terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Balanço da jornada: Juniores imparáveis e iniciados na frente!

Num fim-de-semana em que se registou um número anormal de derrotas (4), as 8 vitórias alcançadas trouxeram, ainda assim, motivos fartos de satisfação e mesmo o empate alcançado pelos infantis B, frente a um dos candidatos ao apuramento para a série dos primeiros, na 2ª fase do campeonato distrital, não pode deixar de ser incluído no lote dos bons resultados.
Os grandes destaques da jornada vão para as nossas equipas de juniores e de iniciados, nos respectivos campeonatos nacionais. A equipa de António Luís, não só bateu um dos seus adversários directos, que jogava no seu terreno, como ainda o fez por números surpreendentes (0-3), elevando para 10 os jogos consecutivos que leva sem perder e revelando uma dinâmica imparável de vitória, que não se sabe até onde poderá chegar. Quanto aos nossos sub-15, parece que a equipa está talhada para as grandes ocasiões e, perante mais um confronto difícil, foi a Anadia vencer e assumir, de novo, a liderança da série C, beneficiando do empate do anterior líder.
Confira agora os resultados globais obtidos pelas nossas equipas, consultando o quadro que segue, do qual constam, ainda, os jogos da jornada intercalar do dia 1 de Dezembro (juvenis e juniores):


COMENTÁRIO
JUNIORES: Impressionante! A equipa de juniores leva quase uma volta completa sem perder no campeonato nacional da 2ª divisão e, pela primeira vez esta época, os 10 jogos consecutivos a pontuar levaram-na, em matéria classificativa, a uma posição no pódio, ocupando agora o 3º  lugar, o último que dá acesso directo à disputa da subida de escalão na 2ª fase da prova. Se a vitória caseira sobre o Cinfães, por 3-1, a meio da semana, se poderá considerar perfeitamente dentro dos parâmetros da normalidade, já o triunfo arrancado fora de portas, frente ao Padroense, um dos candidatos ao apuramento, por evidentes 0-3, pode deixar surpreendido quem não assistiu ao jogo, sendo, de toda a maneira, motivo para endereçar os parabéns à equipa de António Luís.
Apesar do jogo digno efectuado pela equipa que disputa o campeonato distrital, frente ao Cucujães, o Beira-Mar sofreu nova derrota em casa, por 1-3, afastando, quase por completo, a possibilidade de apuramento para a série dos primeiros.
JUVENIS: Se a meio da semana, a vitória alcançada no terreno do Vigor (1-3) poderia ter servido de tónico para encetar uma série de jogos que pusessem a nossa equipa a salvo de grandes preocupações, a pesada derrota sofrida em casa, no domingo, frente ao Boavista, por 1-4, veio colocar tudo na "estaca zero", fazendo com que cada jogo disputado pelos auri-negros se revista de autêntica final. E, como qualquer final que se disputa, ela terá de ser para ganhar...
INICIADOS: Pela segunda vez esta época a equipa de Alberto Raínho e João Amaral chega ao topo da classificação. E, das duas vezes que isso aconteceu, foi consequência de vitórias fora, alcançadas sobre adversários poderosos, primeiro sobre a Oliveirense, à 9ª jornada, apeando-a directamente, nesse jogo, da liderança e agora em Anadia, 3º classificado da prova. Para tomar as rédeas do comando, os auri-negros, para além da vitória, por 1-3, frente aos bairradinos, beneficiaram do empate, na Covilhã, cedido pela equipa de Oliveira de Azeméis, que, desde o início, tem ocupado quase sempre o primeiro lugar. Esperemos que agora, ao contrário do que aconteceu antes, os auri-negros se agarrem ao lugar e não o cedam ao fim de uma jornada apenas.
A derrota sofrida em Avanca, por 3-0, poderia ter atirado, de novo, a equipa de Edmundo Ferreira para o indesejado 6º lugar da classificação da Zona Sul do campeonato distrital da 1ª divisão. Valeu à equipa auri-negra a derrota caseira do Águeda, seu principal adversário na luta pelo 5º lugar da prova, o último que apura para a série dos primeiros, principal objectivo da equipa do Beira-Mar nesta 1ª fase.
INFANTIS A: Mais do que as duas vitórias alcançadas pelas equipas do Beira-Mar (1-9, na Mourisca e 10-1, em casa, frente ao Vaguense), mantendo-se 100 por cento vitoriosas, a notícia foi mesmo a obtenção de um golo por cada uma das equipas adversárias, o segundo, apenas, sofrido na prova pelos auri-negros. Na série G, registe-se ainda a curiosidade de ter sido o Mourisquense a única equipa que, até agora, marcou golos aos aveirenses.
INFANTIS B: Jogo de crucial importância para as aspirações da equipa disputavam os sub-12 do SC Beira-Mar no terreno do Taboeira, um dos 3 mais fortes e assumidos candidatos ao apuramento para a série dos primeiros. Os auri-negros, à partida para este jogo, partilhavam o comando com o Avanca e tinham o seu adversário com 3 pontos de atraso, no 3º lugar. A partida, sendo de grande importância para as duas equipas, era, por via disso, mais decisiva para o Taboeira, que, perdendo, ficaria praticamente afastado do seu objectivo. O empate registado (1-1), deixando ainda tudo em aberto, abre melhores perspectivas à equipa dos irmãos Teles, mas tudo vai depender do que as equipas fizerem no futuro.
BENJAMINS A: João Paulo passou uma semana terrível para gerir tantos problemas que lhe surgiram com doenças e lesões de atletas. Foi, por isso, muito difícil a construção das equipas para acudir aos 2 jogos agendados. Valeu a colaboração do grupo dos benjamins B, que cedeu alguns elementos, em número suficiente para nos apresentarmos em Frossos, frente ao Taboeira e receber, em casa, o Mourisquense, que se revelava um jogo de capital importância para o futuro da nossa equipa. Fragilizados pelos motivos já evocados, perdemos frente ao Taboeira por 11-0, mas mantivemos a chama acesa na série H, batendo o Mourisquense, por 3-0, um adversário directo na luta pelo apuramento para a série dos primeiros, que agora parece ser um duelo entre Beira-Mar e Alba.
BENJAMINS B: Apesar do imenso frio que se fez sentir durante toda a manhã de sábado, as nossas equipas de benjamins B mostraram-se imperturbáveis às condições climatéricas e impuseram-se aos seus adversários do fim-de-semana, registando mais duas vitórias e mantendo um percurso imaculado na prova. Macinhatense (derrota, por 8-1, no Seminário) e Oliveira do Bairro (batido em casa, por 1-3), foram as equipas que ficaram nos registos da 7ª e da 8ª vitórias dos auri-negros, tantas quantos os jogos que cada uma das formações de Paulo Martins e Jorge Vinagre já efectuaram.
TRAQUINAS A: A equipa de Daniel Esteves e Luís Malta registou mais uma clara vitória em casa, batendo, desta vez, a equipa da Oliveirense, por 7-1, num jogo em que a primeira parte foi um dos melhores períodos de futebol praticado pelos jovens aveirenses. Foi apenas mais um passo na perseguição ao objectivo principal (apuramento para a série dos primeiros), num momento em que a prova vai entrar numa fase decisiva.

JUVENIS: Erros e lição de contra-ataque justificam resultado

SC Beira-Mar, 1 - Boavista FC, 4
(0-0, ao intervalo)

A equipa de juvenis do SC Beira-Mar voltou a marcar passo no campeonato nacional da categoria e foi severamente batida pelo Boavista, no Estádio Mário Duarte, por 1-4, resultado que é uma conjugação de erros primários cometidos pelos auris negros, bem aproveitados pelos "axadrezados" para dar a "cambalhota" no marcador, com uma brilhante demonstração da arte de bem contra-atacar, mostrada pela equipa do Bessa, quando já se encontrava em vantagem e os aveirenses tentavam, desesperadamente, chegar pelo menos ao empate.
Sob uma excelente arbitragem do Sr. João Henriques, da AF Coimbra, a equipa do Beira-Mar apresentou-se, num dia de muita chuva, com os seguintes elementos:
Samuel (gr); João Rui, Miguel, Manuel e Rúben Marques (Henrique, 63'); André Silva (cap), Diogo M. Carvalho e Pité; Ricardo Tavares (João Valente, 70'), Marc (Tiago Gomes, 63') e Danny.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr); Bruno Filipe e Balacó.
Quando o jogo se iniciou, cedo se percebeu que as condições do tempo e do relvado iriam condicionar a tarefa dos jogadores, tornando o seu trabalho muito mais difícil e tendo, naturalmente, reflexos na qualidade do futebol praticado. Com zonas do terreno onde a bola rolava rapidamente, e outras, mais encharcadas, onde prendia, era quase impossível controlar bem a intensidade do passe e isso viria, infelizmente para os da casa, a ter influência no resultado.
O jogo era de muita luta a meio campo, com a bola a ser jogada quase sempre longe das balizas, tendo Marc, apenas aos 6', feito o primeiro remate da partida, desferido de muito longe, em balão, por cima do travessão, ficando o registo da tentativa de chegar, por este meio, ao golo que se mostrava difícil de obter em circunstâncias tão adversas. O Boavista, que montou uma estratégia de colocação dos avançados auri-negros em fora-de-jogo e que resultou praticamente em pleno, só chegava à área de Samuel em lances de bola parada, aproveitando livres em qualquer parte do terreno (mesmo no seu meio campo) para colocar a bola perto da baliza do Beira-Mar. E foi na marcação de um livre, este no enfiamento da grande área, sobre o lado direito, que o Boavista rematou, aos 21', pela primeira vez à baliza aveirense, tendo Samuel defendido bem com um desvio para canto. Também foi na marcação de um livre na direita, executado por Marc, aos 27', que o Beira-Mar levou o perigo à baliza dos "axadrezados", com Danny a elevar-se bem na área e a rematar de cabeça para as mãos do guardião José Pedro.
A convicção era cada vez maior que as bolas paradas resolveriam o jogo, mas, curiosamente, foi num bom lance de bola corrida, aproveitando o corredor direito, onde a bola deslizava quase normalmente, que o Beira-Mar construiu uma soberana oportunidade de golo, com Marc a abrir em Ricardo Tavares, que assiste, com um cruzamento rasteiro, a entrada de Pité na pequena área, que atirou, na cara do guarda-redes do Boavista, contra o corpo deste. Como se costuma dizer, e sem ofensa para José Pedro, acertou no "boneco"! A parte final da primeira parte, acentuaria a tendência do Beira-Mar para incomodar mais o último reduto boavisteiro e, aos 39' e 40', o perigo voltou a rondar a baliza da equipa do Bessa. No primeiro lance, outra vez Ricardo Tavares, na direita, faz um cruzamento rasteiro e atrasado, solicitando Diogo Carvalho, que, por estar ligeiramente adiantado relativamente à bola, executa o remate em dificuldade, saindo fraco; a seguir, mais um livre de Marc, muito bem executado, permite um cabeceamento muito perigoso a João Rui, que fica muito perto do golo.
A equipa aveirense, que poderia ter chegado ao intervalo na frente do marcador, já que dispôs das melhores, diríamos mesmo, únicas oportunidades de golo, jogava, na segunda parte, a favor do vento, factor que poderia não ser despiciendo, dadas as condições já referidas do relvado. Mas não foi por aí que as coisas se viriam a decidir e, neste período complementar, aos 46', pertenceria mesmo ao Boavista o primeiro remate, desferido em posição frontal pelo seu nº 7, que saiu, no entanto, sem direcção. Mas logo no minuto seguinte, o Beira-Mar colocar-se-ia em vantagem, por Danny, que surge solto na área, onde recebe um cruzamento rasteiro, da direita, de Ricardo Tavares, para atirar para o 1-0 na cara do guardião contrário, que viu a bola passar-lhe por baixo.
Parecia estar feito o mais difícil, mas os esfusiantes e prolongados festejos do golo inaugural como que desconcentraram os jogadores aveirenses, que, no minuto seguinte, fruto de uma indecisão e de uma má opção, oferecem o golo do empate ao adversário. Uma bola que poderia ter sido aliviada facilmente, é atrasada para Samuel, mas fica presa na água e disso se aproveita Joel para chegar, de forma inesperada ao 1-1, apanhando o guardião aveirense ligeiramente fora dos postes e atirando para a baliza deserta.
Os jogadores aveirenses procuraram reagir de imediato e, aos 49', Marc responde, em jogada individual, que culmina com um remate forte, mas ao lado do poste.
As coisas complicar-se-iam para os auri-negros, aos 52', quando num ressalto de bola, após uma tentativa de alívio, na área do Beira-Mar, esta fica à mercê do extremo boavisteiro Tiago, que, na cara de Samuel, só tem de a fazer sobrevoar o guardião aveirense, que nada pôde fazer para evitar o 1-2 caído do céu. De repente, um jogo que parecia estar a encaminhar-se bem para a obtenção de um resultado positivo, que os atletas beiramarenses tanto perseguiam e desejavam, vira-se completamente ao contrário e era a equipa de Aguinaldo Melo que teria de correr atrás do prejuízo. Todos estes acontecimentos adversos, em tão curto espaço de tempo, acabam por mexer com a estrutura mental da equipa e, aos 60', num lance em tudo semelhante ao do primeiro golo dos forasteiros (nova bola presa na água, em atraso não aconselhado ao guarda-redes), valeu a intervenção de Samuel para evitar mais um golo oferecido.
Operadas algumas alterações no Beira-Mar, com duas substituições e mudança no sistema de jogo utilizado, os aveirenses ganharam momentaneamente um novo fôlego e viriam a estar muito perto do empate, em dois lances sucessivos. Aos 65', um livre apontado por Tiago Gomes, no enfiamento da grande área do Boavista, no flanco esquerdo, leva a bola ao segundo poste, onde aparece, sozinho, Pité, a falhar escandalosamente o golo, atirando de cabeça ao lado. No minuto seguinte é Tiago Gomes, após uma iniciativa individual, a entrar bem dentro da área do Boavista, mas a rematar ligeiramente ao lado do poste direito.
Estes lances foram como que o "canto do cisne", na perspectiva beiramarense, já que, de seguida, apareceu o Boavista em todo o seu esplendor, na arte de contra-atacar, aproveitando muito bem o balanceamento para o ataque dos aveirenses, na procura de chegar, pelo menos, ao empate. Foi assim que, aos 67', novamente Tiago, chega ao 1-3 (talvez o melhor golo do jogo) e, aos 75', Joel também bisaria, fazendo o 1-4 em mais uma excelente transição rápida, em que a bola foi bem trocada desde a área "axadrezada" até os marcadores ficarem na cara de Samuel, que não teve qualquer hipótese de evitar este avolumar do marcador. Valeriam, aliás, duas suas intervenções, aos 71' e já depois, em período de compensação, para evitar que jogadores adversários isolados ampliassem ainda mais o marcador, numa fase em que a equipa do Beira-Mar estava, também psicologicamente, derrotada.
O apito final chegaria a seguir e se os números do marcador acabam por nos "obrigar" a ter de aceitar a vitória do Boavista, que, no entanto, só seria verdadeiramente justificada após a reviravolta no marcador, fica mais uma vez a sensação que outro resultado teria sido possível. Mas, também mais uma vez, a nossa equipa não soube guardar a vantagem com que esteve no marcador e este facto já começa a parecer sina....

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

INFANTIS B: Primeiro empate dos irmãos Teles em derby emocionante!

AD Taboeira, 1 - SC Beira-Mar, 1
(1-0, ao intervalo)

Tal como na 1ª volta, foi um jogo de grande qualidade e com muita emoção o que decorreu na manhã de sábado, com as 2 equipas a lutar por um lugar de acesso à série dos primeiros.
O jogo teve uma primeira parte onde o equilíbrio foi a nota dominante, mas onde, na segunda, fizemos mais do que o suficiente para conseguir um resultado mais positivo, pois construímos várias oportunidades, que a serem concretizadas, quase nos poderiam ter garantido o tão ambicionado apuramento.
Jogo no campo de Frossos, numa manhã muito fria, onde participaram, na equipa do SC Beira-Mar, por ordem numérica, os seguintes jogadores: 1- Marcelo; 2-Daniel; 4-Adriano; 6-Diogo; 7-J. Claro; 8-Rui; 9-João Bernardo; 11-Peralta; 12-Bruno; 16-Kikas; 17-Júnior e 20-Fábio.
Os misters Teles, Pedro e João, apresentaram de início:
Marcelo (GR), Adriano, J. Claro (cap.), João Bernardo, Peralta, Júnior e Fábio.
Jogaram ainda na 1ª parte: Kikas e Diogo.
O adversário jogava o tudo por tudo nesta partida, pois com 2 derrotas já averbadas um novo desaire retirava-lhe qualquer hipótese de apuramento.
Foi a equipa do Taboeira que entrou na partida tentando assumir o seu comando, no entanto cedo nos adaptámos ao seu sistema de jogo e equilibrámos a partida.
Numa primeira parte onde escassearam as ocasiões evidentes de marcar, o Taboeira chegou à vantagem, aos 19’, aproveitando uma das raras “falhas” no nosso reduto defensivo.
Reagimos muito bem ao golo sofrido, e procurámos chegar ao empate antes do intervalo, tendo disposto de clara oportunidade, quando enviámos uma bola à barra, num cabeceamento na sequência de um canto.
Na 2ª parte, iniciaram a partida:
Marcelo (GR), Adriano, Diogo, J. Claro, Peralta, Kikas e Júnior.
Entraram ainda na 2ª parte: João Bernardo e Fábio.
No segundo tempo, a nossa equipa entrou muito bem em campo e assumiu por completo a iniciativa do jogo, com o adversário a procurar apenas chegar à nossa baliza através de lances de contra-ataque.
Conseguimos chegar ao mais que justo empate, aos 8´, por Kikas, numa recarga cheia de oportunidade, após livre no meio campo, bem executado por João Bernardo.
Até ao final do jogo, os nossos jogadores tudo fizeram para merecer um outro resultado, nomeadamente nos últimos dez minutos, em que dispusemos de 3 claríssimas oportunidades para dar a volta ao marcador. Contudo, alguma ansiedade no momento da finalização não permitiu repetir a vitória da 1ª volta.
Após 60 minutos em que fomos superiores, o resultado final soube a pouco…, mas toda a equipa está de parabéns e no bom caminho para conseguir o objectivo principal da época!
Nova curiosidade, neste jogo com o Taboeira, foi o primeiro empate registado em todas partidas oficiais dos irmãos Teles, desde que assumiram o comando desta equipa na época anterior!

domingo, 5 de dezembro de 2010

BENJAMINS A: Em semana terrível, terminámos com um sorriso...

Efectivamente, este grupo teve uma semana muito difícil, com muitas ausências por motivos de doença de vários atletas, facto que não permitiu que treinássemos como gostaríamos, obrigando mesmo ao cancelamento de treinos. Remediámos a situação com a ajuda, preciosa, do grupo de Benjamins B e conseguimos ter uma prestação digna em ambos os jogos, apesar dos resultados antagónicos.

AD Taboeira, 11 - SC Beira-Mar "A", 0
(7-0, ao intervalo)

Apenas um jogo perdido

Numa manhã de muito frio, tivemos algumas dificuldades em travar um adversário que foi sempre mais forte que nós, dificuldade essa que já esperávamos, em virtude de apresentarmos alguns atletas com debilidades fisícas e em número limitado. Os que estiveram em campo empregaram-se a fundo, tentando contrariar o adversário, tendo sido demasiado penalizados pela diferença no marcador. Resta ressalvar a dignidade e o bom comportamento de todos na defesa da camisola do Beira-Mar.
Estiveram neste jogo: Francisco; Rui (cap); Diogo Silva; Gustavo; Guilherme; Alain; Gonçalo Nascimento e Alexandre Pinto.

SC Beira-Mar "B", 3 - UD Mourisquense, 0
(2-0, ao intervalo)

Bom início ditou resultado final...

Começámos com bom ritmo e com vontade de cedo resolver o jogo a nosso favor, para evitar surpresas desagradáveis, em virtude de algumas limitações que apresentámos. Os atletas responderam em pleno e, aos 3 minutos, já venciam por 2-0. A partir daqui controlámos o jogo com muita concentração, fazendo uma gestão do esforço dos atletas, procurando manter sempre a equipa equilibrada para não permitir que o adversário nos criasse dificuldades. Este controlo do jogo permitiu ainda fazer o terceiro golo (fantástica execução) e com ele definir o resultado a nosso favor, conquistando uma vitória justíssima.
O Beira-Mar apresentou: Álvaro (gr); Gabriel, Vieira, António Melo, Afonso, Samuel (cap), João Baptista, Miguel Vaz e Rui Tiago.
Marcaram: Samuel (2) e Afonso.

INICIADOS A: Num campo difícil, vitória justa valeu a liderança

Anadia FC, 1 - SC Beira-Mar, 3
(0-1, ao intervalo)

Num dia de chuva intensa e com um sintético muito molhado, assistiu-se, em Anadia, a um bom jogo de futebol, com uma grande entrega dos jogadores de ambas as equipas.
Começámos a dominar desde cedo, mas sempre com um grande respeito pelo nosso opositor, que se encontrava logo atrás de nós na classificação, ainda que longe em termos pontuais.
Dadas as condicionantes do estado do piso, circulávamos a bola pelos nossos atletas, quando o terreno permitia e virávamos o lado do jogo, com passes longos, quando a bola não rolava. O domínio era do Beira-Mar e o adversário procurava responder com futebol directo, na exploração do contra-ataque e da velocidade dos seus atletas mais adiantados.
O primeiro aviso veio de Hugo, com um remate de fora da área a passar perto do poste, para depois, na sequência da marcação de um canto, Ricardo Pinto, ao segundo poste, cabecear mal e sem direcção. Também após outro pontapé de canto, Hugo tenta rematar de primeira, na zona da grande penalidade, mas acaba por falhar o pontapé. Esta sequência de lances de perigo levar-nos-ia até ao minuto 27, momento em que Hugo Custódio tabela bem com João, aparece em boa posição e, numa execução de génio, tira dois defesas e o guarda-redes do caminho e faz o 0-1.
Ainda antes do intervalo, o marcador poderia ter funcionado de novo, em dois lances, um para cada lado, com os auri-negros a disporem, primeiro, de uma ocasião para chegar ao segundo golo, na sequência de um canto, com os nossos dois centrais a atrapalharem-se e a não conseguirem cabecear com êxito. Em cima da hora para o descanso, oportunidade para os bairradinos empatarem, no lance mais perigoso criado pelo Anadia, que resultou de uma desatenção da nossa linha média, que permitiu vantagem numérica (2X1) no flanco de Filipe Melo, impotente para evitar a combinação, da qual resultou um remate cruzado, forte e colocado, que levou a bola a embater no poste da baliza de Canha.
Na segunda parte, entrámos novamente bem, sabendo que, apesar da vantagem, era necessário procurar mais um golo que garantisse alguma tranquilidade. Ele surgiria, aos 45’, num lance em que João Miguel, na pequena área, recebe a bola de costas para a baliza, combinando, inteligentemente, com Ramalho, que assiste Hugo Custódio, melhor colocado, para um “chapéu” de fora da área, que resultaria no 0-2, ainda que o impotente guardião anadiense tivesse tocado a bola antes de esta entrar.
A partir deste golo, assistiu-se a uma reacção normal dos homens da casa, que, com muito brio, nos encostaram às nossas linhas mais recuadas, criando-nos alguns calafrios, principalmente em lances de bola parada. E foi num lance deste tipo que, aos 65’, quando uma bola fica perdida no interior da nossa área, após a marcação de um canto, que o Anadia aproveita para reduzir a diferença para 1-2.
Animados pelo golo, que relançava a partida, logo depois, o Anadia ameaçava de novo, com a bola rematada de longe a passar muito perto da baliza defendida por Canha. Foi um período de algum sofrimento, que as grandes equipas têm de saber suportar e, com maior ou menor dificuldade, os auri-negros ultrapassaram esta fase e acabaram mesmo com a incerteza no resultado, sentenciando o jogo, à passagem do minuto 68, com a obtenção do 1-3 final. A bola é metida em Steven, que passou por toda a gente em velocidade, acabando por tirar um adversário do caminho com um toque subtil e rematado em jeito, ao poste mais distante, obtendo mais um belo golo (e qual deles, o melhor?).
Antes do apito final, o Anadia ainda poderia ter encurtado distâncias, com o camisola 6 da casa, Joel, a aparecer na cara de Canha, atirando, contudo, por cima do travessão. Pouco depois, chegaria o apito final da árbitra da AF Porto, Ana Aguiar, que realizou uma arbitragem que se pode considerar boa.
Grande atitude, determinação, concentração e entrega da nossa equipa, que conseguiu uma vitória justa, num campo difícil. Depois de um período em que apresentámos alguma quebra física, em alguns jogos, parece que estamos de regresso às boas exibições. Aproveitando o semi-desaire da Oliveirense na Covilhã, os aveirenses estão, de novo, no comando da classificação da série C do campeonato nacional de iniciados.
O SC Beira-Mar apresentou, no Complexo Desportivo de Anadia, os seguintes jogadores:
Canha (gr); Sousa, Ricardo Pinto, Fábio (cap) e Filipe Melo; Nuno Abreu, Tiago Ramalho e Hugo Custódio; Aurélio (Steven, 52’), João Miguel (Lucas, 63’) e Bruno Ribeiro.
Suplentes não utilizados: Pedro Rafael (gr), Yusuf, Ricardo Esteves, Sérgio e Bruno Reis.

INFANTIS A "B": Golear sem deslumbrar

SC Beira-Mar "B", 10 - FC Vaguense, 1
(4-1, ao intervalo)

A equipa de infantis A do SC Beira-Mar, que disputa a série H do campeonato distrital, somou a sua 10ª vitória na prova, tantas quantos os jogos disputados até agora, reforçando o seu estatuto de líder e caminhando a passos largos para o apuramento para a série dos primeiros. Para isso nem precisou de se aplicar a fundo e mais do que a vitória auri-negra, por 10-1, notícia será mesmo o golo marcado pelo Vaguense, apenas o segundo sofrido pelos aveirenses, que já apontaram 95 tentos.
O Beira-Mar apresentou-se com:
Marco Pais (gr); Toncha e João Monteiro; Didi, Hugo e João Gonçalo; Fábio.
Também alinharam: Henrique (gr), André, Rafa e Portugal
A primeira parte, apesar do domínio claro dos donos do terreno, nem sempre foi bem jogada, tardando os auri-negros em assentar o seu jogo. Mesmo depois de terem chegado à vantagem de 1-0, aos 8', por João Gonçalo, após boa jogada pelo lado esquerdo, o futebol dos aveirenses não saía tão fluido como habitualmente, pese embora a abnegnação e entrega de todos os seus jogadores. Só aos 17' o marcador voltaria de novo a funcionar, com João Gonçalo a bisar, numa jogada individual de Didi, que cruza da direita para o lado contrário, onde o marcador do 2-0 recolhe, evita um adversário e atira a contar.
Num jogo de muita luta, disputado numa tarde de imenso frio, o Vaguense só procurava chegar à baliza de Marco através de pontapés de longe, aproveitando a potência do remate do seu nº 6, que sobressaía em termos físicos.
A qualidade do jogo do Beira-Mar começou a melhorar e só a barra, aos 21', e o poste, aos 26', evitaram novo golo, devolvendo remates de Didi, executado de longe, e de Hugo, feito em posição frontal, após uma excelente jogada de futebol colectivo. Golos que chegaram com o aproximar do descanso, com Hugo, aos 27', a rematar forte e colocado, à entrada da área, fazendo o 3-0 na sequência da marcação de um pontapé de canto, para Didi, aos 29', chegar ao 4-0 com uma "bomba" desferida de fora da área.
O momento do Vaguense estaria guardado para a jogada seguinte, com o nº 6, como habitualmente, a aproveitar a reposição da bola em jogo após o golo para desferir um potente remate à baliza do Beira-Mar, proporcionando difícil defesa a Marco Pais, que desviou para canto na sua primeira verdadeira intervenção no jogo. Na sequência do canto, que seria o último lance da primeira parte, o Vaguense aproveita e faz o seu festejadíssimo golo, regressando as equipas aos balneários com 4-1 no marcador.
Na segunda parte a qualidade do futebol praticado pelos aveirenses melhorou e rapidamente a vantagem foi dilatada, com o 5-1 a surgir, aos 34', na tranformação, por João Monteiro, de uma clara grande penalidade assinalada a castigar derrube a Didi e o 6-1, no minuto seguinte, através de uma oportuna recarga de Fábio, aproveitando uma bola defendida para a frente após remate forte de Hugo, de fora da área.
Marco seria chamado a intervir mais cedo, nesta segunda parte, aos 38', opondo-se mais uma vez muito bem, com uma boa defesa, a uma tentativa do incontornável nº 6 do Vaguense, que rematou fortíssimo um livre assinalado perto do limite da grande área do Beira-Mar. Mas o sentido do jogo era claramente o da baliza forasteira e o melhor futebol agora exibido pela equipa de Ricardo Pinheiro voltaria a dar os seus frutos, com Didi a chegar ao 7-1, aos 41', um grande golo obtido com um remate colocadíssimo, desferido de fora da área, após uma boa iniciativa individual, com a bola ainda a bater no poste antes de se anichar nas redes.
No meio de duas perdidas incríveis do Beira-Mar, aos 47' e 49', com a barra a devolver os remates auri-negros (Didi nas jogadas), o goleador aveirense redime-se e faz de cabeça o 8-1, na sequência da marcação de um canto, apontado por Portugal do lado direito. A ponta final do jogo estaria reservada para André, que bisaria, aos 50' e 57', com o 9-1 a surgir de uma recarga do "levezinho" a uma bola largada pelo guardião de Vagos após remate de Toncha e o definitivo 10-1 a ser feito à boca da baliza, após uma assistência primorosa de Fábio, que fez tudo sozinho, em jogada pelo flanco esquerdo.
Até parece fácil!

BENJAMINS B "B": Jogo quente em manhã fria

Oliveira Bairro SC, 1 - SC Beira-Mar "B", 3
(0-0, ao intervalo)

A deslocação a casa do mais directo adversário do Beira-Mar, na luta do 1º lugar nesta série, fazia prever um bom jogo e a perspectiva de um resultado equilibrado.
Um jogo marcado para as 9 horas da manhã, com os termómetros a indicarem os 0 graus e o relvado todo branquinho, era o Inverno a marcar presença.
O Paulo Martins optou pelos seguintes jogadores para iniciar o jogo:
João Luís (gr), Tiago Almeida, Renato, Pedro Reis (cap), Simão, Couceiro e Samuel.
No banco estiveram o Tiago Neves, Pipe e Bruno Santos. Todos eles também jogaram na 1ª parte.
O Beira-Mar entrou a mandar no jogo e a demonstrar porque é o líder isolado, só com vitórias. Os primeiros 20 minutos foram de domínio absoluto da equipa visitante, que desfrutou de algumas oportunidades de golo mas não conseguiu concretizar.
O Oliveira do Bairro tinha muita dificuldade em sair do seu meio campo e optou por organizar a sua defesa e tentar com pontapés longos tirar partido de alguma possível desatenção, para surpreender o Beira-Mar, aproveitando o contra ataque.
A qualidade dos nossos jogadores e a sua concentração não permitiram que a equipa adversária tivesse um único lance de perigo, aliás o nosso guarda-redes não fez uma única defesa.
A nossa equipa esteve sempre muito bem organizada e, com um futebol bonito, manteve durante largos minutos a equipa da casa fechada junto à sua área.
Os últimos minutos da 1ª parte mostraram um Oliveira do Bairro a subir mais no terreno e a ganhar mais lances no meio campo, no entanto não criaram qualquer perigo junto da nossa baliza.
O intervalo chegou com um 0-0 penalizador para o Beira-Mar que foi a única equipa que fez tudo para sair na frente.
Para a 2ª parte o treinador escolheu os seguintes jogadores para reiniciar a partida:
João Luís (gr), Renato, Tiago Neves, Pedro Reis (cap), Pipe, Bruno Santos e Samuel.
Como habitualmente, também foram utilizados os restantes jogadores, neste caso o Tiago Almeida, o Couceiro e o Simão.
Voltámos a entrar bem no jogo, com muita atitude e a pressionar o adversário no seu meio campo. Os lances de perigo começaram a aparecer junto da baliza do Oliveira do Bairro e o golo adivinhava-se.
Surgiram, assim, aos 2’, 10’ e 18’, os três golos que justificaram mais uma vitória da equipa auri-negra, todos obtidos pelo Samuel.
Também nesta segunda parte, o Oliveira do Bairro não criava perigo junto da nossa baliza. Os lances mais perigosos saíram de dois livres, mas que não levaram a melhor direcção. Aos 24’, numa desatenção dos nossos atletas, a equipa da casa conseguiu fazer o seu golo de honra.
Oito pontos separam agora estas 2 equipas e foi dado um passo muito importante para alcançar o objectivo do Beira-Mar, apurar-se para a série dos primeiros em 1º lugar.
Para os meninos que estão doentes, desejam-se rápidas melhoras.

BENJAMINS B "A": Vitória fácil.

SC Beira-Mar "A", 8 - AA Macinhatense, 1
(6-0, ao intervalo)

O Beira-Mar cumpriu a sua obrigação e derrotou, na manhã de sábado, o Macinhatense, por 8-1, em jogo da 9ª jornada da fase regular do campeonato distrital. A equipa orientada por Jorge Vinagre realizou uma primeira parte muito agradável. Os jogadores souberam interpretar o que lhes foi pedido pelo técnico aveirense e atingiram com toda a naturalidade a meia dúzia de golos até ao intervalo, sendo que alguns desses golos resultaram de jogadas de entendimento muito bem desenvolvidas pelos jovens atletas auri-negros.
Na segunda parte, o ritmo baixou e a eficácia também. Os jogadores nem sempre tomaram a melhor opção em matéria de finalização, o que se reflectiu no marcador final. Para além de várias oportunidades em lances de bola corrida, a equipa aveirense desperdiçou também uma grande penalidade. Nos instantes finais da partida, numa desatenção da defesa do Beira-Mar, o Macinhatense viria ainda a obter o seu tento de honra. Um golo muito festejado pelos jovens jogadores da equipa de Macinhata do Vouga. Duas referências finais. Uma para o frio intenso que os jogadores tiveram que enfrentar na manhã de sábado e que obrigou a um esforço suplementar de todos os intervenientes e outra para o árbitro que, no final do encontro, presenteou os jogadores com rebuçados.
Campo do Seminário, em Aveiro.
O Beira-Mar apresentou de início: Rafa, Bruno Duarte, Gonças, António (cap), Luís Nunes, Kiko e Tiago Pinheiro.
Jogaram ainda na primeira parte: Manuel, Pedro António e Filipe.
Na segunda parte, o Beira Mar entrou com: Rafa, Bruno Duarte, António (cap), Kiko, Filipe, Pedro António e Manuel.
Jogaram ainda na segunda parte: Gonças, Luís Nunes e Tiago Pinheiro.
Marcadores: Luís Nunes (3), António, Tiago Pinheiro, Manuel, Filipe e Gonças.

JUNIORES B: Cucujães foi mais eficaz

SC Beira-Mar, 1 - AC Cucujães, 3
(1-2, ao intervalo)

Em jogo disputado no sábado de manhã, a contar para o campeonato distrital de juniores da 1ª divisão, a equipa do SC Beira-Mar sofreu a sua terceira derrota consecutiva na prova e confirmou que, nesta época e em termos de resultados, os objectivos passarão por fazer uma boa 2ª fase e garantir a permanência no escalão maior, disputando a série dos últimos.
A derrota acaba por se aceitar, embora os auri-negros não se tenham mostrado em nada inferiores ao seu adversário, que soube muito bem aproveitar alguns erros defensivos da nossa equipa, revelando ainda, nos momentos decisivos, uma eficácia que os aveirenses não tiveram.
No relvado secundário do Estádio Mário Duarte, o professor António Luís contou com:
Hugo (gr); Diogo H. Carvalho (Leandro, 73'), Guilherme, Rui Santos e Wilson Rubio; Francisco, João Meireles (Renato Silva, 57'), Greno (Tiago Azevedo, int) e Pedro; Paulo Sousa e Pape.
A equipa do Beira-Mar entrou bem na partida, com boas trocas de bola entre os seus jogadores, parecendo indicar que este dia lhes proporcionaria um bom resultado. E esta ideia ainda mais se cimentou, quando, logo aos 4', os auri-negros estiveram prestes a inaugurar o marcador. A jogada desenvolve-se pela esquerda, com Paulo Sousa a desenvencilhar-se do seu marcador e a rematar cruzado, sendo a bola aliviada por um defesa do Cucujães, que tinha o seu guardião já batido.
O Cucujães espreitava o contra-ataque e foi numa jogada deste tipo, pelo lado esquerdo, aos 7', que o jogador nº 7 do Cucujães surge isolado em direcção à baliza aveirense, valendo a pronta e atenta intervenção de Hugo para sanar o perigo e evitar o primeiro golo da partida. À melhor entrada do Beira-Mar, começava a responder o Cucujães, que foi equilibrando a partida em termos de posse de bola, ainda que o perigo criado tivesse resultado de erros defensivos da equipa da casa. Foi assim, aos 18', num desentendimento no último reduto auri-negro, após um lançamento lateral para dentro da grande área, com o nº 9 do Cucujães a falhar incrivelmente o golo, rematando, na pequena área, por cima do travessão, com Hugo completamente batido.
Mas, no minuto seguinte, nova hesitação atrás, desta feita de Rui Santos, que é desarmado na zona central, teria piores consequências, com a bola a sobrar para o nº 10 forasteiro, que remata colocado para o 0-1, de nada valendo a estirada de Hugo para evitar o golo. Estava na frente a equipa que soube aproveitar as falhas contrárias e, sem que nada o fizesse prever, aos 27', explorando bem o desposicionamento da defensiva aveirense, um passe mortal desde as linhas mais recuadas isola o nº 20 do Cucujães (Oliveira), jogador bem dotado tecnicamente, que executa um "chapéu" perfeito a Hugo e eleva para 0-2.
O resultado era exagerado para aquilo que se estava a passar em campo, mas traduzia a enorme eficácia da equipa visitante, matreira na sua forma de jogar. Mas o Beira-Mar não deixou cair os braços e, pouco depois, aos 31', uma jogada de Pedro pela direita termina num cruzamento para a boca da baliza, onde surge bem Pape, na zona do ponta-de-lança, a desviar subtilmente para a baliza, para uma defesa por instinto do guardião contrário, que negou um golo praticamente feito. Na insistência, a bola volta a ser cruzada da direita para o segundo poste, onde Rui cabeceia para a zona central, aparecendo Paulo Sousa, também de cabeça, a atirar para dentro da baliza, encurtando distâncias e pondo o resultado num mais consentâneo 1-2.
Animados pelo golo, os aveirenses foram em busca do empate, que poderia ter surgido, aos 34', quando um cruzamento de Chico, do lado direito, é correspondido com um remate de Pape, que sai por cima do travessão, recolhendo as equipas ao intervalo sem que mais nada de especial tivesse acontecido.
A segunda parte começou com o Cucujães a ter mais posse de bola, mas o jogo estava a ser bem disputado e a primeira ocasião de golo pertenceria até ao Beira-Mar. Foi aos 53', na sequência de um canto marcado por Pedro, do lado esquerdo, com Pape a desviar de cabeça, ligeiramente por cima da barra, gorando-se incrivelmente a possibilidade dos auri-negros empatarem a partida. Empate que o Beira-Mar procurava e que poderia ter conseguido, aos 59' e 61'. No primeiro lance, Pape é novamente o protagonista da perdida, falhando inexplicavelmente de cabeça, ao primeiro poste, um bom cruzamento de Tiago Azevedo, do lado direito. De seguida, foi mesmo Tiago Azevedo, lançado de trás por Rui Santos, que se isolou, rematando para as nuvens na cara do guarda-redes.
Da possibilidade de se ter chegado ao empate, por duas vezes quase seguidas, passou-se para uma situação de jogo praticamente sentenciado, quando, aos 62', o Cucujães faz o 1-3, novamente num bom golo de Oliveira, que recebe a bola solto na direita, para rematar colocado para a baliza, com a bola a bater ainda no poste, do lado contrário, antes de entrar nas redes à guarda de Hugo.
Este seria o resultado definitivo, mas o jogo até poderia ter sido relançado, aos 66', se Renato Silva não tivesse falhado escandalosamente, de baliza aberta, um remate resultante de uma boa jogada de Paulo Sousa, pela esquerda, assistindo o seu colega, do lado contrário, com um cruzamento/remate. A partir daqui a equipa ficou descrente, ainda que tivesse continuado a atacar, sem, contudo, criar qualquer perigo. O Cucujães apenas defendia, gerindo muito bem a vantagem, podendo, mesmo assim, ter ampliado o marcador por mais de uma vez. Foi aos 76', na sequência de um livre marcado para a área, com o nº 7 a fazer a recepção e a rematar à vontade para fora e na ponta final da partida, quando já tudo estava decidido. Em cima dos 90' regulamentares, mais uma hesitação na zona central aveirense, desta feita de Guilherme, com o jogador do Cucujães a isolar-se novamente, valendo Hugo para evitar a goleada. O mesmo Hugo, em período de compensação, faz mais uma bela defesa, evitando novo golo, na sequência da marcação de um livre directo, do lado esquerdo do ataque do Cucujães.
Arbitragem sem problemas e sem influência no resultado.

sábado, 4 de dezembro de 2010

TRAQUINAS A: Primeira parte de luxo!

SC Beira-Mar, 7 - UD Oliveirense "B", 1
(6-0, ao intervalo)

Nem mesmo o frio intenso que se fazia sentir à hora do jogo impediu que a equipa de Traquinas «A» do SC Beira-Mar tivesse obtido mais uma vitória folgada, desta feita frente à equipa «B» da Oliveirense, incapaz de se opor à superioridade da jovem equipa «auri-negra».
Ao intervalo, o SC Beira-Mar já vencia por 6-0, fruto de 25 minutos de excelente futebol. O resultado no final da primeira parte só não era mais desnivelado porque do outro lado estava um guarda-redes que realizou uma excelente exibição.
Na etapa complementar, a equipa do técnico aniversariante Daniel Esteves – completou 30 anos no dia do jogo – baixou de produção, mas a vitória há muito que já estava garantida.
Aires, por duas vezes, Pedro Marques, Bernardo, João Pedro Silva, Diogo e Martim marcaram os golos do SC Beira-Mar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Agenda fim-de-semana: Hora de apresentação de credenciais para várias equipas

Com a primeira volta vencida nos campeonatos de todos os escalões de competição, alguns deles já em fase adiantada da segunda, ainda que não se possa falar de decisões finais, a  jornada do próximo fim-de-semana engloba jogos de grande importância para algumas das equipas da Academia do SC Beira-Mar, tendo em vista os objectivos que cada uma persegue nesta fase da época. É nesta medida que merecem destaque os jogos que, juniores (Padroense e Sanjoanense), juvenis (Boavista e Repesenses), infantis B (Taboeira) e benjamins A (Mourisquense), disputarão entre os dias de sábado, domingo e 4ª feira (feriado de 8 de Dezembro, aproveitado pela Federação Portuguesa de Futebol para uma jornada intecalar dos campeonatos nacionais sub-19 e sub-17). Estas partidas serão clarificadoras daquilo que cada uma delas poderá fazer no futuro, embora as contas finais ainda venham longe.
Com tantos motivos de interesse a envolverem vários jogos, difícil vai ser mesmo a escolha, que poderá fazer através da consulta ao quadro completo que agora lhe apresentamos:


Análise prévia da jornada

JUNIORES A: Chegou a hora da apresentação de credenciais para poder fazer parte da elite que, na 2ª fase do campeonato, disputará a subida à 1ª divisão da categoria. A equipa de António Luís não perde há 9 jogos consecutivos, pelo que a deslocação ao Padroense (no sábado) e a recepção à Sanjoanense (na 4ª feira) não poderiam vir em melhor altura, sob o ponto de vista da motivação e do momento de forma que atravessa. Trata-se, no entanto, de defrontar dois adversários directos, que lutam pelos mesmos objectivos, pelo que os pontos em disputa terão um valor diferente do habitual. Se o facto dos nossos próximos adversários serem aqueles que infligiram as únicas 2 derrotas averbadas na prova pelo Beira-Mar é elucidativo das dificuldades que os nossos atletas irão encontrar, também poderá servir como um motivo de rectificação desses resultados negativos e de devolução dos desaires.
JUNIORES B: Com 6 jornadas para disputar na 1ª fase do campeonato distrital e já  9 pontos abaixo da "linha de água", dificilmente a equipa do Beira-Mar poderá ambicionar a disputar a série dos primeiros na 2ª fase da prova. Resta, por isso, aos seus atletas, aproveitar estes jogos para competir e melhorar nos diferentes aspectos do jogo, de modo a mostarem ser opção para as provas nacionais e prepararem bem a participação na 2ª fase da prova distrital. Tudo isto pode e deve começar já no próximo jogo, que será em casa, contra o Cucujães, equipa que ainda tem legítimas ambições de subir ao 5º lugar da classificação.
JUVENIS: Está acesa a luta pela fuga ao 8º lugar da classificação da série B do campeonato nacional, uma espécie de "purgatório" das equipas, obrigando, quem aí ficar colocado, a um "play-off" com o homólogo da série A, que decidirá a manutenção nesta prova ou a descida aos campeonatos distritais. Neste objectivo estão envolvidas 3 equipas: Leixões, Beira-Mar e Oliveirense, com uma vantagem actual de 2 pontos dos matosinhenses sobre os seus dois rivais, que se encontram empatados pontualmente. Por isso, os próximos jogos dos auri-negros, com o Boavista (numa posição tranquila na tabela, mas aspirando ainda ao 4º lugar), no domingo e com o Repesenses (último classificado), na 4ª feira, são de importância vital para as contas finais. Esperam-se golos e pontos da equipa de Aguinaldo Melo.
INICIADOS A: Uma deslocação de risco tem a equipa sub-15 do SC Beira-Mar, de visita a um super-motivado Anadia, que vem de 4 vitórias consecutivas que o guindaram ao 3º lugar da classificação. Os auri-negros são a única equipa da série C que ainda não conheceu a derrota (tem apenas 2 empates), pelo que, para este jogo, os comandados de Alberto Raínho quererão manter a invencibilidade, de modo a pressionarem o líder Oliveirense e não verem reduzida a vantagem actual de 10 pontos que detêm sobre o seu próximo adversário de domingo.
INICIADOS B: Também no campeonato distrital, a deslocação a Avanca se afigura muito difícil, defrontando-se duas equipas que precisam de pontos como de pão para a boca, na perspectiva de se apurarem para a série dos primeiros. Actualmente, ambas as equipas estão acima da chamada "linha de água", com o Avanca (4º lugar) a dispor de uma vantagem de 3 pontos sobre o Beira-Mar (5º lugar). Mas tanto a equipa de Edmundo Ferreira como o seu adversário do próximo sábado não podem dormir descansados já que os persegue de muito perto o Águeda (6º lugar a 1 ponto dos aveirenses), que estará à espreita para se chegar mais à frente.
INFANTIS A: Mais uma jornada aparentemente tranquila para as equipas sub-13 do Beira-Mar, que defrontam, em ambas as séries, os penúltimos classificados das respectivas classificações. Por isso, nem Mourisquense (pese embora o factor-casa), nem Vaguense deverão interromper as séries 100 por cento vitoriosas das equipas de Ricardo Pinheiro, que deverão somar mais 3 pontos cada.
INFANTIS B: É o jogo grande da jornada, no que ao futebol de 7 diz respeito, com o co-líder Beira-Mar a visitar o terreno do Taboeira, 3º classificado a 3 pontos dos auri-negros e do Avanca. São estas 3 equipas (com o Gafanha mais remotamente) as candidatas ao 1º lugar e ao apuramento directo para a série dos primeiros. No jogo da 1ª volta a equipa de Pedro e João Teles venceu tangencialmente, por 1-0, adivinhando-se, de novo, um duelo equilibrado e que poderá ser decidido em pequenos detalhes, com a equipa que cometer menos erros e que não se deixar perturbar pela importância do jogo a estar, seguramente, mais perto da vitória.
BENJAMINS A: Também neste escalão há um jogo de grande importância, onde se discute o apuramento para a série dos primeiros. Beira-Mar e Mourisquense, segundos classificados da série H, com 2 pontos de atraso para o líder Alba (os auri-negros têm, no entanto, menos uma partida disputada), medirão forças no Campo do Seminário e quem perder ficará praticamente arredado do 1º lugar, que passará a ser um assunto a dois: Alba e o vencedor deste jogo. No jogo da Mourisca, as equipas empataram a um golo, esperando-se agora que os ares de Aveiro ajudem à vitória do Beira-Mar.
No outro jogo dos sub-11, a equipa da série G defronta, fora de portas, o líder Taboeira, adivinhando-se uma tarefa de grande dificuldade para os pupilos de João Paulo, que, no entanto, apenas perderam tangencialmente (1-2) no jogo da 1ª volta.
BENJAMINS B: Tarefas de grau antagónico de dificuldade é o que espera as nossas duas equipas sub-10, na próxima jornada. Enquanto na série E, os auri-negros, líderes da prova, recebem o "lanterna vermelha" Macinhatense, com 0 pontos, num jogo que não deverá ter muita história para além da dos golos obtidos pelo Beira-Mar (e foram 14 na 1ª volta), na série F o adversário é bem mais difícil, já que o Oliveira do Bairro, a jogar em casa, é o 2º classificado e nunca perdeu na condição de visitado. De qualquer modo, os 5 pontos que a equipa de Paulo Martins tem de vantagem sobre os bairradinos dão a garantia que, aconteça o que acontecer neste jogo, o Beira-Mar guardará a liderança da prova.
TRAQUINAS A: Os comandantes da série E recebem, no Campo do Seminário, a equipa da Oliveirense, partida em que os aveirenses são claramente favoritos, tendo em vista a vitória alcançada na primeira volta em Oliveira de Azeméis (0-6) ou os 9 pontos que levam de vantagem sobre o seu adversário. Depois deste jogo, estamos em crer que a liderança será mantida e o objectivo do apuramento para a série dos primeiros ficará mais perto.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

JUNIORES A: Desperdício adiou vitória auri-negra para a segunda parte

SC Beira-Mar, 3 - CD Cinfães, 1
(1-1, ao intervalo)

Na jornada intercalar disputada esta quarta-feira, dia da Restauração da Indepedência e feriado nacional, a equipa de juniores do SC Beira-Mar levou de vencida o Cinfães, no Estádio Mário Duarte, batendo o seu adversário por irrefutáveis 3-1. Com esta vitória, a equipa de António Luís elevou o seu impressionante registo para 9 jogos consecutivos sem perder (6 vitórias e 3 empates) e ainda que mantenha o 4º lugar da classificação da série B do campeonato nacional da 2ª divisão, ultrapassou o Padroense e está agora em igualdade pontual com o 3º classificado - Candal.
O jogo foi inteiramente dominado pelos aveirenses, que são manifestamente superiores ao seu adversário desta tarde, parecendo inacreditável que este jogo, que poderia ter acabado numa goleada, registasse uma igualdade (1-1) ao intervalo, apenas desfeita com a obtenção de mais dois golos no período complementar.
Sob uma arbitragem globalmente positiva do Sr. Pedro Nascimento, da AF Coimbra, a equipa do SC Beira-Mar apresentou-se com:
Diogo Lopes (gr); Berna; Lobo, Mika e Bryan (Wilson Rubio, int); Granja, André Aranha e Filipe Vieira; Nélson, André Vaz (cap) (Rui Santos, 84') e Sílvio (Cassamá, 65').
Suplentes não utilizados: Cirineu (gr), Sérgio Chipelo, Ibrahima e Waly.
O Beira-Mar entrou muito bem no jogo e realizou uns primeiros 20 minutos de elevado nível, do melhor que já apresentou esta época, apenas pecando pela fraca finalização que mostrou, e se nos primeiros 10 minutos já goleasse, isso só poderia constituir surpresa para quem não estivesse a assistir à partida. Com efeito, a equipa auri-negra aliou ao futebol de elevado recorte técnico uma capacidade de construção de oportunidades de golo, que dariam para decidir o vencedor do jogo antes de esgotado o primeiro quarto de hora. André Vaz, aos 3' e 4', em lances que resultaram de cruzamentos de Nélson ( o primeiro após um passe rasgado de Granja e o segundo muito tenso), está muito perto de abrir o activo, mas um defesa e o guarda-redes adversários e a barra impediram que o remate feito ao primeiro poste e o seu golpe de cabeça resultassem em golo. Aos 5', foi Sílvio o perdulário, quando uma magnífica abertura de André Aranha o coloca na cara do guardião Caixa, não conseguindo o avançado aveirense evitar a intercepção deste.
Três soberanas ocasiões perdidas em 5 minutos são de fazer desesperar qualquer treinador, mas António Luís ainda não tinha visto tudo, valendo-lhe o regalo para os olhos que era a qualidade do futebol praticado pela sua equipa. Aos 10', o festival de golos perdidos continuou, no seguimento de mais uma boa jogada desenvolvida pelo corredor direito, com uma abertura em Nélson, que faz um cruzamento atrasado, para uma simulação de André Vaz, que deixa passar a bola, surgindo de trás André Aranha, bem enquadrado com a baliza, livre de oposição, a rematar com muito perigo, mas ao lado do poste direito da baliza adversária. No minuto seguinte, então, a perdida foi de fazer desesperar qualquer um, com Filipe Vieira e André Vaz, na pequena área, a fazerem muita cerimónia, acabando por não finalizar, nem um nem outro, um golo certo.
Também de bola parada surgia perigo e, aos 18', na sequência da marcação, na direita, de um pontapé de canto, André Vaz, ao segundo poste, remata em arco para o lado contrário, valendo a intervenção de cabeça de um defesa do Cinfães, sobre a linha de baliza, para evitar o primeiro golo da partida. Este haveria de chegar, finalmente, no minuto seguinte, com um passe de Filipe Vieira a isolar o "capitão" André Vaz, que desta vez não perdoou e fez o 1-0 à saída do guardião Caixa.
Inexplicavelmente, a partir da obtenção da vantagem, a equipa do Beira-Mar deixou de ser a mesma e a qualidade do seu futebol transfigurou-se, vindo a cair a pique. O Cinfães, totalmente dominado na primeira metade da primeira parte, tendo estado sempre remetido ao seu meio-campo e não conseguindo sair a jogar, timidamente começou a chegar-se junto da área do Beira-Mar, registando-se o primeiro remate dos forasteiros, aos 31', ainda que desferido de fora da área e sem perigo. No minuto seguinte a graça repetiu-se, agora para uma defesa fácil, a dois tempos, de Diogo.
Ainda assim, aos 33', André Vaz poderia ter dado outra tranquilidade à sua equipa, quando se isolou, após uma fífia dos centrais do Cinfães, e correu para a baliza, gorando-se a hipótese de golo por ter adiantado em demasia a bola, permitindo a antecipação do guarda-redes. Até que chegou o minuto 36 e o Cinfães ganha um livre a meio do meio-campo do Beira-Mar, em zona quase central. Telinha bateu para a zona de grande penalidade, surgindo um jogador do Cinfães a cabecear para a baliza, com muito perigo, valendo uma excelente intervenção de Diogo Lopes, que negou o empate, desviando a bola para canto. Negar, neste caso, é sinónimo de adiar, já que na sequência do mesmo, um dos centrais do Cinfães (nº. 15) eleva-se bem na área e, com um bom golpe de cabeça, coloca a bola indefensavelmente dentro da baliza do Beira-Mar, estabelecendo o 1-1.
Este seria o resultado com que as equipas regressariam aos balneários, mas isso só aconteceu porque Nélson, aos 39', perdeu inexplicavelmente mais um golo, quando ficou sozinho na frente do guarda-redes, com tempo para fazer tudo, inclusivamente para perder a bola para o seu adversário.
O Beira-Mar já só tinha 45 minutos para ganhar o jogo, único objectivo que hoje lhe interessava e logo à entrada da segunda parte, aos 48', após troca sucessiva de bola, André Vaz, solicitado na zona central, lateraliza ligeiramente para Filipe Vieira, que dispara pronto, mas um pouco por cima da barra. Apesar deste lance, a qualidade do futebol exibido neste início de segunda parte não estava ao nível do atingido na etapa inicial, mostrando-se os auri-negros uma equipa algo ansiosa. Valeu que a eficácia melhorou bastante e, à segunda oportunidade, aos 56', o Beira-Mar chega ao 1-2. A jogada nasce em Sílvio, que arranca pela direita, ganha em velocidade e faz um cruzamento rasteiro para a pequena área, onde surge sorrateiramente Nélson a finalizar com êxito.
Novamente em vantagem, os auri-negros poderiam ter decidido o jogo logo de seguida, aos 60', mas Nélson voltou às perdidas da primeira parte e falhou de novo, incrivelmente, a hipótese do golo tranquilizador, não dando o melhor seguimento a uma boa jogada de Sílvio, pela esquerda, cujo cruzamento o colocou na cara do guarda-redes, contra o corpo do qual desferiu o remate. Aos 68', novamente Nélson a ser lançado pelo corredor esquerdo, numa jogada em que o Beira-Mar tinha superioridade numérica, mas o extremo aveirense decidiu-se por um remate de ângulo muito fechado, que o guarda-redes defendeu para canto, quando tinha André Vaz e o recém-entrado Cassamá em melhor posição para finalizar vitoriosamente.
O jogo continuava a ser dominado pela equipa do Beira-Mar, mas o seu futebol não se mostrava tão fluido como fora nos primeiros 20' da primeira parte e o não aparecimento do terceiro golo era motivo de alguma preocupação face à diferença tangencial exibida pelo marcador. O 1-3 só surgiria aos 83', após uma excelente jogada de ataque da equipa da casa, com André Aranha a abrir na esquerda em Nélson, que faz um cruzamento de "trivela" para a boca da baliza, onde surgiu Cassamá, oportuno, a encostar para o golo.
Finalmente a equipa pôde serenar nesta segunda parte e o período final do jogo voltou a ser de bom nível, em termos de futebol jogado e a equipa de António Luís ainda conseguiu criar oportunidades suficientes para ter chegado à goleada. Aos 85', bom cruzamento de Berna e cabeça de Filipe Vieira, na pequena área, para uma defesa de recurso do guarda-redes do Cinfães; no minuto seguinte, Mika rompe pelo meio e decide-se por um pontapé, à entrada da área, que faz passar a bola rente ao poste; aos 89', Berna isola-se e deixa-se desarmar no último instante, quando se preparava para desferir o remate fatal; finalmente, no segundo minuto de compensação, foi André Aranha que esteve perto do golo, fazendo um remate em esforço, ao segundo poste, solicitado por um cruzamento em balão de Lobo, do lado esquerdo, com a bola a sair caprichosamente rente ao poste direito.
Os números da vitória são extremamente escassos face à quantidade de oportunidades de golo criadas, mas o essencial foi conseguido e estes três pontos conquistados correspondem essencialmente aquilo que hoje se pretendia.

JUVENIS: Uma vitória re(vigor)ante!

GR Vigor Mocidade, 1 - SC Beira-Mar, 3
(1-1, ao intervalo)

Aproveitando o feriado do dia 1 de Dezenbro, a Federação Portuguesa de Futebol agendou para este dia mais uma jornada do campeonato nacional de juvenis, prova onde a equipa do Beira-Mar trava uma luta empolgante, tendo em vista a fuga aos lugares de despromoção. Depois de um empate comprometedor cedido em casa, no passado domingo, frente ao Académico de Viseu, os aveirenses tinham hoje uma deslocação aos arredores de Coimbra para defrontar o Vigor Mocidade, compromisso que os beiramarenses estavam proibidos de voltar a falhar.
A equipa de Aguinaldo Melo, a ver esta partida da bancada, não deixou os seus créditos por mãos alheias e venceu, muito justamente, a equipa conimbricense, por 1-3, resultado escasso para a diferença entre as duas equipas evidenciada ao longo do encontro. Os principais problemas criados aos auri-negros foram-no pela própria equipa e só um auto-golo e inúmeras ocasiões de golo desperdiçadas pelos aveirenses permitiram que o intervalo chegasse com um empate no marcador. Dois golos na segunda parte e mais algumas oportunidades perdidas dão corpo a uma vitória que não sofre contestação e que só por culpa própria tardou tanto em chegar.
No Complexo Desportivo do Vigor, em Fala, São Martinho do Bispo, sob uma boa arbitragem do Sr. Rui Figueiredo, da AF Leiria, que apenas deixou por marcar uma grande penalidade a favor do Beira-Mar, as equipas apresentaram-se com:
GR Vigor Mocidade - Marcelo (gr); António Silva, Valença, Raposo (Francisco, 68') e Alex; Da Luísa, Ricardo (Rodrigo Alves, 47') e João Silva; Banaco, Rui (Miguel Lopes, 49') e António Sousa.
Suplente não utilizado: Pedro
SC Beira-Mar - Samuel (gr); João Rui, Manuel, João Rafael e Bruno Filipe (Diogo H. Carvalho, 68'); André Silva (cap), Diogo M. Carvalho e Pité; Ricardo Tavares (João Valente, 74'), Marc (Tiago Gomes, 61') e Danny.
Suplentes não utilizados: Hugo (gr), Guilherme, Balacó e Henrique.
O Beira-Mar entrou desinibido no jogo, a trocar bem a bola entre os seus jogadores e foi sem surpresas que, aos 3', chegaria à vantagem. O lance que deu o 0-1 resultou de uma boa jogada pela esquerda, com um cruzamento tenso de Bruno Filipe, muito bem medido, ao qual correspondeu Marc com um soberbo cabeceamento, já dentro da área, fazendo a bola descrever um arco e entrar junto ao ângulo superior esquerdo da baliza do Vigor, não dando quaisquer hipóteses de defesa a Marcelo. Um grande golo em qualquer parte do mundo!
Tudo parecia bem encaminhado mas, já se sabe, no futebol as coisas podem mudar num momento. E este aconteceu logo no minuto seguinte, no seguimento de um pontapé de canto na direita, que beneficiou a equipa do Vigor, não sendo lesta a defesa aveirense a despachar e, pior do que isso, com uma tremenda dose de infelicidade, Pité chutou contra o seu colega Danny, fazendo a bola ricochete para se anichar na baliza à guarda de Samuel. Um autêntico balde de água fria para os propósitos dos auri-negros.
De repente tudo mudava e era necessário partir de novo do zero. Seguiu-se um período em que a toada foi de algum equilíbrio a meio-campo, com o Beira-Mar a denotar alguma dificuldade em fazer entrar a bola, vinda dos defesas, nos seus jogadores da linha média, optando, muitas vezes, por um futebol mais directo que era votado ao insucesso. Só de bola parada, aos 15', o Beira-Mar voltou a criar uma flagrante oportunidade de golo. Pité bate um canto na direita, surgindo Danny na área, a elevar-se bem, sem oposição, para cabecear a bola ligeiramente por cima do travessão, falhando um golo quase certo.
Ultrapassada esta fase menos conseguida por parte do Beira-Mar, os auri-negros começaram a tomar o ascendente do jogo, empurrando-o para junto da baliza dos conimbricenses, começando a suceder-se os lances de perigo junto da baliza do guardião Marcelo. Aos 17', um cruzamento da direita de João Rui, que procurava a finalização na área de Marc, que não chegou a tocar na bola, quase entra directamente na baliza, não acontecendo o golo por muito pouco. Aos 21', foi Danny, após uma iniciativa individual, que tentou o golo, mas o seu remate rasteiro fez a bola passar rente ao poste direito da baliza do Vigor. Pité esteve perto de desempatar de novo a partida em dois lances sucessivos, aos 28' e aos 29'. O primeiro correspondeu mesmo à mais flagrante oportunidade da primeira parte, com Ricardo Tavares a cruzar da direita, para o nº. 31 aveirense amortecer no peito e rematar de pronto, dentro da área, fazendo a bola embater no poste esquerdo da equipa da casa. No lance seguinte, Pité faz um cruzamento/remate da esquerda, mas Marcelo defendeu com muita dificuldade para canto. No seguimento deste, Manuel eleva-se sozinho na área, mas o seu golpe de cabeça sai sem direcção e gora-se mais uma ocasião para o Beira-Mar chegar ao golo. Antes do intervalo, aos 33', André Silva também esteve muito perto do golo, com um pontapé de ressaca, desferido à entrada da área, no seguimento da marcação de um pontapé de canto, a fazer a bola roçar o poste direito da baliza adversária.
Com um resultado ao intervalo que não lhe interessava de forma alguma, a equipa do Beira-Mar entrou muito forte na segunda parte e, de bola parada, por duas vezes, voltou a estar muito perto do golo. Aos 42', após marcação de um livre de Pité, descaído para a direita, Marc faz a recepção na área de costas para a baliza e, à meia-volta, dispara para a bola sair muito perto do poste. Aos 45', foi João Rui, no seguimento de um canto marcado igualmente por Pité, a falhar sozinho, em posição frontal, o remate de cabeça para a baliza.
Pressionava o Beira-Mar e Ricardo Tavares, depois de no minuto anterior ter sido rasteirado dentro da área, numa grande penalidade que ficou por assinalar, tenta, aos 49', chegar ao golo através de uma jogada individual, que termina com um remate forte mas que saiu ligeiramente ao lado. Este domínio auri-negro daria os seus frutos, aos 53', com Marc a bisar na partida e a fazer o 1-2, após uma boa jogada de envolvimento colectivo, com o último passe a pertencer a Ricardo Tavares, abrindo na direita no marcador, que se isolou e rematou para o golo, embora o guardião do Vigor ainda tivesse tocado na bola.
Um golo aveirense parecia ser um tónico para a equipa da casa, que, aos 55', cria perigo pela primeira vez no período complementar, com António Sousa, em jogada individual, a furar pelo meio da defesa auri-negra, valendo a saída destemida de Samuel para neutralizar esta tentativa de empate.
Para que não restassem dúvidas sobre o vencedor deste jogo e de modo a serenar os corações mais agitados, a equipa do Beira-Mar, aos 56', faria o golo da tranquilidade, na sequência de um livre apontado por Marc, sobre a esquerda, solicitando a entrada de Pité no meio da área para, nas alturas e com um vigoroso golpe de cabeça, colocar o marcador em 1-3.
O Vigor ainda reagiu e, aos 61', esteve a ponto de encurtar distâncias, quando um cruzamento largo da direita apanha António Sousa solto, ao segundo poste, com o nº. 11 do Vigor a disparar para uma excelente defesa de Samuel para canto. A partir daqui só deu Beira-Mar e, até final, os auri-negros dispuseram de oportunidades suficientes para sair de Fala com um resultado bem mais volumoso. A mais incrível aconteceu logo, aos 63', quando, após uma excelente jogada pelo corredor direito, Ricardo Tavares oferece o golo a Pité, que, em frente à baliza, sozinho, na pequena área, atira inexplicavelmente contra o corpo do guardião da casa. Aos 70', uma iniciativa de João Rui, que entretanto passara para a lateral esquerda, termina com um remate forte, rasteiro, que faz passar a bola ao lado. No minuto seguinte, após a marcação de mais um pontapé de canto, é André Silva que, num pontapé de ressaca, vê o golo ser-lhe negado, com um defesa do Vigor a substituir o seu guarda-redes e a safar a bola sobre a linha de baliza. Deste lance resultou mais um canto e mais uma oportunidade, desta vez com Danny a falhar o golo, entrando de rompante e rematando perigosamente rente ao poste. A última oportunidade surgiria a 5 minutos do fim, numa jogada de contra-ataque, com Pité a abrir na direita em Diogo Hipólito Carvalho, que cruza para a área, sobrando a bola para o outro Diogo Carvalho, que remata para uma defesa de recurso de Marcelo, que evita a goleada.
Boa vitória do Beira-Mar, com períodos de bom futebol da equipa auri-negra, que continua, no entanto, a falhar muito no capítulo da finalização, aspecto em que deverá melhorar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

INICIADOS A: Bruno Ribeiro resolveu!

SC Beira-Mar, 1 - SC Covilhã, 0
(0-0, ao intervalo)

A equipa de iniciados do SC Beira-Mar conheceu, na manhã de domingo, inesperadas dificuldades para levar de vencida um adversário que, apesar de se encontrar na parte baixa da tabela classificativa, não perdia há 5 jornadas consecutivas. A vitória é inteiramente justa, mas o Sporting da Covilhã dificultou ao máximo a tarefa dos aveirenses, que não tendo realizado uma exibição ao nível do que são capazes, só conseguiram materializar o seu maior ascendente no jogo com um excelente golo, obtido já no decorrer da segunda parte, aos 48', por Bruno Ribeiro, que foi a figura desta partida.
Numa manhã fria, mas com muito sol, a equipa do SC Beira-Mar, neste jogo orientada por João Amaral, apresentou-se com:
Canha (gr); Bruno Reis (Sousa, int), Ricardo Pinto, Ricardo Esteves (Fábio, int) e Filipe Melo; Tiago Ramalho (cap), Sérgio (Lucas, 47') e Hugo Custódio; Steven (Nuno Abreu, 53'), João Miguel (Aurélio, int) e Bruno Ribeiro.
Suplentes não utilizados: Pedro Rafael (gr) e Yusuf.
A primeira parte foi inteiramente dominada pela equipa da casa, que só tem de queixar-se de si mesma para ter chegado ao intervalo com um nulo no marcador, tantas foram as oportunidades de golo criadas e não aproveitadas. A entrada do Beira-Mar foi forte e teve uns primeiros 20 minutos de razoável nível, mandando no jogo e criando situações de ataque pelos dois flancos, através da subida dos laterais. As primeiras situações de perigo surgiram por Hugo Custódio, primeiro num remate que saiu ao lado e, depois, com o guarda-redes covilhanense a opor-se com uma boa defesa à tentativa do criativo aveirense, após cruzamento de Filipe Melo e simulação de João Miguel, que deixou passar a bola. Steven, em jogada individual, conseguiu furar a defesa serrana mas, com o ângulo já muito fechado, acabou por rematar ao lado. Também João Miguel esteve perto do golo, mas o seu cabeceamento saiu por cima, não dando o melhor seguimento a mais um cruzamento de Filipe Melo. A procura do golo continuava e, aos 22', Hugo Custódio, que tal como a equipa não esteve ao nível a que nos habituou, tem nos pés soberana ocasião para inaugurar o marcador, mas o seu remate, descaído sobre a esquerda e só com a oposição do guarda-redes do Sporting serrano, leva a bola às malhas laterais.
A partir deste lance, a qualidade do nosso jogo foi baixando de nível, tornando-se pachorrento e mesmo mal jogado, aproveitando o nosso adversário para, esporadicamente, chegar junto da nossa área, ainda que o melhor conseguido tenha sido a conquista de um livre lateral e dois pontapés de canto.
O Beira-Mar voltou a entrar melhor na segunda parte, tendo Aurélio dado o primeiro aviso com um remate forte por cima da barra. Pouco depois, o mesmo jogador assiste Hugo Custódio, na zona da meia-lua, para um remate forte que levava o selo de golo, que não foi carimbado porque um defesa covilhanense substituiu o seu guardião e safou sobre a linha de golo. Foi o prenúncio para o golo, que chegaria aos 48', por Bruno Ribeiro, através de um remate de ressaca, forte e colocado, desferido da meia-lua, que não deu qualquer hipótese de defesa ao guarda-redes do Covilhã, que não teve, desta vez, ninguém que o ajudasse a impedir o 1-0.
Alcançada a vantagem, a equipa do Beira-Mar poderia ter chegado a novo golo, mas Steven, em jogada pela direita, rematou mais uma vez torto e também Fábio, de cabeça, atirou por cima após a marcação de um pontapé de canto. À medida que o tempo de jogo ia avançando, a qualidade do futebol dos auri-negros ia baixando, com a equipa aveirense a recuar inexplicavelmente no terreno, talvez na defesa inconsciente de um resultado que era escasso e face às dificuldades encontradas para chegar ao golo da tranquilidade. Apesar de continuar a a ter mais posse de bola, a equipa do Beira-Mar não conseguia fazer a diferença no último terço do terreno, falhando sempre no passe decisivo.
Pelo contrário, a equipa adversária ia aumentando os seus níveis de confiança e acreditou que poderia chegar ao golo do empate. A verdade é que pairou, até final, a incerteza no resultado, pois uma vantagem tangencial não dá segurança a ninguém. E, perto do final, o Sporting da Covilhã dispôs mesmo daquela que seria a sua melhor oportunidade em todo o jogo, quando, na sequência de um canto, um jogador serrano rematou para a baliza, com Canha batido, tendo o golo sido evitado por Ricardo Pinto, em cima da linha fatal.
Em resumo, o Beira-Mar ganhou mais 3 pontos, num jogo interessante, nem sempre bem jogado, perante um adversário que evoluiu bastante desde o jogo da primeira volta, em 12 de Setembro, ganho confortavelmente, por 1-5, pelos aveirenses. Ao contrário do Covilhã, a equipa auri-negra tem denotado alguma quebra, que acaba por ser normal face ao planeamento feito para a época. Enquanto que há equipas que fazem um percurso ascendente, começando mal e melhorando ao longo da época, o Beira-Mar entrou forte no campeonato, passa agora por uma fase de algum sub-rendimento, esperando-se a inversão desta tendência, por forma a acabar a 1ª fase e iniciar a 2ª (onde esperamos estar) outra vez na máxima força.
A arbitragem do Sr. António Nogueira, da AF Porto, com alguns pequenos lapsos, pode considerar-se globalmente positiva.

Balanço da jornada: Juniores não perdem há quase dois meses!

Com a vitória alcançada em Espinho, a equipa de juniores do SC Beira-Mar elevou para 8 a série de jogos consecutivos que leva sem perder, merecendo, por esse facto, as honras da jornada. Com um saldo de 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota, o fim-de-semana da Academia não trouxe grandes surpresas, embora o empate dos juvenis em casa e a derrota, no campeonato distrital, dos juniores B, sejam resultados que ninguém quereria obter no lançamento dos respectivos jogos.
Imperturbáveis continuam as equipas de infantis A e benjamins B que somaram mais 3 vitórias nesta jornada, mantendo o impressionante registo de 100 por cento de triunfos.
Veja agora o quadro completo dos resultados alcançados pelas nossas equipas:

COMENTÁRIO
JUNIORES: Foi em 2 de Outubro que a equipa de António Luís perdeu pela última vez, na sua deslocação a São João da Madeira. A partir daí, 8 jogos realizados sem perder, mantendo bem vivas e legítimas as pretensões a um difícil lugar de acesso à luta pela subida, na 2ª fase do campeonato nacional da 2ª divisão. Não era fácil a deslocação a Espinho, como comprova o resultado tangencial de 1-2, mas o obstáculo foi contornado e o 3º lugar ficou agora a uma distância mais curta (2 pontos).
No campeonato distrital, também se adivinhava muito difícil a visita ao Recreio de Águeda, onde uma vitória poderia relançar a luta por um lugar de acesso à série dos primeiros. Num jogo que conseguimos equilibrar, a vitória pendeu, contudo, para os donos do terreno (1-0), deixando os auri-negros numa situação que já não dá muitas esperanças em atingir o 5º lugar, agora a 9 pontos de distância. Resta continuar a lutar nos próximos jogos, na dignificação do emblema e na procura de melhorar a qualidade do futebol praticado, quer individual, quer colectivamente.
JUVENIS: Um "tiro no pé", é o que pode representar o empate (1-1) cedido em casa frente ao Académico de Viseu, um jogo em que era absolutamente necessário ganhar, sob risco da equipa de Aguinaldo Melo ver reduzida ao mínimo a sua margem para errar em jogos futuros. Os auri-negros mantêm-se, ainda, acima da "linha de água", mas o 7º lugar salvador é agora repartido pontualmente com a Oliveirense, prevendo-se uma luta acesa entre estas duas equipas do mesmo distrito.
INICIADOS: Esta semana, as honras da jornada vão para a equipa B, que tinha um jogo de primordial importância com um seu adversário directo na luta pelo acesso à série dos primeiros, na 2ª fase do campeonato distrital da 1ª divisão. A vitória caseira, por 2-0, sobre o Águeda, originou uma troca de lugares na classificação, com os auri-negros a ascenderem ao desejado 5º lugar, ultrapassando os bairradinos, sobre os quais têm, agora, 1 ponto de vantagem.
No campeonato nacional, a equipa de Alberto Raínho e João Amaral cumpriu os requisitos mínimos e venceu tangencialmente, por 1-0, o Sporting da Covilhã, num jogo em que os serranos mostraram em Aveiro as razões dos melhores resultados obtidos nas últimas jornadas e que os fizeram sair da zona de despromoção.
INFANTIS A: Começam a não ser notícia os êxitos das equipas deste escalão, que, semana após semana, nos vão habituando a vitórias e mais vitórias. Nesta jornada, os 0-4 em Oiã e os 10-0 obtidos em casa frente ao Valonguense, são mais dois exemplos de um percurso imaculado dos nossos sub-13 no campeonato distrital.
INFANTIS B: Os co-líderes da série E tinham um jogo extremamente fácil nesta jornada, onde defrontavam o último classificado, não sendo de esperar outra coisa que não fosse uma vitória do Beira-Mar por muitos golos. 20-0 foi o resultado final, face à simpática equipa do N.E.G.E., que não ofereceu, com efeito, qualquer tipo de resistência perante a superioridade aveirense.
BENJAMINS A: Apenas um jogo foi realizado neste escalão, com o Beira-Mar a receber e a vencer, naturalmente, o Eixense, por 4-0, não constituindo o resultado qualquer espécie de surpresa.
BENJAMINS B: Também nos sub-10 só houve um jogo nesta jornada (a outra equipa folgou), ganho, como já se aguardava, pela equipa do Beira-Mar. Os líderes da série F recebiam o Mourisquense e fizeram valer o estatuto de comandantes para se imporem por categóricos 5-1.