(1-0 ao intervalo)
Os jogos de futebol entre equipas de formação do SC Beira-Mar e da AD Taboeira são sempre aguardados com muita expectativa pelos adeptos de ambas as equipas, já que são um garante de muita emoção, muito empenho e, por vezes, porque estão em presença duas boas escolas, bons espectáculos. O jogo de iniciados de hoje, no Estádio Mário Duarte, não fugiu à regra, até porque se defrontavam o 1º e 2º classificados da série C do campeonato nacional.
O Beira-Mar venceu e a vitória é inteiramente justa, já que os auri-negros, à excepção dos primeiros 5' de jogo, dominaram completamente a partida, praticaram melhor futebol, foram mais rematadores e criaram mais situações de perigo. O Taboeira mostrou ser uma equipa bem estruturada, que defende muito bem (os nossos golos foram na sequência de bolas paradas), mas que hoje nunca mostrou, em termos ofensivos, estar ao mesmo nível dos beiramarenses. Com esta vitória, a equipa de Alberto Raínho consolida o 1º lugar da sua série, garantido, agora, com 3 pontos de avanço sobre o Académico de Viseu. Destaque para os defesas centrais da casa, que substituíram os avançados na tarefa da marcação de golos.
Nesta manhã de Outono quente, as equipas alinharam:
SC Beira-Mar: Hugo (GR); Ruben Marques, Pedro Salgado, João Rafael, e João António; André Silva (cap), Diogo M. Carvalho e Tiaguinho (Pedro Aparício, 61'); Tiago Gomes, Duílio (Joel, int.) e Henrique (Renato, 59').
Suplentes não utilizados: André Fernandes (GR), Diogo H. Carvalho, Bruno Filipe e Gui.
AD Taboeira: Zé Valera (GR); Luís (Ruela, 59'), Varela, Miguel e Joel Oliveira; Hugo (Alexandre, int.), Guimarães, Diogo e Coutinho (cap) (Batista, 70'); João (Rui Pedro, int.) e Tiago Ressureição.
Suplentes não utilizados: João Paulo (GR), Gabriel e Bernardo.
Foi o Taboeira que, curiosamente, entrou melhor no jogo e criou a primeira situação de perigo, logo aos 2', na marcação de um livre no enfiamento da grande área, sobre o lado direito. O remate saiu forte e o desvio que sofreu quase surpreendeu Hugo, que agarrou à segunda. Os dias antes deste jogo tinham sido de alguma apreensão para os jogadores da casa, que comentavam com alguma preocupação e ansiedade as ausências (certas) por lesão do "capitão" Rafa e do goleador Tavares, que têm sido, neste campeonato, duas peça
s fulcrais no "xadrez" de Alberto Raínho. Fosse por isso, ou por outro motivo, os auri-negros demoraram um pouco a assentar o seu jogo. O primeiro sinal de presença foi dado por João António (grande exibição, miúdo, à atenção do responsável técnico da AFA), com um pontapé estupendo, de longe, que levou muito perigo à baliza de Zé Valera. Estava dado o mote, a partir deste lance a bola começou a ser trocada colectivamente, o futebol começou a fluir, ainda que contasse com a oposição de uma bem organizada defesa do Taboeira. Por isso, muitas vezes, a maneira de tentar o golo foi feita através de pontapés de longa distância. Foi assim que aconteceu aos 15' (Duílio), 20' (Ruben) e 22' (Tiaguinho), com este último a embater estrondosamente na barra (merecia melhor sorte). Este ascendente trouxe o golo inaugural, aos 27', na sequência de um lance de bola parada. Tiago Gomes, na esquerda, faz a cobrança de um livre, colocando a bola ao 2º poste, onde apareceu João Rafael, de cabeça, a fazer o 1-0. Era merecida esta vantagem já que, à excepção dos minutos iniciais, o Taboeira não mais tinha incomodado Hugo. E poder-se-ia ter chegado ao intervalo com uma vantagem mais confortável se, aos 30', Henrique e Duílio não tivessem chegado atrasados a um cruzamento largo, da direita, de Ruben, após mais uma boa jogada de envolvimento da equipa da casa.
Na 2ª parte o Beira-Mar entrou por cima, no seguimento daquilo que vinha fazendo na 1ª. Logo aos 2', Diogo Carvalho remata forte, de longe, para uma defesa segura de Zé Valera. A equipa do Taboeira defendia-se bem e os remates de longe eram a solução mais utilizada pelos da casa para fazer perigar as balizas adversárias. Aos 9', ainda há um momento de alguma emoção junto da baliza de Hugo, quando este deixa bater a bola à sua frente, vinda de um pontapé em balão, e é obrigado a aplicar-se para desviar a bola de Tiago Ressureição.
Aos 10', Tiago Gomes consegue, finalmente, entrar com a bola dominada dentro da pequena área adversária, valendo-se da sua boa técnica individual. O extremo aveirense fura, autenticamente, pelo buraco da agulha, tentando o golo de ângulo muito fechado. Zé Valera não lho permitiu e segurou o remate. Mas o 2-0 viria logo a seguir. Novamente de bola parada e outra vez com um central a marcar. O canto é marcado na direita, à maneira curta e Joel, que fez a sua estreia pela equipa A, coloca a bola na área. Esta sobra para Pedro Salgado, que "enche" o pé e atira para o fundo da
s redes.Com uma margem mais confortável no marcador e sem que o Taboeira desse mostras de poder reagir à desvantagem, os auri-negros continuaram na procura de mais golos. Aos 16', isso poderia ter acontecido, numa boa jogada de entendimento entre Tiaguinho e Ruben, com o lateral-direito a tirar um cruzamento a que Henrique corresponde com um remate perigoso, mas ao lado.
Foi preciso um lance de alguma polémica para que os visitantes criassem algum perigo para a baliza de Hugo. Numa reposição de bola em jogo pelo guarda-redes beiramarense, o árbitro auxiliar dá indicação à sua chefe de equipa que o guardião auri-negro o tinha feito fora dos limites da grande-área (!). Livre directo, em posição frontal, em cima da linha limite da área de rigor. O remate partiu traiçoeiro, mas Hugo desviou a bola para canto, naquela que foi a sua intervenção mais difícil no jogo.Até final, destaque para dois lances finalizados por André Silva, que hoje capitaneou a equipa (22', remate de longe; 24', cabeceamento à boca das redes) e que criaram muito perigo para a baliza de Zé Valera.
A arbitragem, não estando isenta de erros, acabou por passar com nota positiva, num jogo onde é de realçar a correcção demonstrada por todos os jogadores, que lutaram sempre de uma forma determinada, mas leal.


















