida em momento psicologicamente tão importante, os aveirenses regressaram mais motivados para a segunda parte e fizeram-no a todo o gás, com a obtenção de dois golos logo na fase inicial, que seriam decisivos para o desfazer de dúvidas sobre o vencedor do jogo. Logo aos 43´, na sequência de um livre a meio do meio-campo do São Romão, Marc, quando todos esperavam que colocasse a bola na área, abriu na esquerda em Pité, que cruzou para uma finalização fácil, ao segundo poste, de Danny, que bem mereceu este 0-2. Novo golo surgiria, aos 48', através de Marc, que ganhou no corpo-a-corpo (!) ao seu adversário, numa disputa de bola reposta em jogo por Samuel, isolou-se e atirou com precisão para o 0-3 à saída do guardião serrano. Golo simples, este que acabou com as dúvidas e libertou a equipa do Beira-Mar para uma segunda parte onde foi claramente superior ao seu adversário, tendo construído e desperdiçado várias ocasiões de golo, para além daquelas que lhe permitiriam a obtenção de mais dois golos.
Aos 51' é Pité, que recebeu na zona da meia-lua, a tirar o seu opositor da frente e a rematar de pé esquerdo, fazendo a bola esbarrar na parte superior da barra. Aos 58', transição rápida da equipa aveirense, com Pité a conduzir desta vez a bola e a servir Danny, que rematou livre de marcação para uma intervenção de valor e muito difícil do guardião do São Romão. O guarda-redes da casa voltaria a estar em evidência no minuto seguinte, negando de novo a Danny a obtenção de mais um golo, ao opor-se com mais uma defesa de recurso ao remate frontal desferido pelo avançado auri-negro.
O domínio da equipa de Aguinaldo Melo era total e só aos 66', numa fase também de algum "adormecimento" aveirense, o São Romão deu sinal de si nesta segunda parte, quando Hélder, quiçá o jogador da casa de maior qualidade, desperdiça uma oportunidade para encurtar distâncias, atirando ao lado da baliza de Samuel, com o guardião auri-negro fora dos postes. Este lance pareceu espevitar de novo os nossos jogadores e, aos 68', a equipa do Beira-Mar volta a estar muito perto do golo, após excelente jogada de Wilson, que isolou Marc, para o goleador aveirense, desta vez, na cara do guardião do São Romão, atirar contra o seu corpo. O Beira-Mar voltava a jogar bem e, aos 73', chegaria o momento do 0-4, após uma boa circulação de bola, da esquerda para a direita, com Marc a ser assistido por Danny e a chegar ao golo através de um cruzamento/remate, que contou com a colaboração de um defesa do São Romão, que ainda tocou na bola.
Com o resultado em números que assumiam já contornos de goleada, assistiu-se, então, a uma fase de esbanjamento de oportunidades de golo. Aos 75', Rafa, num pontapé de ressaca faz a bola passar muito perto do poste esquerdo; aos 77', um remate em arco de Tiago Gomes, feito da direita, com o seu pé esquerdo, após mais uma bonita circulação de bola, faz esta passar muito perto do alvo; finalmente, aos 78', Henrique, após jogada pela esquerda, oferece o golo a Marc, que, no meio, fica ligeiramente adiantado relativamente à trajectória da bola.
Parecia que tudo estava terminado, mas houve tempo ainda para assistir a uma perdida escandalosa de um jogador do São Romão, após uma desconcentração de Samuel, que, na reposição de um pontapé de baliza, lhe ofereceu a bola. E, já no final do período de compensação, Tiago Gomes, numa recarga a uma defesa feita pelo guarda-redes após cabeceamento de Danny, tem tempo para evitar um adversário e atirar para o definitivo 0-5.
Excelente arbitragem realizada pelo Sr. Luís Ramos, da AF Viseu.

domingo, 17 de outubro de 2010

JUVENIS: Padroense foi adversário muito forte

Padroense FC, 3 - SC Beira-Mar, 0
(2-0, ao intervalo)

Uma parte da equipa de juvenis do SC Beira-Mar reencontrou, hoje de manhã, no jogo que disputou no sintético do Campo de Treinos do Padroense FC, um adversário bem conhecido da época passada, quando a maioria dos seus jogadores representava o FC Porto no escalão de iniciados e nos bateu folgadamente (5-0) por duas vezes. Não eram, pois, muito boas as recordações destes atletas adversários, que na presente época rodam no Padroense, para voltar, na sua maioria, ao clube do Dragão na próxima temporada. A equipa do Padrão da Légua mostrou-se sempre superior, dotada de jogadores de uma riqueza técnica muito acima da média e com processos de jogo bem definidos e por todos muito bem assimilados e postos em prática. O Beira-Mar, pese embora toda a vontade e abnegação postas em campo, nunca mostrou argumentos capazes de contrariar o domínio do nosso adversário, tendo-se Samuel cotado mesmo como o melhor elemento em campo da formação auri-negra, sofrendo dois dos três tentos encaixados pelos auri-negros na marcação de grandes penalidades.
A entrada do Padroense no jogo foi muito forte, com Vítor, o "capitão da casa" a assumir desde cedo as despesas da organização da sua equipa e a proporcionar, logo no primeiro minuto, uma abertura na direita, isolando o extremo do Padroense, que rematou sozinho para a primeira grande intervenção de Samuel. Pouco depois, aos 4', numa nova jogada pelo mesmo flanco, é o ponta-de-lança da casa, André Silva (nº 9), a rematar em boa posição para defesa apertada do guardião aveirense. Os auri-negros estavam confundidos, não acertavam nas marcações e, aos 6', aconteceu o inevitável e o Padroense, através de um remate forte e colocado, desferido de fora da área pelo buliçoso nº 11, inaugura o marcador.
Apesar de estar em desvantagem, a equipa do Beira-Mar não alterou o seu sistema de jogo, até porque o poderio evidenciado pela equipa do Padroense fazia com que o jogo se desenrolasse, quase sempre, mais perto da baliza de Samuel. E, naturalmente, à passagem do primeiro quarto-de-hora, aconteceu o 2-0, na transformação de um grande penalidade, por Vítor, a castigar, no entender do árbitro, derrube de Miguel ao avançado André Silva, que dava sempre imenso trabalho à defensiva auri-negra, como foi exemplo o lance ocorrido, aos 22', quando o nº 9 da casa é solicitado através de um lançamento longo, para a direita, surgindo nas costas dos adversários a rematar cruzado, com muito perigo, fazendo passar a bola rente ao poste contrário, gorando-se, assim, a hipótese do terceiro golo.
O Beira-Mar só aos 25' conseguiu gizar uma jogada que colocou a bola na área do Padroense, mas o cruzamento da direita foi prontamente anulado pelo guardião da casa, socando uma bola que Ricardo Tavares se apressava por cabecear para a baliza. Este lance foi praticamente a excepção a uma regra que levava o perigo quase sempre para junto das redes aveirenses. E, até ao intervalo, o Padroense teve mais três soberanas ocasiões para dilatar o marcador, mas o avançado André Silva falha incrivelmente o golo, aos 31', com Samuel fora da baliza, tendo a sorte voltado a bafejar os beira-marenses, aos 35', quando só por milagre a bola não volta a entrar, valendo um último corte de Miguel para canto. Em cima do apito para o descanso foi Ivo (um autêntico quebra-cabeças este nº 7 do Padroense) a surgir solto na esquerda, valendo a segurança de Samuel para suster o seu remate isolado. Pouco antes desta jogada, o Beira-Mar tinha feito o seu único remate (!) durante os primeiros 40', por Danny, mas o guarda-redes contrário defendeu sem problemas.
O Beira-Mar esteve melhor na segunda parte, ainda que o domínio tivesse continuado a pertencer à equipa do Padroense, que poderia ter ampliado a vantagem, logo aos 43', na sequência da marcação de um livre na esquerda, com a bola metida na área, a ser perigosamente "penteada" pelo seu central de maior estatura (nº 4), que a fez passar ligeiramente ao lado do poste contrário. E se dúvidas houvesse quanto ao desfecho (e elas nunca existiram, valha a verdade), tudo ficou completamente esclarecido, aos 49', no lance do 3-0, uma jogada típica de penalty, expulsão e golo. Vítor, encarregado da marcação do castigo máximo, voltou a não perdoar.
Uma nota para esta expulsão de Ricardo Tavares,  facto que deixou o Beira-Mar a jogar quase toda a segunda parte com 10 elementos. O Sr Luciano Maia, árbitro da AF Braga, interpretou como intencional um corte com a mão do ponta-de-lança aveirense, que, em missão defensiva (extraordinário, campeão!), substituiu o batido Samuel e evitou, com um "carrinho", que a bola entrasse na baliza. Chamamos este lance à discussão porque lemos, recentemente, que o International Board, organismo da FIFA que regulamenta as leis do futebol, está a pensar seriamente na despenalização deste tipo de lances, por ser de um exagero atroz o castigo aplicado ao jogador e à sua equipa: penalty, que normalmente dá golo e expulsão do jogador, que fica privado de actuar no jogo em causa e em mais alguns seguintes. É, efectivamente, exagerada esta regra, acrescendo muitas vezes, que a análise é injusta, porque é julgada uma intenção que o jogador não tem (o Ricardo, no meio da sua tristeza incontida, afirma que a bola lhe foi realmente à mão, mas que ele nada pôde fazer para o evitar, sendo a sua intenção fazer o corte com o pé). É bom que alterem esta regra.
Com um elemento a menos e uma desvantagem grande no marcador, a equipa do Beira-Mar partiu para o seu melhor período, aquele em que conseguiu alguma posse de bola, ligar algumas jogadas, ainda que, tudo isto, sem incomodar muito as redes contrárias. O lance de maior perigo ocorreu, aos 50', numa jogada pela direita entre os dois Tiagos, com o Gomes a abrir na direita no Azevedo, que rematou cruzado para uma defesa apertada do guardião do Padroense. A equipa da casa só respondeu com perigo, aos 58', novamente num lance de bola parada, com o esquerdino nº 11, encarregado da marcação de um livre descaído sobre a direita, a rematar ao poste da baliza de Samuel. Pité, na jogada seguinte, ainda volta a tentar a sorte, mas o seu remate de longe sai sem perigo.
Com o tempo a decorrer, a falta de um elemento em campo começou a acentuar uma quebra física na maioria dos atletas auri-negros, que nunca viraram a cara à luta apesar da desvantagem. E com os níveis físicos em baixo da equipa de Aveiro, os jogadores do Padroense começaram a entrar com maior facilidade no último reduto do Beira-Mar e dispuseram de algumas boas oportunidades para fazer engordar o marcador. Valeu Samuel, que, em todas elas, levou a melhor sobre os seus adversários. Contabilizámos intervenções de vulto do guardião aveirense aos 69' (remate à entrada da área do nº 11, após uma boa incursão pelo meio), 72' (roubo de bola a André Silva, que, isolado, o procurava ladear), 77' (tirou o "pão da boca" ao nº 18, que lhe surgiu isolado), 78' (foi o único jogador aveirense que não foi batido por uma jogada magistral do nº 10) e 79' (intercepção de um passe para o meio, feito da direita, que encontraria um jogador da casa solto para facturar facilmente).
Vitória justa e incontestável de uma equipa com melhores argumentos do que os aveirenses e que rubricou hoje uma exibição que não deu hipóteses algumas aos comandados de Aguinaldo Melo.
Não foi (de modo algum) pelo árbitro da partida que fomos derrotados, mas não gostámos muito do seu trabalho, já que, enquanto o jogo não ficou claramente decidido (leia-se, 3-0 para o Padroense), em caso de dúvida decidiu sempre a favor da casa, utilizando, mais tarde, a chamada lei das compensações, que não fica muito bem a um juiz.
O SC Beira-Mar apresentou-se, para este jogo, com:
Samuel (gr); Nito, Miguel, André Silva (cap) e João Meireles (Tiago Azevedo, int); Rafa, Diogo Carvalho e Pité (Pedro Aparício, 63'); João Valente (Tiago Gomes, int), Ricardo Tavares e Danny.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Henrique, Bruno Filipe e Guilherme.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

JUVENIS: Dragão sofreu para vencer em Aveiro!

SC Beira-Mar, 0 - FC Porto, 2
(0-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar esteve muito perto de travar a reconhecida superioridade do FC Porto e de conquistar um ponto precioso num jogo que, à partida, todos dariam como perdido. Durou 71' a resistência aveirense, que ruiu no momento em que Diogo, com um pontapé colocado, à entrada da área, desatou o nó que fixava o nulo no marcador. Frederic, aos 77', confirmaria uma vitória que foi muito suada, que esteve longe das facilidades que o resultado pode deixar transparecer e bastaria que tivesse havido um pouco daquilo a que se costuma chamar de "futebol" para que uma surpresa das grandes pudesse ter acontecido na manhã de ontem, no Estádio Mário Duarte. A verdade é que a primeira grande oportunidade de golo do encontro pertenceu aos auri-negros, equipa que respeitou o poderio do adversário, mas que nunca deixou, sempre que pôde, de jogar no campo todo e de incomodar as redes defendidas por Luís.
Aguinaldo Melo apresentou, para um jogo que teve excelente arbitragem do Sr Nuno Vaz, da AF Viseu, os seguintes elementos:
Samuel (gr); Rúben Marques, Manuel, Miguel e Iúri (Nito, 29'); André Silva (cap), Rafa (Diogo Carvalho, 71') e Pité; Marc (Henrique, 63'), Ricardo Tavares e Danny.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), João Meireles, Wilson e Tiago Gomes.
A estratégia que o técnico aveirense traçou para esta partida consistiu numa entrega deliberada da iniciativa do jogo à equipa do FC Porto, que teve sempre muito mais posse de bola, mas encontrou na boa organização defensiva da equipa do Beira-Mar, com as suas linhas bem juntas e recuadas, um obstáculo muito difícil de ultrapassar. E não se pense que a equipa de Aguinaldo Melo se limitou apenas a defender, já que, amiúde e sempre que recuperava a bola, lançava contra-ataques muito perigosos, que puseram, numa ou noutra situação, a defesa azul-e-branca em sobressalto.
Pertenceu à equipa da casa, aliás, a primeira grande oportunidade de golo, quando, aos 10', Danny, servido na esquerda, fez uma diagonal para dentro, desferindo, já de dentro da grande área e excelentemente enquadrado com a baliza, um forte remate que ficou a centímetros de ter dado origem ao primeiro golo do encontro. A este lance respondeu o FC Porto, criando, aos 13', o primeiro lance de verdadeiro perigo para as redes beiramarenses. A jogada é pela direita, com um cruzamento ao primeiro poste, solicitando um cabeceamento, que aconteceu, muito perigoso, obrigando a difícil intervenção de Samuel, que defendeu para canto.
Aos 22', voltou o Beira-Mar a estar perto de marcar, na sequência de um livre frontal, apontado por Marc, cujo remate forte obrigou a defesa de recurso do guardião Luís. O FC Porto, aos 25', dispôs daquela que, porventura, terá sido a sua melhor ocasião para ter chegado ao golo durante a primeira parte. Gonçalo, do lado direito, faz um cruzamento ao segundo poste, onde surgiu, livre de marcação, Frederic, a cabecear à vontade, valendo mais uma magnífica intervenção de Samuel para evitar o pior para os da casa.
Os azuis-e-brancos procuravam acentuar o seu domínio, exercendo uma pressão alta que, aos 28', obrigou Rúben a atrasar a bola para Samuel, com o guardião aveirense a não ser lesto a despachar e a permitir a intercepção de um jogador visitante, com a bola a tomar o caminho da baliza, valendo a pronta intervenção de Miguel para afastar o perigo.
Até ao apito para o descanso, nota para um cruzamento/remate de Rúben, aos 38', que obrigou a uma defesa em dificuldade de Luís, que, com um bom golpe de rins, evitou que a bola entrasse na sua baliza, desviando-a para canto. O resultado ao intervalo aceitava-se perfeitamente, pois se o FC Porto tinha exercido maior domínio territorial, as equipas haviam-se equilibrado em lances de perigo junto das balizas.
Na segunda parte o "guião" do jogo foi o mesmo, ainda que, ao contrário do sucedido na etapa inicial, foi o FC Porto que dispôs da primeira grande oportunidade para abrir o activo. Ainda decorria o primeiro minuto, a bola é metida nas costas da defensiva aveirense, onde apareceu isolado Frederic (nº 7), que, na cara de Samuel, viu o guardião aveirense negar-lhe o golo com uma corajosa intervenção que amorteceu a marcha do esférico para a baliza, onde surgiu Nito a aliviar definitivamente. O Beira-Mar respondeu pouco depois, aliás como fez ao longo de todo o jogo, mantendo sempre em sentido as linhas mais recuadas da equipa nortenha. Estavam decorridos 45', Marc é encarregado da marcação de um livre, colocando a bola na área, que sobrou para o pé direito de Miguel que rematou de pronto, mas viu, in-extremis, a bola ser interceptada e gorar-se esta grande oportunidade de golo.
Aos 53' foi a vez de Leandro, numa boa incursão pelo meio, rematar cruzado, à baliza de Samuel, com a bola a sair muito perto do poste. A iniciativa continuava a pertencer aos portistas, mas o Beira-Mar nunca deixou também de procurar o golo e, aos 60', num rápido contra-ataque dos aveirenses, Pité coloca a bola em Ricardo Tavares, descaído sobre a esquerda. O avançado auri-negro, oriundo de Oliveira de Azeméis, flectiu para dentro e rematou rasteiro para uma defesa segura mas difícil de Luís.
Aos 63' surge um lance que atesta bem das dificuldades por que o Porto estava a passar. O defesa direito azul-e-branco Baldaia, vendo Danny escapar-se pela esquerda, comete falta sobre o extremo auri-negro e recebe ordem de expulsão por acumulação de cartões amarelos. Tudo parecia agora mais facilitado para que a equipa da casa atingisse os seus objectivos para este jogo, mas foi precisamente na fase do encontro em que tudo parecia mais controlado que o FC Porto chegou ao golo, com Diogo a arrancar um remate, após uma jogada de insistência pelo lado esquerdo, para o qual a estirada de Samuel foi infrutífera.
A jovem formação auri-negra acusou profundamente o golpe, sentindo que desabava, num só instante, tudo o que fora construído com muito esforço ao longo de mais de 70 minutos. Disso se aproveitou a mais experiente equipa do FC Porto, que, já depois de as equipas terem de novo ficado em igualdade numérica (Manuel foi expulso, aos 72', também por acumulação de cartões amarelos), acabaria por apontar o segundo golo, que castiga em demasia a briosa equipa do SC Beira-Mar, cujos jogadores fizeram um jogo pleno de coragem, valentia e entrega à camisola que envergam. O 0-2 resulta de uma boa combinação pela direita, com tabelas ao primeiro toque, limitando-se Frederic, à boca da baliza, a empurrar para as redes. No período de descontos, Rúben receberia também justa ordem de expulsão (as pernas já não respondiam), por agarrar um adversário que se isolava para a baliza, resultando da marcação do livre mais uma grande intervenção de Samuel a evitar o terceiro e injustificado golo.
A todos os atletas do Beira-Mar uma palavra de apreço pelo bom jogo que fizeram, tendo lutado até à exaustão e mostrado que, a jogar sempre assim, os nossos objectivos serão, de certeza, alcançados.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

JUVENIS: Não "matar" para depois... "morrer"!

SC Beira-Mar, 0 - Leixões SC, 2
(0-0, ao intervalo)

A sorte foi madrasta para os sub-17 do SC Beira-Mar, no jogo que disputaram, hoje de manhã, no Estádio Mário Duarte, frente ao Leixões, com a vitória a sorrir aos matosinhenses por dois golos sem resposta, resultado que, de todo, não corresponde àquilo que se passou dentro das quatro linhas, tendo as melhores situações de golo pertencido aos aveirenses.
Com este resultado, os auri-negros perdem a invencibilidade no seu terreno, sofrem a quarta derrota na prova (a primeira por dois golos de diferença) e descem ao 6º lugar da série B, vendo os adversários da segunda metade da tabela aproximarem-se perigosamente. Tudo isto em vésperas dos jogos com o FC Porto e Padroense.
A primeira parte teve períodos de jogo repartido, mas com o Beira-Mar a tomar a iniciativa e a ter maior ascendente, perante um adversário que se mostrou, desde cedo, ser muito forte e perigoso nas transições ofensivas e ter executantes capazes de causar desequilíbrios no último reduto aveirense. No entanto, na maior parte das vezes, as iniciativas foram neutralizadas pelas boas organizações evidenciadas por ambas as equipas e, para além da perdida escandalosa de Manuel, aos 17', quando, na pequena área, enviou à barra uma bola largada para os seus pés pelo guardião leixonense, após livre de Pité, não se contabilizou mais nenhuma oportunidade flagrante de golo, apenas algumas (poucas) situações de perigo junto das balizas. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 4', com Ricardo Tavares (também Manuel e André estavam soltos), nas costas da defesa, a cabecear à vontade, para as mãos do guardião forasteiro, uma bola vinda da direita, na sequência de um livre.
Aos 29', depois da já referida grande oportunidade de golo da primeira parte, foi a vez dos matosinhenses criarem algum perigo para a área aveirense, numa transição rápida pelo flanco direito, com um cruzamento que viria a proporcionar dois remates fortes, que foram devolvidos pela defensiva auri-negra. Até ao intervalo, registo apenas para uma boa jogada de Danny, que colocou a bola na meia-lua, em Pité, que evitou o seu adversário e ficou com o caminho livre para a baliza, optando pelo remate pronto, com o seu pé esquerdo, que levou a direcção do guarda-redes.
Não se pode dizer que o nulo então verificado fosse muito injusto, mas se tivesse que haver uma equipa em vantagem essa só poderia ser a do Beira-Mar.
A segunda parte começou com uma clara intenção dos beiramarenses chegarem à vitória, intensificando o seu domínio de uma forma clara, mas que só viria a mostrar-se aos 49', quando, por duas vezes, os aveirenses estiveram muito perto de se adiantarem no marcador. Primeiro foi Pité, que, na marca do penalti, vê uma bola ressaltar e vir na direcção do seu pé esquerdo, mas o seu remate, livre de oposição e em posição privilegiada, é miraculosamente defendido pelo guarda-redes contrário. Na sequência do lance, a bola é endossada na direita, em Wilson, que, também solto de marcação, faz um cruzamento/remate, que sobrevoa o guarda-redes e vai embater caprichosamente na barra da baliza. Que falta de sorte!
Quem não marca, arrisca-se a sofrer, diz-se todos os dias no mundo do futebol, ou, usando uma linguagem mais bélica, quem poupa o inimigo, às mãos lhe morre. Foi o que aconteceu, dois minutos depois, num contra-ataque típico dos matosinhenses, que vê o seu perigoso avançado nº9 ter a fortuna que faltou aos homens da casa e rematar de fora da área, com a bola a ser desviada por um defesa auri-negro e trair o adiantado Samuel. Que crueldade este 0-1.
Para além do golo ter sido um duro golpe anímico para os rapazes de Aguinaldo Melo, passou-se, a partir desse momento, a jogar contra mais um adversário. Não, não foi o árbitro, mas o anti-jogo dos matreiros jovens do Leixões. Se até então se vinha assistindo a um bom jogo de futebol, com duas boas equipas a lutarem pelos três pontos, a partir do 0-1 pouco mais futebol se viu e o interveniente que passou a ser mais solicitado foi uma figura até então desconhecida, o massagista do Leixões (5 entradas em campo, pelo menos, até ao final do encontro). Foi gritante o uso (e abuso) de artimanhas para queimar tempo, com lesões simuladas a todo o momento pelos jogadores do Leixões, sendo uma ironia o facto de ter sido o Beira-Mar a terminar o jogo com dez unidades, fruto da dureza matosinhense, que deixou Rúben KO. Já não é a primeira vez que afloramos a falta de "fair-play" que verificamos nos jogos disputados por jovens que estão numa fase importante da sua formação e que deveriam ser educados e incentivados a jogarem o jogo pelo jogo, sem subterfúgios e com respeito pelo adversário. Alguma coisa as entidades que superintendem o nosso futebol têm de fazer, sob pena deste jogo magnífico se vir a transformar, à medida que os interesses aumentam, numa verdadeira guerra.
Contra tudo isto continuaram a lutar os briosos jogadores do Beira-Mar, alguns deles a baterem-se até às lágrimas por outro resultado que mereciam e que tudo fizeram por obter. E o empate, pelo menos, esteve quase a acontecer, em mais duas situações de flagrantes oportunidades de golo. Primeiro, aos 64', no seguimento de uma excelente jogada dos auri-negros pelo flanco direito, com Ricardo Tavares a tirar um bom centro, que apanhou Rafa no meio da área, solto de marcação, mas o cabeceamento do médio aveirense foi desviado superiormente para canto, com a ponta dos dedos, pelo guardião matosinhense. Depois, aos 70', Pité é chamado à marcação de um livre, perto e no enfiamento da grande área, junto da linha de fundo (um canto muito mais curto), colocando a bola ao segundo poste, onde uma entrada de cabeça de Miguel (com Henrique e Tavares também por perto), proporciona mais uma defesa do outro mundo (teve, de certeza, ajuda do Senhor de Matosinhos) do guardião do Leixões.
Foi o último suspiro dos auri-negros que, aos 78', viriam a ser ainda mais severamente castigados com a obtenção do segundo golo da equipa visitante, fruto de um pontapé de ressalto após marcação de um canto. Este injusto 0-2 poderia, aliás, ter chegado antes, aos 73', quando, numa fase em que o Beira-Mar arriscava tudo para chegar ao empate, viu um jogador leixonense, em jogada de contra-ataque, surgir frente a Samuel, que, com uma boa defesa, viria a adiar o resultado definitivo.
Sabemos que em futebol não há vitórias morais, mas os nossos jogadores, hoje, não mereciam tamanha injustiça, lutando sempre pela vitória, resultado que sabiam ser muito importante para as aspirações da equipa e que mereciam ter alcançado. A sorte que hoje os desacompanhou há-de chegar em jogos futuros. Vamos lá campeões!
Sob uma boa arbitragem do Sr Ivo Rocha, da AF Coimbra (os 5 minutos de compensação dados são, efectivamente, muito pouco para o tempo perdido, mas não há nenhum árbitro que dê muito mais), o professor Aguinaldo Melo apresentou:
Samuel (gr); Rúben Marques, Manuel, Miguel e Iuri (Henrique, 53'); André Silva (cap), Rafa, Pité e Wilson (Diogo Carvalho, 62'); Ricardo Tavares e Danny (Tiago Gomes, 77').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Pedro Aparício, João Meireles e João Valente.

sábado, 2 de outubro de 2010

JUVENIS: Foi Pena...

CD Feirense, 1 - SC Beira-Mar, 0
(0-0, ao intervalo)

Um golo do dianteiro feirense Pena, obtido a 15 minutos do final do encontro, fez toda a diferença no jogo disputado esta manhã entre duas equipas que se encontravam separadas por apenas 3 pontos na tabela classificativa e que lutavam por uma vitória que, podendo ter sorrido a qualquer um dos conjuntos, acabou por bafejar a equipa da casa. Na altura do golo, o jogo estava dividido e sentia-se que a equipa que marcasse acabaria por vencer. Foi mais feliz o Feirense, mas o Beira-Mar também poderia ter ganho, ainda que o empate fosse o resultado que melhor encaixava naquilo que foi observado durante toda a partida.
A primeira parte foi muito táctica, com o Beira-Mar a apresentar as suas linhas muito recuadas e a dar a iniciativa de jogo ao Feirense. Os "fogaceiros" tiveram mais posse de bola durante os primeiros 40 minutos, mas a verdade é que não se registou, neste período, para qualquer dos lados, uma flagrante oportunidade de golo. E lances com algum perigo apenas se registaram dois, um para cada lado. Primeiro para o Feirense, aos 23', com Samuel a defender, sem problemas, um remate fraco desferido da entrada da área, após a marcação de um canto. Depois para o Beira-Mar, à beira do intervalo (39'), numa altura em que os auri-negros equilibravam já a posse de bola, com Danny a desequilibrar a retaguarda feirense, após magnífica jogada sua e a abrir na direita em Ricardo Tavares, que centrou inconsequentemente para a área, onde estavam dois homens de amarelo para finalizar.
O segundo tempo foi mais aberto e pautado por um grande equilíbrio, registando-se lances de perigo em ambas as balizas, que poderiam ter feito funcionar o marcador e dado a vitória a qualquer um dos contendores. A primeira grande oportunidade de golo do encontro ocorre aos 46', numa transição ofensiva rápida do Beira-Mar, com Ricardo Tavares, pela direita, a centrar para a boca do golo, onde surgiu Danny, de rompante, a falhar o toque final por coisa muito pouca. No minuto seguinte era o Feirense que respondia, com um centro efectuado também da direita a apanhar solto, do lado contrário, o nº 16 da casa, que cabeceou para as mãos de Samuel. Estava-se na fase mais movimentada do jogo, com ambas as equipas na procura do golo, que poderia ter surgido para o Beira-Mar, aos 51', através de Danny, que fez uma das suas habituais diagonais a partir do flanco esquerdo e alvejou a baliza feirense, onde teve a eficaz oposição do seu guardião, que desviou para canto. O Beira-Mar arriscava mais e, no minuto seguinte, a partir de um centro da esquerda, é Ricardo Tavares que cabeceia com muito perigo, fazendo a bola roçar o poste do lado contrário. Aos 55', foi a vez de Samuel ser chamado a jogo de novo e fê-lo de um modo brilhante, negando autenticamente o golo àquele que viria a ser o "carrasco" do Beira-Mar (Pena), que lhe surgiu pela frente, mas viu esbarrar a sua tentativa de "chapéu" na classe e atenção do guardião beiramarense.
Com o jogo repartido e, como já dissemos, com a vitória a poder pender para qualquer lado, seria, porventura, uma questão de detalhe a decidir o jogo. E foi isso que aconteceu, aos 65', com o sentido de oportunidade e, há que dizê-lo, a classe do ponta-de-lança Pena a fazer a diferença. O lance até começa numa jogada precedida de falta sobre Danny, junto à área do Feirense, com a bola a chegar à esquerda do ataque da casa, a viajar para o lado contrário, donde voltou a ser centrada para a área. Pena dominou no peito e, perante a oposição de Manel, fez a bola sobrevoar Samuel e anichar-se nas redes aveirenses.
A partir do golo, que viria a ser determinante para o desfecho do jogo, o Beira-Mar tudo tentou para chegar à igualdade, mas deparou-se sempre com muitas dificuldades (a principal foi que houvesse bola para jogar, as perdas de tempo por anti-jogo são, realmente, uma das pragas do futebol) e o melhor que conseguiu foi colocar a bola na área através de pontapés de canto e faltas conquistadas, mas a defensiva feirense mostrou-se, nessa altura, muito forte no jogo aéreo.
A arbitragem do Sr Pedro Oliveira deu a ideia de querer ter um critério largo, deixando jogar e não interrompendo permanentemente o jogo. Mas só o fez mais acentuadamente nos últimos 20 minutos do jogo e após ter deixado passar uma falta sobre Danny que estaria na origem da jogada que deu o golo da vitória ao Feirense. No entanto, achamos que será exagerado assacar-lhe responsabilidades pela derrota sofrida. Esta é fruto apenas do jogo e das suas contingências.
A equipa do Beira-Mar, apesar do desaire sofrido (o terceiro na prova), foi uma equipa com carácter, que lutou muito, perante um adversário que é muito forte e deixou boas indicações para os jogos difíceis que se avizinham.
Aguinaldo Melo apresentou a seguinte equipa:
Samuel (gr); Rúben Marques (Wilson, 68'), Manuel, Miguel e Iúri; André Silva (cap), Diogo Carvalho e Rafa (Pité, 51'); Ricardo Tavares (Tiago Gomes, 59'), Henrique e Danny.
Suplentes não utilizados: Canha (gr), Nito, Marc e João Meireles.

domingo, 26 de setembro de 2010

JUVENIS: A vitória que caiu do céu...

SC Beira-Mar, 1 - CF Repesenses, 0
(0-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar foi muito feliz na forma como alcançou a vitória no jogo de hoje, tendo chegado ao triunfo já em período de compensação, num jogo em que realizou a sua pior exibição da época, frente a um adversário (Repesenses), que, apesar de último classificado da série B do campeonato nacional, também acreditou na vitória, que até poderia ter alcançado, não fossem algumas boas intervenções do nosso guardião Samuel, que manteve invioláveis as redes auri-negras.
A equipa apresentava-se pela primeira vez com os novos equipamentos, mas a entrada foi muito nervosa e indiciadora daquilo que se passaria durante praticamente todo o jogo. Ainda assim, aos 4' e 5', a bola rondou com perigo a baliza de Repeses. No primeiro lance, Tiago Gomes recolheu uma bola na esquerda, cruzada do lado contrário pelo outro Tiago (Azevedo), mas depois de amortecer no peito, rematou de ângulo muito apertado às malhas laterais. No segundo, foi Tiago Azevedo o perdulário, rematando defeituosamente, em muito boa posição, dentro da área, uma bola cruzada por Pité.
Estes foram lances que não tiveram seguimento e passou-se a assistir a constantes perdas de bola, fraca circulação, algum individualismo, por vezes, e futebol muito directo, quase sempre condenado ao fracasso. Em suma, jogava-se mal e perante aquilo a que se assistia, tudo era possível, porque o adversário perdeu o respeito que eventualmente pudesse ter por uma equipa muito melhor situada na tabela e foi-se aventurando, ainda que lances de perigo para a baliza de Samuel não tivessem sido registados. A bola chegava à área aveirense apenas em lances de bola parada, mas estes são sempre um potencial de perigo para quem defende. Nada de importante acontecia, o jogo chegou a tornar-se monótono e só voltou a sentir-se algum perigo para os guarda-redes, à passagem da meia hora, quando Tiago Gomes, na esquerda, faz uma diagonal para dentro e remata para uma defesa apertada a dois tempos do "keeper" repesense. Pité, aos 39', também procurou o golo num remate forte, de fora da área, mas a bola sobrevoou o travessão. Aliás, a parte final da primeira parte foi pródiga em emoção. Em cima dos 40' regulamentares, Samuel evita o "escândalo", opondo-se com uma saída firme ao adversário que lhe surgiu isolado, gorando a melhor oportunidade de golo até então. Golo que, no seguimento da jogada, poderia, de novo, ter acontecido, no remate de ressaca, que deve ter tirado tinta ao poste da baliza aveirense. Já em período de compensação, Tiago Azevedo teve tempo, ainda, para esgueirar-se pela direita, progredir na área e cruzar da linha de fundo para uma boa intervenção do guardião viseense, que tirou o "pão" da boca a Ricardo Tavares, que se preparava para finalizar.
A segunda parte foi uma cópia fiel da primeira, mas com o Repesenses a acreditar cada vez mais, à medida que o tempo ia passando e o nulo se mantinha, criando, neste período, mais perigo para as redes defendidas pelo Beira-Mar do que havia feito anteriormente. À semelhança do primeiro tempo, a equipa auri-negra voltou a entrar mal, mas pertenceu-lhe, logo na fase inicial (44'), a primeira situação de perigo. Tiago Gomes, na direita, recolhe um cruzamento largo de Marc, do lado contrário, e remata, cruzado, em arco, ficando muito perto da abertura do marcador.
Aos 56', Samuel voltou a mostrar os seus dotes, desta vez com uma saída aos pés de um jogador que se isolou no seguimento de um lançamento do guarda-redes e de uma falha da nossa defensiva.
O tempo passava e a equipa aveirense não dava mostras de poder assentar o seu jogo, pelo que, só de longe, aos 60', Pité volta a levar algum perigo às redes contrárias, errando por muito pouco o alvo. No minuto seguinte, a melhor ocasião de golo para o Beira-Mar até então, num lance em que Ricardo Tavares recebeu na área uma bola centrada da esquerda e, de costas para a baliza, amorteceu no peito e rematou, em "voley", ligeiramente por cima da barra. Era o tudo por tudo aveirense, muitas vezes sem o discernimento necessário e Danny, que entretanto fora lançado no jogo, aos 65', faz uma diagonal na esquerda e remata em arco, com muito perigo, falhando a baliza por um triz. O mesmo jogador, aos 71', recebe solto na esquerda, mas não tem a calma precisa para finalizar com êxito, rematando a bola rente ao poste. Nesta fase, em que tudo se arriscava, o jogo ficou partido, com o Repesenses a sentir que também poderia arriscar a vitória, aproveitando a descompensação que, em muitos lances, se verificava na retaguarda aveirense. Foi assim que, aos 75', Samuel evita um "chapéu" que levava a bola para a baliza e, aos 78', no seguimento de um contra-ataque rápido, o guardião auri-negrol se opõe, mais uma vez, a um remate muito perigoso.
Estava-se num período louco e, no minuto seguinte, é Danny que, na boca da baliza, completamente sozinho, cabeceia ao lado uma bola endossada por Marc na marcação de um livre. O golo poderia surgir em qualquer das balizas, mas o tempo estava a esgotar-se. Faltavam os 4 minutos de compensação dados pelo árbitro da AF Coimbra, Sr João Miguel Henriques, que realizou uma boa arbitragem. No segundo minuto dessa compensação é o Repesenses que volta a estar perto de marcar, quando, após a marcação de um livre na direita, a bola é rematada às malhas laterais, provocando um grande susto nas hostes da casa. E, no minuto seguinte, o momento do jogo, uma bênção divina, porque poucos na Terra (os jogadores, de certeza) acreditavam que a vitória ainda fosse possível. Danny faz um cruzamento para a área, onde surge Pité a rematar, de pé direito (!), para o fundo das redes contrárias. Milagre que voltou a suceder, em cima do apito final, mas protegendo, desta vez, a equipa do Repesenses, num lance em que Danny, primeiro, e Pité, depois, ainda não sabem como não conseguiram chegar ao segundo golo.
Deste jogo, com um final feliz (mas que poderia não ter acontecido) e que valeu pelos três pontos, fica a certeza de que não há equipas fáceis neste campeonato, que é, como já se sabia, muito competitivo e que teremos de melhorar muito se não quisermos vir a ser surpreendidos, no futuro, por equipas, teoricamente, inferiores a nós.
Aguinaldo Melo fez evoluir no relvado do Estádio Mário Duarte a seguinte equipa:
Samuel (gr); Diogo Hipólito Carvalho (Balacó, 68'), Manuel, Miguel e Iuri; Diogo Carvalho, Wilson e Pité (cap); Tiago Azevedo (Marc, int), Ricardo Tavares e Tiago Gomes (Danny, 47').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr); Guilherme, João Meireles e Renato.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

JUVENIS: Repartição de pontos foi desfecho aceitável

Boavista FC, 1 - SC Beira-Mar, 1
(0-1, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar conquistou ontem, no Estádio do Bessa, no Porto, o primeiro ponto fora de portas, no terceiro confronto disputado na condição de visitante, desta vez tendo como adversário o Boavista. Mais uma vez, os auri-negros não souberam manter o resultado positivo que detinham ao intervalo, consentindo, desta feita, o empate no período complementar, ainda assim menos gravoso que as derrotas sofridas nas deslocações à Académica e a Viseu. O desfecho acaba, contudo, por ser justo, ainda que qualquer das equipas pudesse ter chegado ao triunfo, ficando na retina a parte final do encontro, melhor período dos auri-negros, em que os aveirenses roçaram, por muito pouco, a conquista dos três pontos.
A partida teve uma parte inicial de equilíbrio, pertencendo o primeiro remate perigoso do jogo a Marc, aos 4', que proporcionou uma defesa muito apertada ao guardião boavisteiro. A toada de equilíbrio de forças não registava muitas situações perigosas junto das balizas e só aos 15' o Boavista pôde responder com uma jogada em que esteve perto do golo. O cruzamento, vindo da direita, é correspondido com um remate de primeira, desferido por um jogador muito bem posicionado, opondo-se Samuel, que hoje capitaneava a equipa, com uma defesa segura.
Este lance deu início a um período em que os "axadrezados" ganharam algum ascendente no jogo e, como consequência disso, aos 20', voltaram a estar perto de marcar. O lance tem início numa boa jogada de entendimento da equipa da casa pelo flanco esquerdo, sendo a bola cruzada para dentro da área, onde surgiu o avançado boavisteiro (nº 8) a rematar por cima da barra.
Quando, já na parte final da primeira parte, aos 37', o Beira-Mar chegou à vantagem, poderia dizer-se que o fazia a equipa que tinha tido menos posse e circulação de bola, mas que era um prémio para a capacidade de luta que os auri-negros sempre revelaram e para o desenho da jogada que esteve na origem do 0-1. O golo surge no seguimento de uma boa jogada pela esquerda, com Marc a conduzir a bola à linha de fundo e a cruzar, tenso, para dentro da área, onde surgiu, na zona do verdadeiro ponta-de-lança e com a atitude deste, Ricardo Tavares a antecipar-se a toda a defesa boavisteira e a atirar sem hipóteses para o guardião da casa. Bom golo!
No segundo tempo, em desvantagem no marcador, o Boavista entrou a todo o gás e, logo no primeiro minuto, no seguimento de um pontapé de canto ao segundo poste, cria uma situação de verdadeira aflição para a defensiva aveirense, resolvida a muito custo. Mas, na resposta, o Beira-Mar também perde a hipótese de "matar" o jogo com a obtenção do segundo golo. A jogada de contra-ataque é conduzida por Ricardo Tavares, pelo lado direito, que colocou a bola na área, na frente de Danny, que, por sua vez, se deslumbrou com a siruação e se atrapalhou na cara do guarda-redes, perdendo a hipótese do golo.
Estes dois lances caracterizam, perfeitamente, o período que se seguiu. O Boavista mais pressionante, exercendo ascendente territorial e o Beira-Mar a procurar sair em situações de transição rápida, com um futebol mais directo. Quando, aos 57', o Boavista chega ao 1-1, poderia dizer-se que o empate, fruto desta pressão exercida sobre o último reduto do Beira-Mar, era justo e esperado. No lance do golo da igualdade houve, contudo, alguma permissividade da defesa auri-negra, que deixou um jogador boavisteiro ganhar uma bola colocada na direita e servir no centro o seu colega, que não perdoou na cara de Samuel, impotente para deter o remate.
Pouco depois de sofrer o empate, o Beira-Mar, curiosamente, equilibrou a partida, coincidindo o melhor período de futebol praticado pelos aveirenses com a entrada de Diogo Carvalho para o meio-campo, substituindo o lesionado Wilson. A equipa de Aguinaldo Melo começou a circular melhor a bola e a sair com ela controlada. Esta situação ainda mais se acentuou nos últimos dez minutos da partida, quando o Boavista ficou reduzido a 10 unidades, devido à saída, por lesão, de um jogador seu. E foi, neste período, que o jogo mais se partiu, podendo qualquer dos contendores ter chegado à vitória. Aos 73', Samuel antecipa-se a um jogador axadrezado que lhe surgia isolado e evita o segundo golo do Baovista. Respondeu o Beira-Mar, aos 77', com João Valente, um ex-boavisteiro entretanto entrado no jogo, a falhar de cabeça, na cara do guarda-redes, uma grande oportunidade de golo que teve origem num bom cruzamento da esquerda, efectuado por Pité. No minuto seguinte, é novamente Samuel a estar em evidência, defendendo com dificuldade, mas com muita eficácia, um forte remate desferido de fora da área. Finalmente, e é este o lance que mais iremos recordar, porque foi quase em cima do tempo regulamentar, aos 79', Ricardo Tavares falha um "chapéu", por milímetros, ao guardião do Boavista, que entretanto abandonara os postes, caindo a bola, caprichosamente, nas redes, mas por cima da baliza. Foi a última e talvez a maior oportunidade de golo do encontro.
Pouco depois, o Sr Duarte Oliveira, árbitro da AF Braga (de má memória para nós, pela polémica decisão no final do jogo de juniores Beira-Mar-Sanjoanense da época passada), que desta feita realizou uma boa arbitragem, deu o jogo por terminado, regressando as duas equipas ao balneário com a sensação de que poderiam ter ido um pouco mais além, mas que o resultado terá sido o mais adequado ao que se passou em campo.
Para a história fica o registo da equipa apresentada por Aguinaldo Melo e que evoluiu no magnífico sintético do Estádio do Bessa Século XXI:
Samuel (gr e cap); Rúben Marques (Nito, int), Miguel, Manel e Iúri; Wilson (Diogo M. Carvalho, 61'), Rafa e Pité; Danny, Ricardo Tavares e Marc (João Valente, 57').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Guilherme, Tiago Gomes e Tiago Azevedo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

JUVENIS: "Bis" de Manel garante mais 3 pontos!

SC Beira-Mar, 2 - GR Vigor Mocidade, 0
(0-0, ao intervalo)

Numa inacreditável decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foi agendada para ontem, 4ª feira (!), dia de trabalho e de aulas (pelo menos para as pessoas normais), a 5ª jornada do campeonato nacional de juvenis, na qual o Beira-Mar recebia o este ano promovido Grupo Recreativo "O Vigor da Mocidade", equipa campeã distrital da AF Coimbra na época transacta. Depois de terem privado os atletas, familiares, treinadores e demais estrutura dirigente, de umas férias descansadas, ao marcar o início da prova para o dia 15 de Agosto (?), os doutos senhores da FPF, calendarizam agora uma jornada (que não será a única) para um dia útil de trabalho, impedindo os atletas da frequência das aulas, que é a sua verdadeira actividade, e criando dificuldades aos clubes (a esmagadora maioria) que não têm uma estrutura profissional. Tudo isto para que a 1ª fase do campeonato nacional venha a acabar no início de Janeiro (dia 9, mais concretamente) e a maior parte das equipas (as que não são apuradas para a 2ª fase) ficarem cerca de 8 meses sem competição! Isto não lembra ao diabo!
O SC Beira-Mar acabou por garantir uma vitória por 2-0, o que, não tendo sido fácil, acabou por ser inteiramente justo. Sem que a exibição tenha sido de encher o olho, os aveirenses foram a melhor equipa sobre o terreno, exerceram um controlo do jogo superior ao seu adversário e dispuseram de mais e melhores oportunidades para chegar ao golo. Manel foi o marcador de serviço, ao obter os dois golos do jogo, ambos na sequência de lances de bola parada, cada vez mais decisivos nos encontros de futebol. Curiosamente foi na segunda parte, período menos brilhante dos auri-negros, que o marcador funcionou, castigando o nulo que se verificava ao intervalo a ineficácia na finalização por parte dos aveirenses, que não materializaram em golos as muitas oportunidades criadas.
A primeira parte foi de domínio completo por parte dos donos do terreno, que só viram perigar a sua baliza já perto do apito para o descanso, num lance (39') em que um jogador verde-branco surge em boa posição, na cara de Samuel, rematando cruzado, com muito perigo, ao lado da baliza aveirense. Em contrapartida, foram muitas e flagrantes as oportunidades de golo que a equipa auri-negra viria a fabricar (e a desperdiçar) durante os primeiros 40 minutos.
A primeira surge logo aos 5', com a bola cruzada do lado esquerdo, por Marc, a solicitar a cabeça de João Valente que, ao segundo poste, serviu no meio Wilson, que tinha tudo para inaugurar o marcador, mas rematou de primeira, defeituosamente, por cima da barra. Aos 10' é Marc que não aproveita uma bola largada pelo guardião coimbrão e perde o ensejo de fazer o golo inaugural. Aos 20', mais uma grande oportunidade com início também no flanco esquerdo. Desta feita é Iúri (estiveram muito bem os nossos laterais) que tira o cruzamento para a área, com Wilson a desviar ligeiramente de cabeça, aparecendo João Valente, ao segundo poste, a falhar escandalosamente o golo, no seu jogo de estreia com a camisola do Beira-Mar. O sentido do jogo era praticamente o mesmo e, aos 24', é Pité que tenta o golo com um remate de meia distância, mas o seu disparo forte quase faz saltar tinta do poste da baliza contrária. Os auri-negros já mereciam a vantagem, que quase era alcançada aos 30', após uma boa jogada pelo corredor direito, com o incansável Rúben a fazer um bom cruzamento largo, aparecendo desta vez Balacó, ao 2º poste, a cabecear com muito perigo, mas a bola é desviada por um defesa para canto. Foram inúmeros os "corners" conquistados pela equipa auri-negra nesta primeira parte, mas nunca surtiram efeito. Antes do intervalo, e sem que até aí Samuel tivesse sido incomodado, aos37', é de novo o estreante João Valente a tentar a sorte de longe, mas o seu disparo forte sai a rasar a barra.
A segunda parte começa, praticamente, com o lance do 1-0. Na sequência de um pontapé de canto marcado na direita por Pité, a bola passa pelo meio de uma floresta de jogadores, em frente à baliza, aparecendo Manuel, no meio da confusão, a empurrar a bola para o fundo das redes. Depois de uma primeira parte em que tantas vezes o golo andara perto e a sorte não o quisera, foi de uma forma algo feliz que os auri-negros chegaram à vantagem logo no início do período complementar.
Em vantagem e depois do que se vira no primeiro tempo, pensou-se que este golo seria o tónico que faltava à equipa de Aguinaldo Melo para partir para uma exibição convincente e com mais golos. A verdade é que assistimos, nos segundos 40 minutos, a uma exibição mais descolorida dos auri-negros, que não conseguiram chegar com tanto perigo à baliza do Vigor. O nosso adversário, diga-se de passagem, sendo uma equipa com alguns bons executantes e pormenores interessantes, também nunca criou verdadeiro perigo para as redes defendidas por Samuel, mas uma diferença mínima no marcador dá sempre algum alento à equipa que está em desvantagem, que aumenta proporcionalmente à intranquilidade que a equipa que está na frente venha, eventualmente, a mostrar.
O tempo passava sem que nada digno de registo acontecesse, o Beira-Mar não chegava tantas vezes e com tanto perigo à baliza contrária, perante um adversário que, tendo um pouco mais de posse de bola do que acontecera na primeira parte, também não criava grandes problemas. Depois do golo, só aos 69' se verificou um lance de perigo junto das balizas, quando após mais uma boa jogada pela direita de Ruben, este cruza tenso para o segundo poste, onde aparecia Tiago Gomes para empurrar para o golo, sendo antecipado pelo seu marcador, que cortou para canto.
Aos 72', o Vigor tem a sua grande oportunidade para chegar ao empate, negado por uma brilhante intervenção de Samuel, que desvia para canto um remate forte desferido da zona central, na sequência de um pontapé livre directo. Seria imerecido, mas o futebol é muito fértil em injustiças. A tranquilidade chegaria dois minutos depois, aos 74', com Manuel a bisar no jogo, dando o melhor seguimento, de cabeça, a um cruzamento de Tiago Gomes, na sequência de um pontapé de canto marcado à maneira curta, do lado esquerdo do ataque aveirense.
Em período de compensação, o marcador poderia ter sido dilatado, mas após uma excelente arrancada de Tiago Azevedo pela direita, ganhando em velocidade ao seu adversário, o extremo aveirense não aproveitou o desequilíbrio criado e optou, mal, pelo remate, quando tinha dois colegas em melhor posição para finalizar.
Numa tarde de alguns chuviscos, que tornaram mais rápido o relvado do Estádio Mário Duarte e sob uma excelente arbitragem do Sr António Nogueira, da AF Porto, num jogo que não teve casos, o SC Beira-Mar apresentou-se com:
Samuel (gr); Rúben Marques, Miguel, Manuel e Iúri; André Silva, Balacó (cap) (Rafa, int), Pité e Wilson; João Valente (Tiago Azevedo, int) e Marc (Tiago Gomes, 64').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Guilherme, Diogo M. Carvalho e Ricardo Tavares.

domingo, 12 de setembro de 2010

JUVENIS: Derrota em Viseu não foi apenas mérito do Académico...

Académico Viseu FC, 2 - SC Beira-Mar, 1
(0-1, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar não soube segurar a vantagem que o marcador lhe conferia ao intervalo e permitiu ao Académico de Viseu a reviravolta na segunda parte, conseguida através da obtenção de dois golos na parte inicial deste perodo. O segundo desaire da equipa de Aguinaldo Melo no campeonato nacional é resultado de uma exibição pouco conseguida pelo Beira-Mar, sobretudo na segunda parte, do mérito mostrado neste jogo pelo seu adversário que, em termos colectivos, esteve quase sempre melhor e ("last but not least") do precioso "empurrão" dado pela juíza internacional (!!!) do encontro, Berta Tavares, que viajou desde Vila Real. Quando os erros de arbitragem têm influência no resultado, na nossa opinião, nenhum dos contendores tem razões para ficar muito satisfeito. Para quem perde, naturalmente, porque a derrota tem sempre o sabor da injustiça ditada pelos juízos errados que inquinaram o desenrolar normal da partida; para quem ganha, porque vê parte do mérito que teve na vitória ofuscado pelo facto de ter tido a "ajuda" de terceiros.
Tudo isto a propósito do lance capital do jogo, no início do período complementar (44'), que ditou o empate para o Académico. Este foi conseguido na transformação de uma grande penalidade, assinalada pela Sra Berta Tavares, que conseguiu castigar um "derrube" a um jogador academista, quando este choca nas costas do nosso central Manel, que tinha ganho facilmente a posição e estava numa atitude de protecção da bola. E as nossas dúvidas relativamente à neutralidade da senhora juíza já vinham da primeira parte, quando, com o resultado ainda em branco, aos 16', castigou a equipa aveirense com um livre indirecto a um metro da pequena área, vendo num corte feito por um defesa auri-negro, completamente em esforço, tocando a bola numa direcção que para ele seria indefinida, um atraso intencional (!!!) ao guarda-redes. Só visto! Como não resultou, na primeira oportunidade que teve apitou um "penalty". Assim, não!
O jogo teve uma primeira parte em que os primeiros minutos foram de estudo mútuo, futebol mal jogado de parte a parte e sem lances dignos de registo junto das balizas. O primeiro remate perigoso registou-se aos 10', para a equipa da casa e na sequência de um pontapé de canto. Foi o sinal para um crescendo academista que, galvanizados depois pelo lance caricato do livre indirecto já referido e que foi bem resolvido por Samuel, passaram a jogar mais no nosso meio-campo e aproveitavam algumas bolas paradas ( nova boa defesa de Samuel aos 17') para levar o perigo ao último reduto aveirense.
Foi já num período de jogo em que a iniciativa deste pertencia mais aos academistas, contrapondo o Beira-Mar com tentativas de contra-ataque rápido, que os aveirenses chegaram ao golo. Precisamente numa transição rápida, muito bem urdida, Henrique foge pela esquerda ao seu marcador e cruza excelentemente para a área, onde Ricardo Tavares se antecipa ao guardião viseense e inaugura o marcador com uma entrada fulgurante de cabeça.
O Académico reagiu e, aos 22', o seu nº 10 aparece solto ao segundo poste, solicitado por um cruzamento longo da esquerda, mas cabeceia defeituosamente e perde a oportunidade de empatar. Contudo, logo aos 24', na sequência da marcação de um canto por João Meireles, é Miguel que tem na cabeça a hipótese do segundo golo, mas falha incrivelmente o cabeceamento, já com o guardião academista batido e fora dos postes. Até ao intervalo, a iniciativa continuou a pertencer sempre aos da casa, começando o Beira-Mar a denotar alguma dificuldade em sair da sua zona defensiva com a bola controlada. E foi Samuel, outra vez, que em cima do apito para o descanso, negou o empate aos academistas, no um contra um com o nº 11 da casa, que lhe surgiu pela frente após uma boa tabela com um companheiro.
A segunda parte ficou marcada pelo lance do empate, logo a abrir (44'), que deu um alento ainda maior aos donos da casa. Rafa, aos 47', ainda teve soberana oportunidade para dar de novo vantagem à sua equipa, rematando contra o guarda-redes, em posição frontal, uma bola atrasada da esquerda por Tiago Azevedo, mas era evidente que a equipa tinha acusado a injustiça na forma como sofrera o empate. E, aos 53', num lance que começa num lançamento com o pé do guarda-redes da casa, os viseenses aproveitam bem as facilidades dadas pela defensiva aveirense e chegam à vantagem. Samuel ainda detém o primeiro remate mas, na recarga e com a baliza deserta, o Académico chega ao 1-2. Seguiu-se um período de perturbação ainda maior, valendo Samuel, aos 55', para evitar o terceiro, fazendo a "mancha" e parando a hipótese de golo que estava nos pés de um jogador da casa que surgiu isolado.
O Académico, em vantagem, e já depois de Miguel, aos 62', ter feito a bola esbarrar estrondosamente na barra, num pontapé de ressalto após a marcação de um canto, passou a gerir o resultado, jogando excessivamente com o cronómetro, que a juíza do encontro "compensou" com os tradicionais 4 minutos. Os auri-negros, com as linhas academistas agora mais recuadas, também não tiveram engenho para nelas poder entrar e o jogo caminhou penosamente para o seu final sem que mais nada digno de registo acontecesse, em termos de situações de verdadeiro perigo junto das balizas.
Numa manhã de calor abrasador no parque do Fontelo (grande esforço de todos os atletas que importa salientar), a equipa do SC Beira-Mar apresentou-se com uma equipa bastante diferente da que havia ganho à Oliveirense na última jornada (Danny, castigado e Pité, lesionado, estavam indisponíveis), tendo entrado em campo com uma equipa muito jovem (6 atletas de 1º ano no "onze" inicial e 8 utilizados). Alinharam:
Samuel (gr); Rúben Marques, Miguel, Manel e João Meireles (Pedro Aparício, 59'); André Silva (cap), Rafa e Wilson; Ricardo Tavares, Marc (Tiago Azevedo, int) e Henrique (Tiago Gomes, 50').
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Balacó, Guilherme e Pité.
O campeonato prossegue já na próxima 4ª feira, dia 15, (inacreditável como a FPF marca uma jornada para um dia útil com as aulas já a decorrer!!!), com a nossa equipa a receber no Estádio Mário Duarte o GR Vigor Mocidade. O jogo terá início às 17h00.